Introdução ao GNU/Linux & *nix World - Como começar

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GNU/Linux

GNU/Linux é 1 sistema em crescente aceitação e interactividade com o utilizador, tornando-se cada vez de mais fácil utilização para os novos utilizadores. Sendo 1 sistema desconhecido por (ainda) muitos, é normal que surjam dúvidas (algumas delas até existências, perfeitamente normal e compreensível).
É um sistema de distribuição livre na medida que inclui aplicativos (maioritariamente) OpenSource, isto é, código aberto e disponível para consulta, alteração. Não devemos considerar como gratuito, pois são muitas as horas dispendidas por programadores na elaboração dos mesmos, para todos nós.


Aqui tentaremos ajudar e esclarecer este tipo de dúvidas. Desde já aconselho uma pequena visita aos seguintes (e excelentes) tópicos:Sugestões são sempre benvindas :-D (gostaria de novas sugestões, principalmente por quem é novo neste mundo *nix).



Índice
  • O que é o Linux?
  • E GNU/Linux, o que é ?
  • Mas afinal, o Linux não é a mesma coisa que o GNU/Linux. Está correcto dizer das duas maneiras?
  • Estou a ler em todo o lado software proprietário, open-source, software livre; o que é que isso quer mesmo dizer?
  • GNU/Linux é free, portanto não vou ter de pagar por ele e estarei a usar software legal, certo?
  • Se eu usar open-source sei que o meu software é, de facto, melhor?
  • O mundo do open-source não se resume ao GNU/Linux, que alternativas há e o que é que representam?
  • Vejo muitas vezes referida a expressão distro (distribuição). O que é que quer dizer realmente?
  • Como é que escolho a distribuição para mim?
  • Posso instalar GNU/Linux num computador com Windows, sem alterar este ultimo?
  • Posso instalar uma distro a partir do meu Sistema Windows?
  • Quais os requesitos de hardware para correr GNU/Linux no meu computador?
  • Como posso saber se o meu hardware é suportado em Linux?
  • Sim, definitivamente estou interessado, como posso experimentar?
  • Onde é que posso arranjar (e qual é a melhor) documentação acerca deste SO?
  • Posso correr aplicações desenhadas para Windows em GNU/Linux?
  • Quais são as aplicações open-source/nativas para GNU/Linux equivalentes às proprietárias que uso em Windows?
  • Em resumo: quais são as vantagens e as desvantagens em usar GNU/Linux?
 
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FAQ - GNU/Linux - Open-source - *NIX world

Esta FAQ foi inteiramente feita graças ao esforço de toda a comunidade. Ficam grande parte dos créditos para o neonl e esquiso, pela ideia da reestruturação e por terem feito grande parte desta FAQ. Fica também o obrigado aos que deram sugestões e críticas: xtr3me, c3l5o, slack_guy e hellaxe. Do pouco que ainda sobra, vai para a moderação do GNU/Linux.

