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AMD abre acção 'antitruste' contra a Intel nos Estados Unidos

Discussão em 'Novidades Hardware PC' iniciada por Globlos, 3 de Março de 2007. (Respostas: 3; Visualizações: 977)

Estado do Tópico:
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  1. Globlos

    Globlos Power Member

    AMD abre acção 'antitruste' contra a Intel nos Estados Unidos

    – Denúncia detalha coerção a fabricantes de computadores, integradores,
    distribuidores e varejistas de todo o mundo por negociar com a AMD -

    – Atos ilegais da Intel inflacionam os preços dos computadores e limitam as escolhas
    das empresas e consumidores –

    São Paulo, 28 de junho de 2005 – A AMD (NYSE: AMD) anuncia que entrou na
    justiça, na segunda-feira (27), com uma denúncia antitruste contra a Intel Corporation
    (“Intel”) na corte federal dos Estados Unidos, no distrito de Delaware, sob a Secção 2
    do acto Antitruste Sherman, Seções 4 e 16 do Ato Clayton e sob o Código de Profissões
    e Negócios da Califórnia. A denúncia de 48 páginas explica em detalhes como a Intel
    manteve ilegalmente o seu monopólio no mercado de microprocessadores x86 ao
    coagir os clientes de todo o mundo por negociarem com a AMD. O registro da AMD
    identifica 38 empresas que foram vítimas de coerção pela Intel – incluindo grandes
    fabricantes de computadores, pequenos integradores, distribuidores e varejistas, por
    meio de sete tipos de ilegalidades em três continentes.

    “Em qualquer lugar do mundo, os clientes merecem a liberdade de escolha e os
    benefícios da inovação – e esses direitos têm sido roubados no mercado de
    microprocessadores”, afirma Hector Ruiz, presidente do conselho e CEO da AMD. “Por
    meio de preços mais altos, menos opções no mercado, ou barreiras para a inovação,
    consumidores de Osaka a Frankfurt, passando por Chicago, pagam o preço pelos
    abusos do monopólio da Intel.”

    Os microprocessadores x86 rodam as famílias de sistemas operacionais Microsoft


    Windows , Solaris e Linux. Até a Apple , uma pioneira do PC e uma das empresas
    mais inovadoras da indústria, anunciou que vai utilizar exclusivamente os processadores x86 para operar o software Mac OS em 2006. A participação da Intel
    neste mercado é atualmente de cerca de 80% em volume de unidades e de 90% em
    receita, dando a eles uma propriedade defensiva de monopólio e poder de mercado
    dominante.

    Este litígio segue um parecer oficial da Fair Trade Commission do Japão (JFTC), que
    averiguou que a Intel abusou do poder de monopólio ao excluir uma competição justa
    e aberta, violando a Seção 3 do Ato Anti-monopólio do Japão. Estas revelações
    mostram que a Intel deliberadamente se envolveu em práticas ilegais de negócios para
    barrar o aumento da participação de mercado da AMD ao impor limitações aos
    fabricantes de PC japoneses. A Intel não contestou estas acusações.

    A Comissão Européia está realizando uma investigação contra a Intel por possíveis
    violações antitruste similares e está cooperando com as autoridades japonesas.

    “Não é apenas a nossa palavra; o governo japonês condenou a Intel pela conduta
    restritiva e ilegal”, diz Thomas M. McCoy, vice-presidente executivo da AMD para
    assuntos legais. “Nós encorajamos as autoridades regulatórias em todo o mundo a
    olhar atenciosamente para as falhas de mercado e danos aos consumidores que as
    práticas de negócios da Intel estão causando em seus países. A Intel mantém lucros
    ilegais de monopólio às custas dos consumidores e fabricantes de sistemas, cujas
    margens são bastante apertadas. É hora dos consumidores e da indústria de todo o
    mundo se libertarem do monopólio abusivo da Intel”, reforça o executivo.

    O documento de 48 páginas, rascunhada após uma investigação intensa pelo
    conselheiro Charles P. Diamond, da O’Melveny & Myers LLP, detalha vários exemplos
    do que Diamond descreve como “um esquema global e difundido para coagir os
    clientes da Intel por negociarem livremente com a AMD, para o prejuízo dos
    consumidores e clientes em todo o mundo”. De acordo com a denúncia, a Intel
    mantém ilegalmente o seu monopólio por, entre outras coisas:



    • Forçar os principais clientes como Dell, Sony, Toshiba, Gateway e Hitachi a fazerem
    acordos exclusivos com a Intel para obter pagamentos imediatos em dinheiro,
    preços discriminatórios ou subsídios de marketing condicionados à exclusão da
    AMD;
    • De acordo com os relatórios da indústria e, como confirmado pela JFTC no
    Japão, a Intel pagou muito dinheiro para a Dell e Toshiba para não
    realizarem negócios com a AMD.
    • A Intel pagou milhões à Sony pela exclusividade. A participação da AMD nos
    negócios da Sony foi de 23%, em 2002, para 8%, em 2003, e para 0%
    atualmente.

    • Forçar outros grandes clientes como NEC, Acer e Fujitsu a selar acordos parciais de
    exclusividade ao condicionar descontos, subsídios e fundos de desenvolvimento de
    mercado (MDF) em contratos com clientes para limitar ou acabar com as compras
    de processadores AMD;
    • A Intel pagou muitos milhões de dólares à NEC para restringi-la de comprar
    da AMD. Essas restrições asseguraram à Intel pelo menos 90% dos negócios
    da NEC no Japão e impuseram uma restrição mundial na quantidade de
    negócios que a fabricante poderia fazer com a AMD em todo o mundo.

