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[WiiU] Thread de Discussão Nintendo Wii U

Discussão em 'Nintendo' iniciada por Nosferato, 7 de Junho de 2011. (Respostas: 7167; Visualizações: 430889)

  1. rodaco

    rodaco Power Member

    Nas portáteis também lançou a 3DS primeiro e pôde fazer o que disseste, cortar o preço quando a concorrência saiu.
     
  2. NuKER

    NuKER Power Member

    Fixed, a meu gosto... ;P
     
  3. I_Eat_All

    I_Eat_All Plasma Beam! Staff Member

    A consola deve suportar 1080p mais frequentemente que as actuais (onde mal é "possivel" num jogo minimamente intensivo), mas tirando os titulos de lançamento e mais alguns (se a Nintendo fizer o compromisso, como fez com o progressive scan na NGC e Wii talvez todos os seus jogos... talvez todos os jogos Nintendo) depressa voltaremos a cair nos 720p.

    É inevitável, os developers querem sempre puxar mais um bocado de potencia, e a resolução é o mais fácil de sacrificar. Passámos esta geração em sub-720p afinal de contas, se a próxima não formos abaixo dos 720p com AA já é um avanço.


    Mesmo na geração da PS2, a maior parte dos jogos corria abaixo dos 640x480, simplesmente não se falava disso. (640x448 ou 512x448)
     
    Última edição: 12 de Maio de 2012
  4. sniperfox

    sniperfox Proud Donor

    Natural , quem é que tinha Tv´s 720p ou 1080p ?

    Mas só falei por falar , porque eu nem ligo a isso, já me bastava andar preocupado no PC com resoluções e afins e agora 90% do que jogo é em consolas :)

    cumps
     
  5. I_Eat_All

    I_Eat_All Plasma Beam! Staff Member

    Os jogos estavam a correr em sub-480i. Aliás, bastantes jogos de lançamento da PS2 eram 240i.

    O facto de os ecrãs serem CRT interlaced disfarçava o défice de pixeis um pouco, de uma forma que um LCD (e um LCD rasca, especialmente) não o faz.

    Mas isto para dizer que a situação não se alterou assim tanto. Os developers para puxarem um pouco mais vão sempre eventualmente baixar a resolução face ao que é standard se acharem que esses pózinhos extra são uma mais valia.
     
    Última edição: 16 de Maio de 2012
  6. casg

    casg Power Member

    Aliens: Colonial Marines Entrevista com Randy Pitchford

    Em entrevista ao site GameSpot, o CEO da Gearbox Software Randy Pitchford falou sobre diversos temas do desenvolvimento de Aliens: Colonial Marines, chegando a mencionar especificamente a versão de Wii U do jogo.

    Para Pitchford, o controle em formato de tablet da plataforma é "o melhor controle da Nintendo para um FPS hardcore." Sobre o console em si, ele afirmou: "O Wii U é um sistema da próxima geração. (...) Cabe à Nintendo falar sobre o seu sistema, e eles não revelaram todos os seus detalhes ainda, mas já colocamos nossas mãos nele e é bem claro pra nós que a versão para um console de Aliens que terá os melhores gráficos será a de Wii U."

    Pitchford assegurou os fãs das plataformas concorrentes que o jogo, em essência, será o mesmo tanto no Wii U quanto no Xbox 360 e no PlayStation 3, mas que a plataforma da Nintendo oferecerá melhores gráficos e outros bônus. "Ela tem a vantagem do novo controle, que tem uma tela sensível ao toque, e nos dá opções de interface que simplesmente não existem nos outros consoles," afirmou.

    Por fim, ele mencionou que, enquanto ele não pode falar detalhes sobre a estrutura online do Wii U, está em seu poder dizer que, caso ela não fosse satisfatória, Aliens: Colonial Marines provavelmente não teria aparecido na plataforma.

    http://www.gamespot.com/aliens-colo...rines-interview-with-randy-pitchford-6377485/
     
    Última edição: 19 de Maio de 2012
  7. casg

    casg Power Member

    Se esperas uma grande diferença a nivel grafico entre, as novas da concorrencia e a WII U , acho que vais ter uma desilusao. :-D
     
    Última edição: 19 de Maio de 2012
  8. latenhas

    latenhas What is folding?