_______________________​


O que é o Linux?
  • O Linux [1] é o núcleo (kernel) do sistema operativo GNU/Linux. O seu criador, Linus Torvalds, lançou-o em 1991.
    pt.wikipedia disse:
    Naquela altura, o Projecto GNU tinha criado muitos dos componentes necessários a um sistema operativo livre, mas o seu núcleo, o GNU Hurd, ainda não tinha sido completo e estava assim indisponível. O sistema operativo BSD ainda não se tinha libertado de complicações legais. Isso abriu um espaço que o Linux preencheu, e apesar da funcionalidade limitada das versões iniciais, acumulou rapidamente desenvolvedores e utilizadores.
E GNU/Linux, o que é?
  • O GNU/Linux [2] é um Sistema Operativo formado pela união entre os componentes do kernel Linux (ler abaixo) e uma série de programas essenciais desenvolvidos pelo Projecto GNU [3] (como por exemplo o compilador GCC, as bibliotecas glibc, o gestor de arranque GRUB, entre outros).
  • É também o mais portentoso caso de software livre e open-source. De facto, todo o código que provém desta união é totalmente livre e aberto: pode ser redistribuido, modificado, remexido, reunido ou mesmo aproveitado na sua totalidade.
Mas afinal, o Linux não é a mesma coisa que o GNU/Linux. Está correcto dizer das duas maneiras?
  • É comum as pessoas referirem-se aos sistemas baseados em GNU/Linux (normalmente chamados "distribuições Linux [4]") como Linux - pura e simplesmente. Isso não é de todo correcto posto que o Linux é uma ínfima parte desses sistemas e, apesar da sua relevância (devido ao papel do Kernel num SO), não é mais que qualquer outro componente.
  • É, portanto, incorrecta esta referencia. No entanto é um erro tolerado e todos percebem o significado de Linux enquanto se fala de um Sistema GNU/Linux.
Estou a ler em todo o lado software proprietário, open-source, software livre; o que é que isso quer mesmo dizer?
GNU/Linux é free, portanto não vou ter de pagar por ele e estarei a usar software legal, certo?
  • Não. Os Sistemas derivados de GNU/Linux, ao seguirem a licença GPL [6], *devem* ser free, o que significa livre, não gratuito. O seu código fonte deve ser acessível a todos os que têm a licença para usar a aplicação para ser livremente distribuido.
  • Há que ter em conta que a maior parte do software com este tipo de licenciamento é divulgada através de "download" a partir da internet. Isso, só por si, tem custos para o utilizador. Se a distribuição for feita por qualquer outro processo o distribuidor tem o direito de cobrar o serviço de distribuição e documentação.
  • É verdade, porém, que devido à essência dos projectos GNU e Linux na sua origem, e ao impulso dado pelas licenças de copyleft [7] grande parte (a maior parte) das distribuições Linux são gratuitas. Idem aspas para a maior parte das aplicações open-source.
Se eu usar open-source sei que o meu software é, de facto, melhor?
  • É profundamente incorrecto estabelecer qualquer relação directa entre ser open-source e ser "melhor". É necessário ver que por um lado há factores que tendencialmente o fazem melhor e outros que o tornam "menos bom":
    • Por um lado, embora o open-source tenha, por vezes (frequentemente), o seu desenvolvimento liderado por uma equipa profissional (empresas), tem sempre um apoio muito forte por parte da comunidade de utilizadores (isto também devido ao facto de, como muitas vezes é gratuito, tem muita gente a experimentar só pelo teste) que pode sempre corrigir "bocados de código" e submetê-los corrigidos aos developers.
    • Por outro, as empresas líderes de mercado nalguns tipos concretos de aplicações (leia-se, p.e., a Adobe no design gráfico ou a Corel no mesmo universo) investem muito dinheiro e contratam os melhores profissionais, têm o melhor equipamento e são capazes de desenvolver tecnologias que patenteiam imediatamente e ficam com aplicações de qualidade superior nalguns tipos de aplicações.
    • Também, em muitas situações, a solução a implementar é muito específica e a comunidade adepta do “open-source” não se presta ao trabalho de desenvolver aplicações para nichos de utilizadores.
    • Os “desenvolvedores” de software tendencialmente gratuito também precisam de viver!
O mundo do open-source não se resume ao GNU/Linux, que alternativas há e o que é que representam?
  • Há efectivamente muitas alternativas de Sistemas Operativos livres não GNU/Linux, a maior parte também estão integradas no projecto GNU. Exemplos disso são o FreeBSD [8], o OpenBSD [9]... Embora normalmente sejam orientados para um uso avançado, que exige alguma experiência com sistemas UNIX-based. Muito frequentemente usados em servidores.
  • O open-source não depende exclusivamente do GNU/Linux. De facto, esta é muitas vezes uma ideia erradamente pré-concebida e que leva a que muitas vezes não se faça a devida separação entre aplicações e sistema operativo. Há um sem número de aplicações opensource que podem correr em sistemas proprietários (Windows) e que podem ser claramente uma mais valia para diversos utilizadores, não só caseiros (browsers, clientes de mail, players multimédia, etc) como empresariais (apache - http server, bases de dados, etc). Como exemplo pode-se consultar o site: http://www.opensourcewindows.org/
Vejo muitas vezes referida a expressão distro (distribuição). O que é que quer dizer realmente?
  • Segundo o artigo da Wikipedia, uma distro é "composta do kernel do Linux e mais uma série de aplicações com vários propósitos".
  • Uma distribuição pode ser, conforme o seu público alvo, mais fácil de usar (quantidade de material de suporte a hardware, ferramentas gráficas para configuração, aplicações de uso prático seleccionadas, etc) ou mais apropriada para um uso por parte de utilizadores experientes.
  • Um bom sítio para ver as distros mais usadas, a sua classificação e sites com informação acerca destas é: http://distrowatch.com/
Como é que escolho a distribuição para mim?
  • É talvez a pergunta mais frequente e cuja reposta é a mais complicada de obter pelo simples facto de não haver uma resposta pré-definida; tudo depende de alguns factores: a sua disponibilidade, os seus conhecimentos, o seu hardware, os seus gostos pessoais, entre outros.
  • Na essência, as bases de todas as distros são apenas três: Debian, Red Hat e Slackware. São estas que actualmente, e em conjunto com Gentoo, que dominam o mundo do GNU/Linux: são as suas filosofias e os seus package managers que abarcam quase a totalidade das distros.
  • Mas, na verdade, no caso de ser um iniciante, é bastante provável que a sua escolha não recaia numa das acima descritas. O seu leque de escolha vai mudar e passar a ser constituido por Ubuntu, Linux Mint, OpenSUSE, Fedora, PCLinuxOS e Mandriva. São distros com bastantes utilizadores e que são pensadas para utilizadores que percebem nada ou quase nada do mundo onde entram.
  • Existem também testes [10], que após ser feito um inquérito, lhe apresentam todas as hipóteses que mais se adequam à sua realidade.
Posso instalar GNU/Linux num computador com Windows, sem alterar este ultimo?
  • Sim. As distribuições têm de ser instaladas com um bootloader [11] que é encarregue de carregar uma instalação de um Sistema Operativo. O mais conhecido (e mais utilizado) é o GRUB que inclui um menu. Nas distros orientadas para users pouco experientes o bootloader é configurado de forma automática detectando uma já existente instalação do Windows que depois pode ser arrancada pelo menu.
  • Outra possível solução é fazer uso de Virtual Machines [12].
Posso instalar uma distro a partir do meu Sistema Windows?
  • Pode. Exemplo disso é o programa Wubi: um instalador da distribuição Ubuntu a partir dum desktop Windows, com toda a facilidade, sem precisar de partições.
Quais os requisitos de hardware para correr GNU/Linux no meu computador?

