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Escolha sim, mas até que ponto?

Discussão em 'Novidades GNU/Linux & *nix World' iniciada por esquiso, 19 de Julho de 2007. (Respostas: 11; Visualizações: 1282)

  1. esquiso

    esquiso Power Member

    Remember the 1980s worries about how the "forking" of Unix could hurt that operating system's chances for adoption? That was nothing compared to the mess we've got today with Linux, where upwards of 300 distributions vie for the attention of computer users seeking an alternative to Windows.


    Precisely how many distros there are is probably unknown, since anyone with a some spare time on his hands can create one. (Check out Linux from scratch, which "provides you with step-by-step instructions for building your own customized Linux system entirely from source.")
    Let's agree that the authoritative figure is 359, since that's the number of distros on the list maintained by DistroWatch.com.


    True, some distros are more distributed than others. Ubuntu, which is clearly the flavor of the month (who says publicity doesn't matter when it comes to Linux?), is out front of everything else, according to DistroWatch. OpenSUSE, PCLinuxOS, Fedora, and MEPIS round out the top five. (Since this is an enthusiast site, one must assume that Novell and Red Hat are way unrepresented, so one should add those guys into the top tier.)
    The existence of some number of multiple versions of Linux makes sense, on the grounds that there are different kinds of users who need different distros? But 359?
    DistroWatch's stats page has as apt an explanation for this phenomenon as you find anywhere:
    "A Linux distribution is like a religion. If you've ever tried to suggest to another person that his or her choice of a distro might not be the best, then you know what I mean." [The "I" is probably site founder Ladislav Bodnar.] ​
    Ah, so Linux is like a religion. I seem to have heard that one before. Which begs the question: Isn't one of the tenets of the Linux "religion" the belief that open source advocated are wiser than Windows users? (The other core concept is that idea that free software is somehow nobler than stuff you have to pay for.) They'd never let Linux evolve into a "giant hairball," which was the colorful way Sun Microsystems' chairman characterized Windows
    Here's the way that meme was framed in a 1999 post, titled "Fear of Forking":
    Linux won't fork because the fork-er has to do too much work for no payoff: Any worthwhile improvements he makes will be absorbed into the main branch, and his fork will be discarded/ignored as pointless. ​
    One defense-- I'm sure I'll receive comments in this regard -- is that this comment is referring to forking of the kernel rather than a multiplicity of distributions. It is indeed true that the kernel hasn't forked in any significant way, thanks to Linus Torvalds' control.


    It's also true that the few deviations that can fairly be called forks are very valuable, in that they are patches or shell add-ons (the latter are not really forks) to support real time and load balancing. (Real-time Linux merits is a worthy endeavor, meriting a whole, separate discussion.)
    So I'll grant readers that, if there's anything amiss with my argument, it's that I've dragged the "f" word into the discussion. I should've just said that there are way too many distros and left it at that. But then I wouldn't have been able to close with the thing I can't help but think, no matter how many times open-source supporters tell me that what they're offering is so much better than the OSes peddled by Microsoft. It's this:


    There's no other way to put it: Linux is a forking mess.

    Artigo d'aqui, visto via Slashdot.

    Eu vejo este artigo, vejo o link da DistroWatch.com, vejo também a Timeline das Distros e só me ocorre realmente uma coisa: aquela ultima frase esta cheia de razão.
    O GNU/Linux esta a virar uma confusão de distros, forks, fusões e derivações.

    É frequente ouvir-mos falar de distros novas, distros que imitam Windows, distros uber-complicadas, distros médias, distros que vem com o Compiz Fusion de origem, distros desactualizadas, distros que imitam outras distros, distros que compiam outras distros. Uma confusão de distros.

    Claro que há sempre distros que estão lá, e que muito dificilmente deixarão de estar. Gentoo, Slackware, Debian, Ubuntu, OpenSUSE, Fedora e outras. Mas a verdade é que existem outras 300 distros em desenvolvimento.

    Agora pergunto eu. Isto não faz confusão na cabeça não só de quem entra, mas também com quem já esta cá à algum tempo? Chega a altura de evoluir de um Ubuntu, e vamos para escolher, e vemos que existem 75 distros diferentes, com propósitos semelhantes.