    Mais uma vez, não é a nintendo que tem que mudar a estratégia... são as outras! Na minha opinião o salto desta geração para a nova não vai ser tãooooooo grande "em termos de gráficos" como foi da geração passada para esta, ainda me lembro que diziam que a ps3 ia ser superior á xbox 360 em termos de gráficos blablabla e não foi o caso, ambas equiparam-se praticamente.

    Cumprimentos!
     
  9. tork

    tork Power Member

    Também não acho que o salto gráfico entre esta geração e a próxima será muito elevado. Agora em relação ao apoio das 3rd parties é esse o grande objectivo da Nintendo com a Wii U, agora veremos se ira ser bem sucedida ou não. Inicialmente a aposta parece estar a resultar com muitas 3rd parties a anunciarem jogos e a dizerem muito bem do tablet para jogos.
     
  10. casg

    casg Power Member

    Se dizem que a wii u tem graficos melhores que a atual geraçao, já fico contente, ficava desiludido se fosse inferior, basta ser ligeiramente melhor nada mais. pois os graficos atuais da ps3 e xbox360 já sao muito bons.
    Em relaçao as 3rd parties, vamos ver o que acontece, na minha opniao acho que isso vai depender do consumidor.
     
  11. I_Eat_All

    I_Eat_All Plasma Beam! Staff Member

    Também tens "rumores" a assegurar que a consola está a ser "tweaked" para os correr.

    O problema da Wii foi a incapacidade das third party's em preverem sucesso em tal plataforma, como tal fizeram scrap da pipeline de produção que tinham para assets last gen, ou deram-lhe prioridades secundárias. E claro, há sempre a reiterar que o maior problema de todos é que a industria de videojogos está na infancia e é muito sentimental. E decisões de negócios não podem ser sentimentais, e isso veio tudo ao de cima com a Wii.

    Veio ao de cima porque não era a trajectória inicial das editoras e de repente tinham duas opções, continuar em piloto automático ou alterá-la e decidiram não o fazer. Com a PS2 não verificaste isso, no espaço de um ano (de 2000 para 2001, o tempo para sair a Gamecube e a Xbox) a PS2 tornou-se severamente obsoleta e com uma filosofia de desenho antiquada, e no entanto que remédio tinham os "artistas" senão trabalhar nela, porque era o standard da industria.

    A Wii U não vai ser uma PS2, poderá até ser mais fraca, mas nunca uma PS2. A PS2 não era compliant com nada, tinha um processador gráfico artesanal "bruto" onde se querias algo ias ter de o implementar de raiz por software e com hit; muitas vezes a ter de usar as vector units; era menos evoluída a nível de arquitectura gráfica que uma Dreamcast que lhe dava 15 a 0 em paper specs (AA, compressão de texturas, etc). Se a PS2 foi sem escolha, os developers saíram dessa geração ressabiados e a querer mais proximidade entre plataformas (punchline: "o futuro é a multi-plataforma") e no meio disso tudo, a Nintendo, que na geração passada era mais ou menos compliant (o flipper fazia muita coisa de série ao contrário do gpu da ps2) sofreu por não ser shader model compliant, não fazer HD e ter uma arquitectura overdrive de 2001 e a Sony sofreu por fazer uma plataforma baseada num cpu atipico (e só meter um GPU na recta final do projecto e nem ter assegurado um de "próxima geração" para a época).

    A evolução nos ultimos 7 anos e meio, no entanto, abrandou; e o GPU da X360 (especialmente) ainda é passivel de ser considerado actual, tem shaders unificados e faz praticamente tudo que um GPU actual consegue fazer, embora lógicamente com uma performance comparativamente baixa. Mas pode ser considerado um GPU moderno. A diferença é, pois claro, fazer menos coisas em simultâneo.

    A Wii U vai ser um sistema moderno desenhado com uma filosofia diferente, sair antes é importante na medida em que o espaço até às outras saírem vai ser muito importante para cimentar a sua posição e impor o seu standard como o mínimo denominador comum. Como disse, o maior erro da Wii foi sair depois da X360, os developers há mais de 1 ano que se tinham mentalizado que o futuro não era aquele, e como tal também não queriam andar a aprender a mexer em coisas como a TEV Pipeline que só serviam para aquele GPU, ou investir recursos, ou recuar. Recuar é um ponto importante, razão pela qual a poderes fazer um jogo hoje não o queres fazer numa SNES, o problema não é a SNES, é o facto de estares a andar para trás.