  • É uma pergunta que não tem uma só resposta. Devido ao facto de se poder mudar todo o sistema, os requisitos mudam muito de opção para opção.
  • Se estivermos a falar só do kernel Linux, um simples Pentium I, 16 MB de RAM e 40 MiB de disco. Com a componente GNU, pouco mais elevados são os requisitos minimos.
  • Mas para o utilizador normal que utiliza um sistema de janelas (X Window System, conhecido simplesmente como X) os requisitos são superiores. Correr um Desktop Environment como o GNOME ou o KDE já exigirá um processador mais recente (Um Pentium III), mais memoria (256 MB+) e mais disco (100 a 300 MiB). Existe também o XFCE, mais simples mas também bastante completo, que é mais leve que os outros dois Desktop Environments (em que 128MB são suficientes). Não esquecer que quando instalamos o GNOME/KDE/XFCE não instalamos somente o gestor de janelas, mas também toda uma série de programas para os mais diversos fins (leitor multimedia, editor de texto, visualizadores de imagens, gestor de ficheiros, etc)
  • Se o seu PC não cumprir esses requisitos, pode sempre optar por instalar somente um Window Manager e, à parte, as aplicações que precisa, eliminando tudo aquilo que lhe é superfluo. Temos o caso do Fluxbox, do Openbox, FVWM, twn, awesome, dwm, entre muitos outros. Pode consultar na TZ o tópico dedicado aos PCs antigos e uma lista de vários tipos de aplicações que pode usar.
Como posso saber se o meu hardware é suportado em Linux?
  • Deve sempre consultar o site na Internet do fabricante do seu equipamento, se houver drivers oficiais elas devem estar lá.
  • A utilização dum motor de pesquisa como o Google com palavras chave tipo