    Até que ponto é isto vai chegar? Vamos viver num futuro próximo o Big Crounch das distros, e ficar-mos reduzidos a duas ou tres que sobreviveram? Vamos assistir a uma selecção natural, que apesar de já existir, se vai tornar cada vez mais apertada? Ou nada se vai alterar, e vão continuar a surgir distros novas, tudo em prol da liberdade de escolha?
     
  2. HecKel

    HecKel The WORM

    Boas!

    Li assim de relace o teu post, e a minha opinião sobre o assunto é que o pessoal começou a baralhar um pouco os objectivos do GNU/Linux, a ideia de ser algo OpenSource teve como objectivo melhorar o que existe, acima de tudo. E o que muitos têm visto é uma forma de copiar e distribuir o mesmo.

    Olhem o caso do Ubuntu, já é um filhote do debian, mas que por sua vez já tem o Mint..., para quê tanta coisa?

    Algumas das derivações que existem não passam de Software Modding que vem de raiz, e pouco mais. Vale a pena isto? Ok, se calhar estou a ser exagerado..., mas em parte é a ideia com que fico quando sai uma distro nova, vou a ver o que ela tem de realmente inovador e diferente das outras..., e fico ali um bom bocado para perceber que nada.

    Todos os dias são feitas melhorias no Kernel, pelo menos este é para todos, mas e melhorias às distros que realmente importam?

    Quando recomendo uma distro a um newbie já nem sequer me preocupo se ela de facto é boa ou não, apenas recomendo uma das tradicionais, as outras, por melhor que sejam, não me inspiram qualquer confiança, fico sempre com a ideia que foi uma distro que saiu de um pontapé numa pedra.

    Nos últimos meses afastei-me um pouco da comunidade de GNU/Linux (e deste quadro), mas pretendo retomar em breve (para a semana :P), não me considero experiente nem conhecedor, isto é apenas a minha opinião como utilizador independentemente das capacidades que possa ter na área.

    HecKel
     
  3. madskaddie

    madskaddie Power Member

    Eu percebo a ideia em geral, ainda assim acho que a variedade não tem mal nenhum (nós é que não estamos habituados a esta). Para uma pessoa que se queira chegar próximo deste mundo, tendo vindo dum mundo onde a escolha é nula (hoje em dia, já não é nula: "home, home basic, home basic extra, home basic ultimate, enterprise ed, ultra mega ultimate,..."), sei que é complicado escolher, afinal eu já passei por essa fase. Mas reparem: se eu quiser fazer uma distro minha, why not? E agora distribuo na net e... mais uma! A grande parte das distros que para ai andam são projectos de comunidades (mais ou menos) pequenas que usam a internet para comunicar. Vejam o PAIPIX. Quem utiliza? certo pessoal da Univ. Lisboa e enventualmente mais 1/2 dúzia de pessoas que se cruzaram com a distro. Mas aquilo é usado sobretudo localmente. Depois, e como (ao contrário de no mundo MS), existem considerações/ movimentos filosóficos por trás, é natural que surjam logo à partida 2(3)+1 divisões, "legião Linus" e "legião Stallman" (legião BSD). Todos estes têm princípios por trás. No mundo MS, o principio é único ($$$$$*10^+???) que converge com o "+1" que não cheguei a enunciar - não estou a dizer que o mundo do FreeSoftware é exclusivamente altruismo, porque nunca o foi: o dev trabalha a pensar nas necessidades próprias, mas existem principios para além dos "dollars".

    Depois, existem distros que respeitam a lei dos EUA (uma vez que tendo o servidor lá, trás complicações adicionais) e outras que não. Logo aí crias mais divisões (por respeitar ou não as patentes).


    Por último queria só chamar a atenção que cada distro (ou conjunto de distros semelhantes) é um sistema operativo em si! Ocorre que têm em comum o kernel e muitas (a maior parte) das ferramentas. Ao gerir as coisas de formas tão distintas (desde os pacotes aos interfaces de rede), acabam por ser SOs muito semelhantes mas distintos. E esta é uma das razões pela qual eu acho que esta divisão torna o Linux mais forte! Inclusivé pode inviabilizar worms e coisas do género (exemplo: see sudo [email protected] ).