    De resto já se sabe que uma plataforma mais potente levará sempre ports melhores, assim como a Wii U vai levar conversões de last gen para melhor, as outras consolas a saírem depois e serem mais potentes arriscam-se a beneficiar com isso. O mais lógico em up-porting no entanto não é a Wii U sofer mas sim ser contemplada como lead platform, e como lead platform ser bastante optimizada. O resto consoante o diferencial pode beneficiar na resolução (ie: com o overhead de potencia ser fácil correr em 1080p quando a Wii U está em 720p, adicionar efeitos/melhores texturas, melhor framerate, o que seja), não penses por um momento que estes jogos portados para a Wii U vão ser optimizados por aí além, são ports. No passado a Microsoft para ter versões optimizadas face à PS2 com a Xbox 1... Teve de pagar (e não, essa estratégia não é grande coisa; ter a imagem de consola mais potente naquela geração, como podes constatar não deu grandes frutos); similarmente, a Wii U a ser o minimo denominador, irá provavelmente ter as versões mais optimizadas, o resto é up-porting; até podem ser melhores mas a experiencia não vai mudar (muito).

    E aí tu dizes "mas a PS3...", e essa é uma questão simples, a PS3 demora mais tempo em multiplataforma a atingir as milestones que lhe são pedidas, por ser uma plataforma com elementos atípicos e por isso lixa-se. Como fica para trás no processo de desenvolvimento a versão X360 muitas vezes vai várias semanas de trabalho à frente e isso no periodo de fecho do código ajuda imenso aos toques finais; e claro isso faz com que ela não seja a leading platform; noutra nota e como exemplo de titulos multiplataforma que tiveram a PS3 como leading platform numa altura em que ninguém tinha... Tiveste o DiRT, uma das primeiras ports a dar vantagem à PS3 face à X360 (não obstante de serem identicamente boas, o ponto é que não obstante de serem plataformas próximas por a X360 ser a lead platform a PS3 se lixava sempre; já se fosse feito ao contrário dava melhores resultados). A capacidade das developers em fazer conversões decentes tenha melhorado muito nos ultimos anos, claro; provavelmente porque passaram a fazê-las lado a lado ou investir o tempo para serem competitivas entre si.

    A Wii U não vai ser atipica, o focus da Nintendo é fazer as coisas o mais simples possíveis e reduzir os bottlenecks para a performance do sistema ser "estável", trata-se de um bom spec de partida como denominador comum, partindo do ínicio que não é "demasiado fraco" e é implementado na altura certa.

    A Sony só não eclipsou a X360 de um ponto de vista tecnico porque o planning da consola foi um caos; se eles soubessem com antecedencia que só iam conseguir lançar a consola em finais de 2006 poderiam ter assegurado melhores peças; no entanto ao falhar prazos, alterar as peças que haviam escolhido (GPU especialmente) só atrasaria mais o lançamento do produto.

    Os diodos de blu-ray mais os CPU's (a taxa de defeitos destas duas peças era brutal, ao ponto de que das 8 SPE's previstas ao inicio as PS3's só têm acesso a 7, porque era normal uma delas vir estragada nos yelds) foram grande parte do problema. Mesmo com o tape-out feito demorou até à Sony conseguir ter stock para venda.

    Mesmo a eclipsar continuariam a ter a consola mais complicada, no entanto; e a verificar défice de potencia no CPU (para general purpose) face ao da X360, mas ao menos não teriam sofrido tanto com a parte gráfica (que é ao que os geeks ligam mais)
     
    Última edição: 19 de Maio de 2012
  12. casg

    casg Power Member

    Ui , que grande liçao de mural I_Eat_All :D
    Parabéns e obrigado por eu ter ficado a saber umas coisas que nao sabia ;)
     
  13. bseixas

    bseixas Power Member

    Na perspectiva da Nintendo não terá muito a mudar olhando para o sucesso da Wii e que as empresas andam nisto para fazer dinheiro, mas para o lado de uma boa parte dos gamers algo terá que mudar e não se resume ao HD, isto se a Nintendo realmente quiser um bocado da fatia de mercado dos gamers que se ficaram pela 360/PS3 nesta geração.