    'marca do hardware' 'modelo do hardware' 'linux'
  • Procurar no fórum da sua distro.
  • Consultar o tópico 'Lista de Hardware Compatível Gnu/Linux
  • Podem estar, como normalmente, embutidos no kernel, isto é, já disponíveis, sendo apenas necessário carregar os mesmos
É verdade que posso fazer num sistema GNU/Linux tudo o que faço no meu computador com um Sistema Operativo proprietário como o Windows?
  • É uma matéria muito discutida. Por um lado uns dizem que se pode fazer num Sistema Operativo livre (leia-se GNU/Linux, p.e.) tudo o que se pode fazer na mesma máquina com outro SO. No entanto, convém distinguir o que é que realmente se pode fazer com código aberto e o que é que nisso envolve usar aplicações proprietárias - muitas vezes com emulações.
  • Em resumo, diz-se que os problemas mais encontrados estão ao nível dos jogos (há jogos livres mas não são os mais jogados e, por vezes, com melhores qualidades) e das aplicações de design (edição de imagem, sobretudo) e CAD. Há, porém, alternativas livres para tudo o que foi referido acima, podem é não ter todas as funções que se encontram em software proprietário.
  • Aqui no fórum verificar o tópico de discussão de limitações do sistema GNU/Linux: O que não consegues fazer em Linux?
Sim, definitivamente estou interessado, como posso experimentar?
  • Se escolheu uma distro de uso "fácil" como as que foram recomendadas no tópico anterior pode dizer-se que coisa mais simples não há. Todas (as referidas acima) têm LiveCDs [13] à disposição que se podem introduzir na drive e, no arranque da máquina será carregado detectando todo o seu hardware de forma a correr um sistema funcional (normalmente já trazem aplicações de office, de edição de imagem, reprodução de música, etc) sem ser necessário instalar.
  • Se realmente está interessado em "ficar" com o SO também se pode dizer que não terá problema nenhum. Quase todos os LiveCDs dão a opção de instalar directamente (como é o caso do Ubuntu, que traz um ícone no desktop) através de um programa de instalação gráfico extremamente intuitivo.
Onde é que posso arranjar (e qual é a melhor) documentação acerca deste SO?
  • A melhor forma de aprender neste universo é, provavelmente, a consulta de Wikis, leitura da documentação de cada distro e à medida que se vai arranjando soluções para os problemas (por exemplo em fóruns) acaba-se por ganhar o know-how necessário.
  • No caso de se querer um manual extra há alguns livros particularmente interessantes [14] [15]
  • Podem e devem ser consultadas as páginas dos manuais de cada software. Podem ser consultadas localmente (via man <page_name>; p.e., man foobar) ou online [16] [17].
Posso correr aplicações desenhadas para Windows em GNU/Linux?
  • Sim, pode. Há varias soluções para correr os binários feitos para Windows em Linux. A técnica da emulação [18] é sempre uma solução, no entanto é claramente preferível usar um programa tipo WINE [19] que cria uma camada "API" compatível com a do Windows. Há, contudo, muitas limitações e definitivamente convém sempre procurar uma alternativa nativa para GNU/Linux.
Quais são as aplicações open-source/nativas para GNU/Linux equivalentes às proprietárias que uso em Windows?
  • Há muitos guias sobre isso com tabelas que mostram os nomes das aplicações proprietárias vs. as aplicações open-source [20]. Ver também o tópico aqui no fórum: Programas/Links Úteis
Em resumo: quais são as vantagens e as desvantagens em usar GNU/Linux?

- Vantagens:
  • Algumas das vantagens já foram antes referidas. Nomeadamente a de ser desenvolvido pela comunidade o que em princípio propicia a correcção de bugs, e dá um software mais estável e optimizado.
  • Na maior parte dos casos é grátis.
  • É muito seguro. Virtualmente não há verdadeiro malware. O que pode acontecer é o utilizador provocar uma falha de segurança no sistema e aí torná-lo vulnerável. Informação acerca disso aqui.
- Desvantagens:
  • Definitivamente alguns equivalentes open-source para certas aplicações "profissionais" em Windows são muito inferiores aos seus originais (que não costumam estar suportados em Linux).
  • Os jogos open-source são - geralmente - inferiores aos proprietários que não têm versões nativas para GNU/Linux).
 
