Intel Q3 2018 Jibber Jabber https://www.semiwiki.com/forum/content/7797-intel-q3-2018-jibber-jabber.html
https://www.digitimes.com/news/a20181030PD205.html Alegadamente, a Intel vai passar a produção de Atoms e alguns chipsets para a TSMC e que estavam em conversações para tal, desde meio de 2018. A não ser que a Intel já tivesse esse plano B, não percebo bem como vão conseguir passar tão rapidamente a produção para a TSMC, que tem processos de fabrico diferentes da Intel.
Mas qual incomodar clientes? E logo a AMD, mas achas que a Intel vai fabricar chipsets e Atom a 7nm? Deduzo é que sejam os tais chips da Spreadtrum, que já foram lá fabricados a 28nm e eram agora fabricados a 14nm. Não sei que processo irão usar, mas o que não falta é empresas que já possuem as ferramentas necessárias e a certificação das mesmas para os diversos processos, é nisto que as foundries não dão hipótese, por exemplo TSMC 12nm - Cadence Tools and Flows Achieve Production-Ready Certification for TSMC’s 12FFC Process - Synopsys' IC Compiler II Completes Certification for TSMC's 12-nm Process Technology que é o que actualmente a Nvidia usa, bom talvez não esta variante específica, nas suas RTX. Não sendo feitas alterações no core que impliquem um processo de validação do mesmo, o resto é apenas portar o desenho que deve demorar bem menos tempo, usando as tais ferramentas.
Eu não vejo como isso liberte grande produção, se só forem os processadores da Spreadtrum. De notar que eles devem ter uma produção muito pequena e com uma arquitectura antiga dos Atoms, que não é aplicável aos actuais. Por outro lado, se passarem a produção dos actuais atoms, isso levanta uma série de questões. Os processos de fabrico são diferentes. Como ficam as especificações desses Atoms (TDPs, etc)? Lançam uma versão "B" com especificações diferentes? É tudo bastante estranho. Nos chipsets é possível que não existam grandes diferenças.
Pois eu entendo, mas como já disse antes, o resto como os modems para a Apple, etc fazem parte de contratos que têm que cumprir, esses nem vale a pena discutir. A linha Atom não faço ideia, mas no mercado profissional como é no caso da linha Xeon e embedded, que estão sujeitas a contratos mais longos de fornecimento (>5 anos) e que esses sim implicam por norma um rigoroso processo de certificação para serem disponibilizados, esse é um problema, daí não acreditar muito na mudança. Mas qual é o mercado Atom para o resto? Mercado domestico, ou "craptops" aí não vejo grande problema, aquilo acaba por ser quase "disposable", não dá para substituir e não há as garantias de disponibilizar ou fazer troca por x anos. Ao lançar um novo modelo, o que lá está ou onde foi feito não faz diferença nenhuma. Não sei se consegui explicar...