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A evolução nos jogos multiplayer

Discussão em 'Jogos - Discussão Geral' iniciada por Pure Anarchy, 3 de Fevereiro de 2008. (Respostas: 5; Visualizações: 1201)

  1. Pure Anarchy

    Pure Anarchy Moderador
    Staff Member

    Não há quaisquer dúvidas que a vertente online tem sido uma das componentes em maior evolução nos últimos anos. Praticamente todos os géneros têm sido alvo de uma enorme atenção neste aspecto, muitas vezes cingindo-se às mesmas fórmulas e desprezando o singleplayer.

    No entanto, apesar do grande investimento das produtoras no modo online, a criatividade é relativamente pouca. Os FPS e MMORPGs continuam a ser mais do mesmo em 90% dos casos e poucos são aqueles que arriscam algo novo, continuando a saturar o mercado com o mesmo tipo de jogos, que apesar de populares, apenas têm sucesso com os franchises mais populares.

    Também é evidente que os jogos se estão cada vez mais a tornar um fenómeno de massas e a serem uma das indústrias mais lucrativas a nível mundial. Este sucesso levou à aparição dos E-Sports, com grandes competições e eventos a realizarem-se todos os anos e a arrastarem milhares de jogadores e espectadores.

    O objectivo deste tópico é debater o estado actual dos jogos multiplayer, a forma como este mercado tem de evoluir para continuar a expandir-se e cativar os jogadores, assim como as ideias que gostavam de ver aplicadas em futuros jogos.
     
  2. Samuka Klax

    Samuka Klax Power Member

    Bem, como tu referiste ai o que é preciso é inovação. E sempre a mesma me**@ com cheiros difrentes. Mas também há de se chegar a uma altura que já não dá para inovar.
    É preciso jogos multiplayer para cativar tudo e todos. Não é so fps/mmorpg/futebol.
     
  3. Pure Anarchy

    Pure Anarchy Moderador
    Staff Member

    Hoje em dia já temos online em quase todos os géneros. Não se trata de variedade de géneros, mas sim na variedade de jogos dentro do mesmo género.

    Basta ver a quantidade de MMORPGs (especialmente coreanos) semelhantes e sem qualquer ponta de inovação, que não têm nada mais do que grinding.

    Parece-me que apesar de muita boa gente dizer que os jogos deviam ser mais inovadores, continuam a querer mais do mesmo. Mas também não acho que seja preciso conceitos completamente inovadores para chegar a algum lado, a simples evolução de determinadas mecânicas de jogo são por si só uma inovação.

    Nesse aspecto acho que os jogos singleplayer estão bastante mais favorecidos, como é possível ver por alguns títulos de 2007 (Portal, SMG ou Bioshock, por exemplo), e que consequentemente receberam excelentes críticas.
     
    Última edição: 3 de Fevereiro de 2008
  4. Morais

    Morais Power Member

    Tem muito a ver com a recepção que esses formatos receberam.

    Tentar inovar nos FPS é algo de muito perigoso, em media os jogadores que procuram um FPS online não gostam de puxar muito pela cabeça e são poucos os FPS de equipa que realmente triunfaram, o Operation Flashpoint tentou essa aproximação mas um elevado grau de realismo aliado a um sistema de Multiplayer vergonhosamente arcaico não ajudou muito.

    Foi preciso, vários anos depois, a Dice desenvolver o Battlefield 1942 para o formato de FPS em equipa de grande escala triunfar, O Return to Castle Wolfenstein melhorou um formato desenvolvido no primeiro Team Fortress mas o BF1942 pegou nele e tornou-o ímpar. Outros casos de formatos que forma evoluindo aos poucos foi o aplicado nos jogos Rainbow Six, começaram por nem sequer mostrar a arma em si para se tornarem num dos FPS de equipa mais avançados graficamente (Las Vegas).

    Mas a verdade é que os FPS sem grande massa cinzenta é que triunfam, Counter-Strike, Unreal Tournament, Call of Duty e afins, são todos iguais uns aos outros e é isso que vende.

    Os MMORPG é exactamente a mesma coisa.

    Sem grinding não há MMRPG que se salve, é uma tecnica que remota ao Ultima Online e foi aperfeiçoada pela Blizzard no World of Warcraft, o supremo jogo online de grinding, onde 10 milhões de pessoas farmam instâncias como se não houvesse amanhã, até à data existem, que me lembre, mais de 15 ranks diferentes de armaduras, e eu não contei com as craftable e híbridas.

    Poucos MMORPGs fogem dessa norma, o Star Wars Galaxies tentou mas, no final, tinhas que fazer missões sem nexo nenhum atrás de missões com ainda menos nexo para subir as tuas skills e arranjar dinheiro para sequer conseguireis jogar decentemente.

    Um RPG é grinding, pura e simplesmente... O Oblivion tentou fugir a isso ao desenvolver o sistema de evolução constante mas acabou por se tornar num Action RPG que não oferece nenhum sentido real de poder e, quando bem aplicado, mesmo supostamente do mesmo nível, derrota-se mais que facilmente, tudo o que nos aparece à frente.


    Evoluir é algo de muito perigoso, o Final Fantasy XII tentou evoluir o sistema de combate, até que podia ter-se safado, não fosse a estória completamente linear e a suposta personagem principal sem nenhum tipo de personalidade (numa cutscene de 15 minutos com dialogo atrás de dialogo sabem o que é que o Vann diz? "Let's go!" -_- e nem vou falar no suposto interesse amoroso dela que mais se assemelha a um cão fiel do que, propriamente, uma pessoa).
     
  5. PoolMania

    PoolMania Banido

    Como já foi dito ai em cima já temos todo o tipo de jogos online. O maior problema nem é falta de criatividade mas sim a forma como é combatido os batoteiros que abundam em muitos jogos Online que não tem defesas anti-cheats...
    Antes de se comprar um jogo para se jogar o modo online á que procurar saber se o mesmo está defendido de forma eficaz contra os batoteiros.

    Os jogos do Steam tipo Team Fortess 2 e Conter-Strikes tem um sistema anti-cheat muito bom.
     
  6. Pure Anarchy

    Pure Anarchy Moderador
    Staff Member

    Exacto. Mas temos de ver que sem arriscar, dificilmente se chega a algum lado. Mesmo que sejam pequenos riscos, como adicionar um novo sistema de cover ou novos modos de jogo, já é alguma coisa. Foi assim que esses franchises chegaram aonde estão hoje, não foi certamente adicionando um modo multiplayer igual a tantos outros a um singleplayer mediocre, como muitos FPS hoje em dia.

    Jogos como o The Crossing ou o Left 4 Dead não são completamente inovadores, mas adicionam algo de novo e interessante. Se a nível técnico não falharem, são um passo na direcção certa, e é nisso que mais empresas deviam apostar hoje em dia. Pelo menos as mais lucrativas, que se podem dar ao luxo de falhar. Em empresas mais pequenas, percebe-se que o risco possa não compensar, dado o capital que é necessário actualmente para financiar estes projectos.
     

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