    Aliás, eu olho para a Wii U e acho interessante a ideia do tablet (e até já referi ali ao lado que não me importava de ver a ideia migrar para a próxima Xbox) mas não me agarram só com exclusivos da Nintendo e meia dúzia de pérolas "perdidas" pelo catálogo da consola.

    Do que vi até aqui acredito que seja mais certo acontecer com a Wii U o mesmo que aconteceu com a Wii nesta geração (e isso será bom para a Nintendo, para mim e para outros como eu nem tanto) do que a diferença de capacidades das plataformas serem muito próxima, é que graficamente as diferenças para serem grandes não se resumem só a resoluções ou 30/60 fps e existem outras variáveis onde quanto maior capacidade de processamento melhor, depois dependerá sempre do kit de unhas de quem os faz.

    Mas vamos lá a ver o que a E3 nos reserva. ;)
     
  14. NuKER

    NuKER Power Member

    Tanta conversa de specs e no fim tudo se resume aos jogos: Veja-se Psp Vs DS, Ps3 vs 360 e actualmente Vita vs 3DS..
    A wii U para mim é compra dia 1 pelos jogos Nintendo. Para pessoas fora disso, esses são os curiosos a quem a N terá de provar o que vale.
     
  15. D4rk Sid3r

    D4rk Sid3r What is folding?

  16. I_Eat_All

    I_Eat_All Plasma Beam! Staff Member

    A situação é que não é saudável para as third party's boicotarem a consola lider de mercado como fizeram esta geração; e para seu mérito a Nintendo conseguiu ter uma consola líder sem a ajuda deles e no entanto, querem sarar essas feridas e assegurar suporte.

    O resto, dependerá delas, mas a 3DS está a ter um suporte bem melhor de third party's que a DS teve originalmente e a Wii U também está a ter mais interesse delas que a Wii teve. De certa maneria elas sabem que é má ideia continuarem a não dar suporte, especialmente porque se na geração passada ninguém esperava que a Wii fosse lider, nesta toda a gente admitirá que a Wii U tem hipóteses. E como explicas aos analistas que não obstante disso nem vais tentar capturar uma fatia desse mercado?

    O que eu espero? Multiplataforma com a Wii U em mente tem de suceder esta geração, e se não acontecer é por muito má vontade das developers; dito isto, é impossível anular o impacto de várias gerações em que a Nintendo teve de fazer vender as suas consolas a pulso (desde a N64), o facto de não haver suporte third party obrigou a Nintendo a desdobrar-se e capitalizar as plataformas, e isto criou o sindrome da third party que investiu pouco dinheiro, esforçou-se zero, não promoveu o jogo e não teve vendas e por isso queixa-se que só a Nintendo consegue vingar nas suas plataformas. Esse estereotipo não vai terminar e a mentalidade do "eu também" também não. Vão haver reservas ao inicio, vão haver editoras a lançarem produtos que não merecem o nosso dinheiro e a queixarem-se e a tirarem conclusões grosseiras do potencial da plataforma para vender os seus jogos; o costume, é uma batalha de aceitação que a Nintendo já disse querer tratar mas que irá levar no mínimo duas gerações a acontecer em pleno. Mas isso não significa que a Wii U vá ter um mau desempenho como consola e referente a jogos third party. Tem tudo para não ser o que a Wii foi.

    Also, mentalidade do "eu também" na Wii foi: "nós também conseguimos fazer jogos casuais, vamos inundar o mercado" sem entenderem que, a) os títulos Nintendo casuais, ao contrário dos deles não eram feitos às 3 pancadas nem por equipas que preferiam estar a fazer um jogo "sério" b) O ciclo de desenvolvimento era completamente diferente, os jogos casuais da concorrencia não tinham polimento nenhum, os da Nintendo eram polidos até brilharem c) um jogo casuais como o Wii Sports custou uma fracção de um Zelda a fazer, mas o dinheiro gasto era o mesmo; isto porque o público que quer comprar Zelda é bem definido e correr anuncios por uma ou duas semanas aquando do lançamento chega; já para um jogo casual os anuncios têm de ser difundidos por um periodo muito mais alargado; o dinheiro que se poupou no desenvolvimento é gasto em promoção.

