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Hell freezes over...

Discussão em 'Windows Desktop e Surface' iniciada por blastarr, 3 de Novembro de 2006. (Respostas: 13; Visualizações: 1047)

  1. blastarr

    blastarr Power Member

  2. blastarr

    blastarr Power Member

    No seguimento da história, aqui fica o site oficial (nunca pensei ver as palavras "Novell", "Linux" e "Microsoft" no mesmo endereço web :D):

    Inclui um webcast em vídeo.
    http://www.novell.com/linux/microsoft/
     
    Última edição: 3 de Novembro de 2006
  3. greven

    greven Folding Artist

    Ahhh, grande volte face. Se realmente há uma empresa que pode levar o Linux a mais altos voos é a Novel, ainda por cima agora com o apoio da Microsoft.
     
  4. TuxBoss

    TuxBoss Power Member

    Veremos o futuro.
    Eu digo que a Novell se vendeu ao diabo e todo o mundo do Linux e do open source vai sentir na pele as queimaduras bem fundas disto num futuro próximo.
     
  5. zoidberg

    zoidberg Folding Member

    :Sad_anim:infelizmente, não podia estar mais de acordo contigo:puke:


    :nonono2::nonono2::nonono2:
     
  6. blastarr

    blastarr Power Member

    Sinceramente, não vejo onde está a ameaça.

    Isto basicamente dá aos grandes clientes da MS a possibilidade de ter suporte oficial para Linux e Windows Server completamente centralizado, e de simplificar a implementação de ambientes mistos Linux-Windows (seja através de PC's virtualizados, seja através de dual-boot).


    Também é um sinal de que a MS pode estar perto de deixar portar para Linux a .NET framework, que é uma parte cada vez mais importante do Windows, e em especial do Windows Vista/Server 2007.
     
  7. Metro

    Metro Benevolent Dictator For Life
    Staff Member

    Ontem segui o anúncio em directo.
    Num primeiro momento pensei que fosse uma noticia excelente para a parte de Linux. Entretanto vi umas divisões pela WEB. Os advogados muito preocupados o Linus muito cool.
    Vamos ver onde isto vai parar. O Stallman ainda não vi a posição dele.

    Não consegui ainda formar uma opinião sobre o assunto. Tb estou curioso para ver a reacção do Mark Shuttleworth acerca do assunto.

    Para já quem me parece que perdeu foi a Red Hat.
    Deixar passar mais uns tempos a ver se percebemos todas as implicações.

    Sugeria que se mudasse o título da thread para algo mais explicito pq deve haver quem não tenha ainda percebido o assunto e assim não comenta.
     
  8. Metro

    Metro Benevolent Dictator For Life
    Staff Member

    Dá isso tudo mas onde está a parte da M$ ganhar com isso. É só roialtyes? Parece pouco.
    Não dá para perceber ver o Steve Balmer ali todo contente qd nos lembramos da dança do macaco.
    Pela música que passou antes de eles efectuarem a ligação suspeitei o pior :lol:
     
  9. blastarr

    blastarr Power Member

    O que a MS ganha com isso é a garantia de que, mesmo que um cliente passe a usar Linux, o Windows estará sempre presente, seja a suportar as máquinas virtuais Novell Suse Linux, ou dentro de máquinas virtuais com Windows, a correr em cima do Novell Suse Linux.

    Em suma, apazigua os clientes certos e garante que os tem "dentro da linha" através de licenciamentos Windows em sistemas multi-ambiente, *controlando* de certa forma a distro Linux através de uma certificação oficial aprovada pela empresa.

    Se o cliente quisesse seguir a via de uma distro obscura ou menos conhecida, eles viam-se em apuros, porque não havia uma entidade central que desse esse tipo de suporte gigantesco (não estamos a falar do average joe com a distro no seu desktop; tudo na conferência respirava "big-business", os bancos, as grandes empresas, etc, cujos sistemas são extremamente complexos).


    Por acaso vi a conferência até ao fim e o próprio Ballmer parecia contente.
    Nem negou que, se os clientes lhe perguntassem qual a melhor alternativa, só respondia "Windows, Windows, Windows", mas que caso quisessem múltiplas escolhas, preferiam confiar numa empresa que tem tradição na área das Entreprises, quer com o Linux, quer com o Netware, e dar o suporte conjunto em conformidade com essa premissa prévia expressa no acordo.
     
    Última edição: 3 de Novembro de 2006
  10. Metro

    Metro Benevolent Dictator For Life
    Staff Member

    Mas sempre que se divide fica-se com menos. Que a Novel tem a ganhar todos sabemos agora a M$ acho que há alguma coisa ali ainda não explicada.

    A nivel empresarial não há muitas distros e as que existem tb são pagas. Novel, Red Hat. O Ubuntu quer ir por ali mas ainda tem que andar e tb vai ser a pagar o suporte.

    Um amigo meu acha que um dia destes ainda veremos uma distro de Linux da Microsoft com os programas proprietários que conhecemos. Mas não sei. Não vejo isso acontecer já amanha.
     