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Distribuições

Distribuições de GNU/Linux e outros sistemas *nix


Outras Distribuições
 
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Usando a consola / Terminal


Consultar qual o Kernel usado
Código:
uname -r



Comandos de manipulação de directório

Código:
mkdir     cria um diretório      exemplo: mkdir docs
rmdir     exclui um diretorio (se estiver vazio)
rm -rf    exclui um diretório e todo o seu conteúdo (cuidado com este comando)
cd        entra num diretório (exemplo: cd docs) ou retorna para [I]HOME[/I]
cd ~      vai direto para o diretório home do usuário logado.
cd -      volta ao último diretório acessado
pwd       exibe o local do diretório atual
ls        listar o conteúdo do diretório
ls -alh   mostra o conteúdo detalhado do directório
ls -ltr   mostra os arquivos no formado longo(l) em ordem inversa(r) de data (t)
du -msh   mostra o tamanho do diretório em Megabytes
whereis   mostra onde se encontra determinado arquivo (binários)   exemplo: whereis samba


Comandos para manipulação de arquivos

Código:
cat      mostra o conteúdo de um arquivo binário ou texto
tac      semelhante ao cat mas inverte a ordem 
tail     mostra as últimas 10 linhas de um arquivo (util para ler logs)
head     mostra as primeiras 10 linhas de um arquivo
less     mostra o conteúdo de um arquivo de texto com controle
vi       editor de ficheiros de texto
vim      versão melhorada do editor supracitado
rm       remoção de arquivos (também remove diretórios)
cp      copia diretórios   'cp -r' copia recursivamente
mv       move ou renomeia arquivos e diretórios
chmod    altera as permissões de arquivos ou directórios
chown    altera o dono de arquivos ou directórios
cmd>txt  cria um novo arquivo(txt) com o resultado do comando(cmd)
cmd>>txt adiciona o resultado do comando(cmd) ao fim do arquivo(txt)
touch    touch foo.txt - cria um arquivo foo.txt vazio; também altera data e 
         hora de modificação para [B]agora[/B]
split    divide um arquivo
recode recodifica um arquivo ex: recode iso-8859-15..utf8 file_to_change.txt
Comandos para administração
Código:
man       mostra informações sobre um comando 
adduser   adiciona usuários
addgroup  adiciona grupos
apropos   realiza pesquisa por palavra ou string
dmesg     exibe as mensagens da inicialização(log)
df        exibe estado de ocupação dos discos/partições
find  comando de busca ex: find ~/ -cmin -3
userdel   remove usuários
chfn      altera informação relativa a um utilizador
who       informa quem está logado no sistema
whoami    informa com qual usuário você está logado
passwd    modifica senha (password) de usuários
umask     define padrões de criação de arquivos e diretórios
ps        mostra os processos correntes
ps -aux   mostra todos os processos correntes no sistema
kill      mata um processo
killall   mata todos os processos com o nome informado
su        troca para o super-usuário root (é exigida a senha)
su user   troca para o usuário especificado em 'user' (é exigida a senha)
chown     altera a propriedade de arquivos e pastas (dono)


Comandos para Administração de rede

Código:
ifconfig   mostra as interfaces de redes ativas e as informações relacionadas a cada uma delas
route      mostra as informações referentes as rotas
mtr        mostra rota até determinado IP
nmap       lista as portas de sistemas remotos/locais atras de portas abertas. 
           Pode checar sistema operacional em execução no host remoto.
netstat    exibe as portas e protocolos abertos no sistema.
iptraf     analisador de trafego da rede com interface gráfica baseada em diálogos
tcpdump    sniffer muito popular. Sniffer é uma ferramenta que "ouve" os pacotes
           que estão passando pela rede.
traceroute traça uma rota do host local até o destino mostrando os roteadores intermediários.
Comandos específicos de distros (distribuições):