    Nenhuma third party a fazer jogos casuais, além de serem horríveis, se lembrou de os anunciar, quanto mais mudar a forma como costuma anunciar.

    E D) É claro que vender um jogo "mau" com o nome da editora lá escarrapachado pode significar que o comprador nunca mais vai arriscar comprar algo daquela marca; chama-se a isso queimar pontes. Daí que por "dinheiro" que pudessem ter feito, não estavam a ser muito inteligentes.

    Esta mentalidade está presente em todos os mercados, por exemplo as playstation são tipicamente consolas com mais jogos de corridas pela existencia do Gran Turismo, a situação é que isso leva a saturação; na Xbox com os FPS's idem. Note-se como ninguém compra o Sega All Star Racing na Wii (clone de mario kart) numa consola nintendo, mas eles vendem especialmente nas outras consolas, como substitutos. Há excepções claro (a userbase de Sonic é estupidamente grande nas consolas Nintendo, ao ponto de não haver impacto nas vendas do facto de o Super Mario existir)
    Esperar para ver, claro. Mas idealmente a Nintendo está a tomar os passos ao seu alcance para permitir que o melhor cenário suceda.

    Na realidade o melhor cenário nunca sucede, mas pode acontecer um intermédio, em que o multiplataforma é uma realidade. Contra isso, suspeito que o problema não serão os specs da consola, mas sim a mentalidade infantil da industria e dos seus developers. Parecendo que não mete-se no caminho muito mais frequentemente do que devia.

    Referente a sistema online e sistema operativo, a Nintendo tem de investir numa equipa dedicada se não investiu já. A equipa do Animal Crossing não serve; tem de ser uma secção independente a trabalhar de forma dedicada no sistema.

    Há muito a mudar, aliás a filosofia da Nintendo mudou muito ao longo da geração.

    A Nintendo nunca fez muitos jogos casuais, fez alguns, mas o blacklash criado por eles foi enorme; a polarização do casual tornou-se o cavalo de batalha da concorrência e isso denegriu a empresa, criou estereotipos muito fortes. E a Nintendo também teve culpa, como aquela vez que fez uma apresentação na E3 só de jogos casuais; porque nesse ano a E3 tinha mudado e agora iam lá publicações casuais. Naturalmente a Nintendo sabia que o público hardcore por norma comprava os títulos "core" deles, interessava-lhe assegurar boas impressões da imprensa que mais pessoas liam e conseguiu-o.

    O problema é que toda a gente em casa esperava uma apresentação virada para si e levou algo completamente ao lado. (depois fizeram um evento separado para jogos hardcore, mas isso não chegou para lavar a imagem; porque não lhes deram o destaque de serem o produto premium; quando até eram)

    No ano seguinte lembrar-te-ás que foi a Microsoft a fazer o mesmo, com o Kinect e não obstante de também terem tido um backlash, não foi nada comparado com o "A Nintendo abandonou-nos" do ano anterior, mas a Nintendo havia aprendido a lição, e a E3 havia mudado um pouco de novo, também (regrediram um bocado, o ano anterior tinha sido considerado mau em termos gerais).

    Mas para combater essa má imagem, a Nintendo viu-se a meio de uma geração a ir do Zelda TP que era um jogo cujas masmorras tinham um balanceamento perfeito, mas cujos inimigos eram estupidamente fáceis (tudo morria à primeira ou segunda cacetada, o set de movimentos e ataques do Link era o melhor de sempre, mas nem chegavas a usá-lo convenientemente); e/ou o New Super Mario Bros DS que era fácil demais; para um Zelda bem mais balanceado nos inimigos (e com um modo hard, pela primeira vez) e um Mario Bros para a Wii que era o Super Mario mais dificil desde há bastantes anos. E quem diz esse diz as histórias de terem mandado fazer o Sin and Punishment 2 mais dificil do que a Treasure estava a fazer originalmente ou como o Donkey Kong Country Returns saiu. Mesmo a diferença entre o primeiro Mario Galaxy e o segundo é evidente.

    A Nintendo continua a tentar fazer títulos "ponte" em acessibilidade, mas aprendeu a não os comprometer em dificuldade. E isso é uma lição mais fácil de constatar do que fazer, sou da opinião que a concorrência nisso está na infancia, em grande parte porque não tiveram de aprender a mal.