    Certamente, se existisse um único sistema (vá 10 distros), podiam existir mais high end features, no entanto, a parte do teste e como consequência a robustez, estavam a ser deixadas para trás! Para além disso, não seria muito provavelmente o SO com mais hardware suportado (porque as pessoas tinham de andar sempre atrás dos responsáveis das distros e do kernel, assim se for necessário cria-se uma distro com o kernel x.x.x e, se outros quiserem, que adaptem!). Olha o pessoal do belenix (OpenSolaris indiano) está a trabalhar em grande e fez o seu próprio fork do OpenSolaris.

    O dragonflybsd é um fork do freeBSD porque, se não estou em erro, acharam que a implementação do hyperthreading, devia ser feito de modo diferente.

    etc, etc, etc

    Variedade é BOM!
     
  4. El_UnO

    El_UnO 1st Folding then Sex

    Eu aponto para que nada se altere. A partir do momento em que tens uma licença que te dá a total liberdade é difícil controlar o número de distros que surgem, basta alguém ter vontade para isso. :)

    Eu não vejo desvantagem nenhuma em haver muitas distribuições. No mundo do software as coisas evoluem lentamente e a tendência é que o que surja de novo seja inspirado no anterior, só que com mais uns pozinhos. Ora, havendo as sources abertas para todos, isto permite um enorme intercâmbio de ideias e muitas vezes a distro "mãe" adopta ideias dos forks que surjem baseados nelas. Se só existissem meia-dúzia de distros, os caminhos que seriam explorados seriam muito menos. :P
     
  5. Conde

    Conde Power Member

    Também não considero que a variedade seja má. Pode ser confusa para o windows user que quer mudar, mas rapidamente fica a perceber, bastando para isso informar-se um pouco. Claro que se todos se unissem numa só distro, talvez pudesse ser construida a distro-perfeita que-destronaria-de-vez-o-windows. Fazendo uma analogia: se todas as empresas de marcas de automóveis unissem os seus esforços também teríamos um super-carro com tudo de bom de cada marca... mas deixaria de haver variedade de escolha... e claro está.. o conceito de super-carro, tal como o de "distro-perfeita" é completamente subjectivo logo é aqui que a variedade marca a diferença. O importante é que entre essa variedade exista sempre compatibilidade.
     
  6. paperless

    paperless Power Member

    Eu acredito que as distros mais usadas e conhecidas sejam cada vez mais usadas e as menos divulgadas sigam o caminho oposto.
    Acredito também que hajam muitas fusões por aí tanto de distros como de outras aplicações.

    Se tivesse de fazer uma comparação com um evento astronómico seria com o inicio do sistema solar (hipotese nebular) :D
     
  7. xtr3me

    xtr3me Power Member

    Ora lá está.

    Eu concordo completamente com isto.

    Esta é talvez a maior vantagem e o maior bottleneck do linux. O facto de as pessoas poderem (e preferirem) às vezes pegar numa distro que acham aceitável para si e alterarem-na para o que querem, em vez de fazerem evoluír a distro que já existe.

    Eu pessoalmente, acho isto mais uma vantagem, do que um bottleneck. O facto do desenvolvimento não convergir em duas ou três distros é precisamente a força do linux, visto que assim estão asseguradas não só alternativas, mas também desenvolvimento paralelo de "paradigmas" diferentes.
     
  8. slack_guy

    slack_guy Power Member

    Esta é uma questão muito pertinente, na minha opinião. E muito verdadeira.
    Talvez tenha a ver com o nosso background cultural/social/religioso. Gostamos muito de impôr aos outros aquilo que julgamos ser bom para eles - porque é bom para nós. Fenómeno que se verifica em muitas esferas da nossa vida.

    Muito frequentemente vemos discussões onde para relaçar pontos fortes de uma distribuição denegrimos outras distribuições que não fazem o mesmo ou que fazem de modo diferente. Esquecemos que uma das vantagens do Linux é precisamente a diversidade - soluções diferentes para problemas e requisitos diferentes.

    Para quem vem de um mundo fechado - Windows|Mac - o Linux/*BSD parace um abismo sem fim. Já 'todos' passámos por isso. Depois, com o tempo, vamos apercebendo-nos da gigante potencialidade que o software livre/aberto - e em particular o Linux - representa.
     
  9. xtr3me

    xtr3me Power Member

    É normal que quem já tenha experimentado diversas distros, recomende coisas diferentes, não só influenciado pelos seus gostos pessoais, mas também pelo facto de que as distros têm objectivos diferentes.

    Acho que é uma situação normal realçar as vantagens de uma em relação a outras, para os objectivos que se pretendem.
     