    • Estabelecer um sistema de incentivos discriminatórios e retroativos resultantes de
    compras em níveis elevados, com o objetivo de negar às empresas a liberdade para
    comprar qualquer volume significativo de processadores da AMD;
    • Quando a AMD conseguiu selar negócio com a HP para a venda de
    notebooks, e as vendas foram boas, a Intel respondeu ao reter os cheques
    de abatimento e ao se recusar a abrir mão da falha da HP em atingir as
    metas estabelecidas para os abatimentos; a condição para a HP completar as
    vendas nos trimestres seguintes era prometer que pelo menos 90% dos seus
    negócios no varejo fossem com a Intel;
    • Ameaças de retaliação contra os clientes por introduzirem plataformas de
    computação da AMD, particularmente nos segmentos de mercado
    estratégicos como o de desktops comerciais;
    • O então CEO da Compaq, Michael Capellas, afirmou em 2000 que, devido ao
    volume de negócios com a AMD, a Intel se recusou a entregar processadores

    vitais para servidores. Ele disse à época que “tinha uma arma na cabeça” e
    informou à AMD que deveria parar de comprar os seus produtos.
    • De acordo com os executivos da Gateway, a empresa pagou um preço alto
    por conta de seus negócios com a AMD. Eles afirmam que a Intel “os fez em
    pedaços” em retaliação.

    • Estabelecer e obrigar cotas entre varejistas-chave, como Best Buy e Circuit City,
    exigindo que eles estoquem computadores com chips Intel em excesso ou
    exclusivamente, limitando artificialmente as opções dos consumidores;
    • A AMD foi totalmente desligada do *****, o maior varejista de
    computadores da Europa, que responde por 35% das vendas de varejo na
    Alemanha.
    • A Office Depot se recusou a estocar notebooks baseados em AMD, apesar do
    alto apoio financeiro oferecido, devido ao risco de retaliação.

    • Forçar os fabricantes de PC e parceiros tecnológicos a boicotar os lançamentos de
    produtos e promoções da AMD;
    • O então CEO da Intel Craig Barrett, ameaçou o presidente da Acer com
    “conseqüências severas” pelo apoio ao lançamento do AMD Athlon™64. Isto
    coincide com um atraso inexplicado pela Intel no fornecimento de US$ 15 a
    US$ 20 milhões em fundos de desenvolvimento de mercado devidos à Acer.
    A Acer desistiu do lançamento em setembro de 2003.

    • Abusar de seu poder no mercado para forçar padrões técnicos industriais e seus
    produtos, com o propósito principal de desvalorizar a AMD no mercado.
    • A Intel negou o acesso da AMD ao nível mais alto dos associados do
    consórcio da tecnologia DRAM Avançado para limitar sua participação nas
    decisões estratégicas a cerca de padrões industriais que afetariam os seus
    negócios.
    • A Intel orientou seus compiladores, que traduzem programas de software
    para linguagem legível, a rebaixarem a performance do programa quando
    operado em um computador baseado em processador AMD.


    Para ver o texto completo da denúncia, por favor, visite
    http://www.amd.com/breakfree.

    Pulicações líderes como o The Wall Street Journal, The Washington Post, The
    Economist, San Jose Mercury News e CNET reconheceram a AMD como líder na
    inovação de microprocessadores. A AMD atingiu liderança tecnológica em aspectos
    críticos do mercado x86, particularmente com o AMD Opteron™, o primeiro
    processador a levar a computação x86 de 32 para 64 bits, e com os seus chips de
    núcleo duplo. A empresa também divulgou o seu compromisso em ajudar a levar a
    computação básica e a Internet para 50% da população mundial até o ano de 2015.

    Coletiva de Imprensa

    O presidente e CEO da AMD, Hector Ruiz; o vice-presidente executivo para assuntos
    legais Thomas M. McCoy; e o conselheiro da O’Melveny & Myers, LLP, Charles P.
    Diamond, vão discutir os detalhes da denúncia antitruste contra a Intel hoje, terça-
    feira, às 13h15 (Brasilia), em uma conferencia por telefone. Para participar, basta
    acessar os números abaixo:

    Telefone: (651) 291-0618
    Código: 786995
    Replay number:
    (320) 365-3844 fora dos Estados Unidos
    Código: 786995
    A conference call ficará disponível por 10 dias no www.amd.com/breakfreewebcast.

    Posição da AMD sobre competição livre e justa

    A AMD preza pela livre e justa concorrência e pelo valor e variedade que proporciona
    ao mercado. Os clientes devem ter a liberdade para escolher entre uma série de
    produtos competitivos que são originados pelo contínuo processo de inovação, em um
    campo em que todos atuam sob as mesmas regras. Quando o mercado força o
    trabalho, os consumidores têm opções e todo mundo ganha.


    Sobre a AMD

    A AMD (NYSE:AMD) projeta e produz microprocessadores inovadores, componentes de
    memória Flash e soluções de processadores de baixa voltagem para as indústrias
    eletrônica, de computação e comunicações. A AMD trabalha para oferecer soluções
    padronizadas e dedicadas aos usuários de tecnologia, que vão desde empresas até
    agências do governo e consumidores finais. Para mais informações, por favor, visite:
    www.amd.com.
     
    Última edição: 3 de Março de 2007
  2. Globlos

    Globlos Power Member

    É por estas e por outras que não compro nada a Intel e agora percebe-se o porque do atraso da AMD...
     
  3. hellaxe

    hellaxe Power Member

    Segundo me consta isso já foi falado aqui.
    Mas posso estar errado e os "especialistas" aqui da secção podem dizer:x2: .
     
  4. gafa

    gafa Power Member

    Bom, isto só foi quase há DOIS anos atrás...será que faz sentido no "Hardware Novidades"? ;)

    :x2:

    Cumps,

    G
     
    Última edição: 3 de Março de 2007
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