    O focus da Nintendo mudou e por outro lado eles têm de ter presente de que o mercado casual podia ser um oceano azul em 2006, mas não o é em 2012. E além disso sofreu erosão e fragmentação pelas plataformas casuais (telemóveis e tablets). Eles têm mesmo de apostar no público mais seguro, porque o casual não é realmente fidelizável e está cada vez mais em êxodo, daí o foco "core" estar presente na 3DS e Wii U.

    As lições de como fazer um jogo ser acessível não são descartáveis, mas o posicionamento da Wii U e 3DS ao continuarem a ser plataformas de gaming dedicadas não permite que voltem a ser compradas por públicos casuais de novo em massa, na proporção que a Wii e a DS foram. Na minha opinião, claro. O sucesso das plataformas casuais é fazerem muita coisa, não necessariamente da mesma forma ou tão bem, mas isso confunde-se com casual afinal de contas. Nenhum fotografo vai usar uma camara de telémovel para tirar fotografias para a posterioridade, mas um fotografo casual... sim. Os tablets e telémoveis são plataformas casuais em tudo, casuais para jogar, casuais para escrever textos, casuais para navegar.

    Há também estudos a sugerir que um jovem adulto prefere andar com um ipod ou iphone atrás do que com uma consola de jogos, porque a percepção da sociedade face a ele é a de um brinquedo. Estatutos diferentes; a 3DS foi desenhada para ter um aspecto mais premium por isso, mas é preciso ir mais longe. Sou da opinião que uma PS Vita teria muito mais hipóteses no mercado se tivesse ido para o form factor da PSP Go/Xperia Play e tivesse versão telémovel.

    Em suma; versão "despida" de x GB's, concorrente do ipod touch em preço e em specs mas com capacidade expansível e capaz de correr jogos, e versão premium com telémovel. Não é que sejam concorrentes directos neste momento, mas a verdade é que o público alvo primário das consolas muitas vezes tem de equacionar comprar um ipod para ouvir música... ou uma consola.

    A potencia é secundária ao lado da conveniencia e integração numa plataforma portátil, mas já me estou a afastar do tema do tópico; só para concluir: creio que as consolas caseiras vão ter concorrencia nas mesmas linhas (casuais) das set top boxes da apple e android que aí vêm e especialmente do facto de se prever que algumas delas vão começar a ser integradas nas próprias TV's; quero dizer, na América tens familias com X360's na sala especialmente pelo Netflix, se essa plataforma permite jogar jogos simples, essas pessoas não terão razão para comprar consolas.

    A Nintendo já está a mudar, em algumas coisas a fazer mais do que tinha de fazer, outras a fazer apenas o expectável, e noutras coisas àquem (region locking, a sério?).
    O problema da Wii U é que não pode ser realizada em pleno esta geração.

    O conceito da consola é ser um hub de entretenimento, independente da televisão. Ou seja, idealmente, eu posso estar a jogar um jogo retail na televisão com integração com o meu comando, tu podes estar com um comando secundário a ver noticias na net, outra pessoa pode estar a jogar um jogo da arcade virtual e uma quarta a jogar um jogo retro. Tudo na mesma consola. Um jogo "virtual" da arcade deveria apenas conseguir levar 1/4 da potencia da consola pois o resto poderia ser dedicado a correr outros jogos em simultaneo. (estou a fazer sentido?)

    O paradigma da potencia já não é o que era nas consolas actuais, mas com isto, ele regressa; ter acesso a apenas 1/4 da potencia é impraticável.
     
    Última edição: 20 de Maio de 2012
  17. DarkLeo94

    DarkLeo94 Power Member

    Suposto design final do comando:

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  18. Nerusonu

    Nerusonu Colaborador Staff Member

    Página anterior e com fonte:
     
  19. DarkLeo94

    DarkLeo94 Power Member

    Não sei se gosto da posição dos analógicos. Como eu jogo muito no dualshock...
     
  20. Anoni Mus

    Anoni Mus I'm cool cuz I Fold

    Dualshock é o que tem o analógico na pior posição, o analógico esquerdo está numa posição de esforço, faz mais sentido o polegar estar para cima do que para o lado enquanto agarramos um comando.
     

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