  10. slack_guy

    slack_guy Power Member

    Eu também. O que me parece mal é dizer-se que uma distro é uma bosta porque não faz o mesmo que a __minha__ faz.
     
  11. APLinhares

    APLinhares OpenSource Moderator
    Staff Member

    Infelizmente um dos males do "gratuito", é mesmo, como já referido, liberdade total. E dá para copiar distro x e criar a x com outro theme diferente... Ou entao existe 1 programa, por ex, de desenho, mas nao gosto, tao crio outro semelhante. Em vez de se unirem esforços/conhecimentos, muitas vezes divagueia-se o conhecimento, a meu ver, perdendo todos com isso.
    Concordo no aspecto que que ajuda na diversidade, escolhendo 1 target especifico para distro x ou y, no entanto, está a tornar-se especifico demais, para mim.
     
  12. b1t dA3m0n

    b1t dA3m0n Power Member

    Vou-vos contar um pouco da minha experiencia e com isso dar a resposta a esta pergunta que a meu ver é bastante interessante.

    Eu sou um adepto de linux que vem do tempo em que o Unix e o Windows 3.11 reinavam a cena dos sistemas operativos (vamos deixar o OS/2, Solaris etc... em paz nesta discussao). Recordo-me bem da frustracao dos tempos em que um bug no sistema operativo Unix da HP (HP-UX) demorava largos meses a ser corrigido. O software que se podia instalar tinha que ser todo distribuido pela HP num formato especial e com rotinas de instalacao que eram de perder o juizo! Os presentes que conhecem isso, sabem do que estou a falar.
    Do Windows 3.11 nem vou falar porque seria ridiculo :)

    Quando a Gnu lancou o gcc para HP-UX assim como a suite completa dos utilitarios que hoje todos conhecemos no linux (grep, gawk, etc...) posso afirmar ter sido dos primeiros a desfrutar dessa liberdade. Sim, porque o pessoal fala da liberdade do linux mas esquece-se muitas vezes que a filosofia do software livre já vem de antes (os primeiros kernels do linux foram compilados com gcc que portanto já tinha que existir e ser uma ferramenta poderosa). Iniciadores como a Gnu Foundation e a Free Foftware Foundation foram sem duvida os pioneiros.

    Com o passar dos tempos consegui substituir com sucesso mais de 60 workstations unix duma empresa de desenho tecnico alema por PCs x86 com Linux (Suse 5.1) depois de ter experimentado eternidades com o DLD 3.0.3 (Deutsche Linux Distribution que era baseada no Red Hat de 1996). A liberdade para mim comecou aí.

    Fui acompanhando com cepticismo o desenrolar da historia do linux, com distribuicoes a disparar do chao como se de cogumelos se tratasse: slacks, redhats, debians, etc, etc... Chegou a tal ponto que me cheguei a enervar com essa evolucao pois cada vez que pegava numa distribuicao diferente encontrava um estructura de ficheiros de sistema ligeiramente diferente. Uns eram sysV5, outros sysV6, a suse comecou a fazer o que lhe apetecia, enfim o caos era perfeito. Confesso que nessa altura acreditei que isto nunca iria funcionar pois pensava - tal como alguns que aqui já deram o ser parecer - que valia mais a pena juntar os esforcos para criar um só gestor de superficies graficas em vez da guerra KDE - Gnome, uma só distribuicao em vez da salada de fruta que comecou a ser, etc...

    Pois hoje confesso que me enganei redondamente. Porque?
    Simples:
    - Eu nao quero voltar aos tempos de Unix proprietario
    - Eu quero poder escolher qual a distro que me apetecer usar em casa e qual na firma
    - O sucesso do linux mostra-me que estava errado
    - A "seleccao natural" funciona
    - As sinergias existem a mesma pois umas distros servem de base umas para as outras gracas ao codigo aberto
    - A Microsoft tem mais problemas em atacar 100 do que 10 alvos em movimento (nao sou inimigo da Microsoft pois tambem uso Windows diariamente mas nao quero que eles me tirem a liberdade)

    Poderia continuar a lista das razoes mas acho que estas sao as mais fortes

    Resumindo e concluindo:
    Viva o linux livre e venham mais distros, eu vou continuar a usar aquela(s) que achar mais conveniente
     
    Última edição: 20 de Julho de 2007

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