  11. esquiso

    esquiso Power Member

    Duvido muito que isso venha a acontecer... nao só porque me custa conceber na minha mente a MS a fazer uma distro de Linux, com o kernel Linux, e muito menos meter ao barulho GNU.. Isso de incluir os programas proprietários deles, já estou como o outro; eles já fazem um pouco disso para o Mac (Mac Office p.e.)...

    Já em relaçao à noticia em sim, posso apenas dizer que estou contente e receoso... congratulo-me por ver a MS a dar "apoio" ao mundo Linux, pode ser que muitas casas de software e hardware abram os olhos e vejam que há um pequeno nicho de mercado que usa Linux (nicho que iria aumentar muito se isto acontecesse); ao mesmo tempo nao sei o que a MS quer realmente com isto, se é apenas uma ajuda amigável, se uma maneira de dar uma grande machadada...

    just my 2 cent
     
  12. blastarr

    blastarr Power Member

    Machadada não acredito.
    A tónica dos discursos era "Open Source", nem sequer era necessariamente "Linux".
    E a Novell está longe de ter o controlo da direcção do GNU/Linux. Até se pode considerar uma "novata" no meio, tendo em conta que a Suse só é deles há 3 anos.

    Já existem programas da MS que são open source, tal como existem programas para linux que são closed source.


    Se há algo que a MS aprendeu nos últimos tempos é que os grandes projectos em que está envolvida são extremamente complexos e dispendiosos, mesmo para uma organização do tamanho da deles.
    O Windows Vista, que começou a ser desenvolvido aínda antes do lançamento do XP em 2001, foi a prova cabal disso mesmo.
    Começou por ser uma release intermédia menor entre o XP e o "Blackcomb", depois foi crescendo em ambição, até que, em 2004, foram obrigados a escalar algumas coisas para trás (embora o interface gráfico, curiosamente, tenha evoluído muito mais do que até aí era esperado).
    Simplesmente não havia nem recursos humanos, nem tempo, para completar tudo o que queriam.


    Uma característica dos programadores Open Source é que o seu código é marcada pela elevada qualidade e fiabilidade.
    Isto deriva do efeito de reciprocidade:

    1- alguém escreve o código.
    2- esse código é testado por uns milhares de pessoas diferentes.
    3- muitas dessas pessoas modificam esse código e sugerem as alterações no original.
    4- o código original, já bastante depurado e aperfeiçoado no "mundo real", é publicado.


    A chave deste processo é o ponto 3. A MS, por causa do código fechado, não testa essas features fora da empresa para deixar que estes users externos modifiquem o código e corrijam os bugs.


    Uma coisa curiosa no Vista foi que, pela primeira vez na sua história, um sistema operativo da MS foi testado sob a forma de "feature-complete builds" durante quase um ano.
    A iniciativa CPP, as RC's abertas ao público em geral, etc, tudo contribuiu para tornar o sistema bastante melhor.
    Mas não é suficiente, e a MS sabe-o.
    O código continua a ser em grande parte fechado, e o "Blackcomb" (agora renomeado para "Vienna") vai pegar na base do Vista e modificá-lo fortemente.
    Isto torna o problema aínda mais complexo do que antes.

    É por isso que eu julgo que esta iniciativa (em conjunto com outras, como o Linux Lab da MS, a interoperabilidade entre o Office e IE7, e o OpenOffice e o Firefox, etc), é um claro sinal de que a MS se prepara para seguir um caminho de semi-open source licensing para o Windows.
    A complexidade que se adivinha para criar software para dezenas, centenas e mesmo milhares de threads -e extrair daí performance comparável à dos velhos tempos, onde o código só precisava de ser compatível, e era a maior velocidade da CPU mais recente que dava os ganhos- é enorme.
    Até a Apple tem de recorrer largamente a código Open Source para criar o OSX.

    Não é uma questão de se, mas sim de quando é que a MS vai aderir a um modelo económico desse género, pelo menos em certas partes problemáticas da sua gama de produtos.
     
    Última edição: 5 de Novembro de 2006
  13. abc

    abc [email protected] Member

    Isto para mim resume-se à exploração de um recurso barato, de elevada qualidade, inesgotável mas no entanto, muito instável e difícil de controlar, falamos do Open Source.

    A Apple já explora o Open Source para o seu OS X. E reparem, explorar o Open Source é a fusão a frio da informática (pelo menos no que diz respeito em termos económicos às empresas megalómanas que produzem software de elevada complexidade).

    Imaginem a mão de obra que está por detrás do Open Source. Milhões e milhões de horas de trabalho por milhões de pessoas. O que a Apple faz é deixar tudo aquilo que pode para cima do Open Source e depois fechar a 7 chaves aquilo que constrói em cima.

    Já nenhuma companhia é indiferente ao fenómeno. O espírito pouco escrupuloso do Steve Jobs já viu essa têta há algum tempo, a IBM também já o faz e agora a MS também quer assegurar o futuro.

    Não quero opinar muito sobre isto, mas acho que o blastarr resume tudo muito bem e só queria sublinhar neste post a mina não explorada que é o Open Source para as grandes empresas sobretudo.
     
  14. SoundSurfer

    SoundSurfer Power Member

    Olhem que aquela parte da MS ajudar a desenvolver o Mono é boa ideia...
     

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