Debian :
APT (Advanced Packaging Tool)
O apt-get é uma interface simples de linha de comando para fazer o download de pacotes e instalá-los. O Debian e os sistemas baseados nele utilizam esse comando.
  • update - Adquire novas listas de pacotes.
  • upgrade - Faz uma atualização.
  • install <pacote>- Instala novos pacotes (um pacote é libc6 e não libc6.deb).
  • remove <pacote>- Remove um pacote.
  • source <pacote>- Faz o download de arquivos fonte.
  • build-dep - Configura as dependências de compilação de pacotes fonte.
  • dist-upgrade - Atualiza a distribuição, consulte apt-get(8).
  • dselect-upgrade - Segue as seleções do dselect.
  • clean - Apaga arquivos baixados para instalação.
  • autoclean - Apaga arquivos antigos baixados para instalação.
  • check - Verifica se não há dependências quebradas.
DPKG
O dpkg é um programa de computador que é a base do Sistema de Gerenciamento de Pacotes da distribuição linux Debian. O dpkg, similar ao RPM, é usado para instalar, remover e fornecer informações sobre os pacotes .deb.
O dpkg é uma ferramenta em linguagem de baixo nível. Front ends de alto nível são exigidos para buscar pacotes em lugares remotos ou conflitos complexos nas dependências dos pacotes. O Debian fornece o APT para este propósito.
  • dpkg-source > empacota e desempacota os arquivos-fontes de um pacote Debian.
  • dpkg-deb > empacota e desempacota pacotes binários.
  • dpkg-gencontrol > lê a informação de um pacote desempacotado da árvore-fonte do Debian, gera um pacote de controle binário e cria uma entrada para ele nos arquivos Debian.
  • dpkg-shlibdeps > calcula as dependências ocorridas com respeito a bibliotecas.
  • dpkg-genchanges > lê a informação de um pacote desempacotado da árvore-fonte do Debian gerando uma construção de controle de arquivos (.changes).
  • dpkg-buildpackage > é um script de controle que pode ser usado para construir um pacote automaticamente.
  • dpkg-distaddfile > adiciona um arquivo nos arquivos Debian.
  • dpkg-parsechangelog > lê os arquivos de mudanças (changelog) de um pacote desempacotado da árvore-fonte do Debian.
RPM
A simplificação de Red Hat Package Manager é um sistema de gerenciamento de pacotes para Linux. RPM instala, atualiza, desinstala e verifica softwares. RPM é o formato base da Linux Standard Base. Originalmente desenvolvido pela Red Hat Linux, RPM é agora usado por muitas distribuições Linux. E também é portado para outros sistemas operacionais como NetWare da Novell.
  • rpm -ivh --test pacote > Testar ficheiro
  • rpm -ivh pacote > Instalar fcheiro
  • rpm -e pacote > Desinstalar ficheiro
  • rpm -Uvh pacote > Actualizar
  • rpm -Fvh pacote > Refrescar (similar a actualizar, mas apenas instala se existir versão anterior)
  • rpm -q pacote > Saber qual é a versão instalada
  • rpm -qf ficheiro > Saber se pacote é parte de
  • rpm -qfl pacote> Dá informação sobre pacote
Portage
É um sistema de distribuição, configuração e atualização de pacotes da distribuição GNU/Linux chamada Gentoo Linux.
Ao ser direcionado para instalar ou atualizar um pacote, o funcionamento normal do Portage consiste em:
  • Baixar da internet o código fonte do pacote e de todas as suas dependências, caso o código fonte não tenha sido previamente baixado
  • Compilar o pacote e suas dependências, executando a instalação em uma sandbox
  • Instalar o pacote e suas dependências a partir da sandbox; caso o pacote tente instalar uma nova versão de um arquivo de configuração, o Portage dispõe de um sistema inteligente para gerenciar tal situação
  • Opcionalmente, um tarball pode ser gerado
Se o usuário já dispõe do tarball do pacote a ser instalado, o Portage pode ser direcionado a utilizar esse tarball, economizando tempo de compilação. Também existem ebuilds que não resultam em compilação, como por exemplo ebuilds de pacotes binários ou de dados.
A ferramenta mais importante para acessar as capacidades do Portage através da linha de comando é o emerge.
  • emerge --sync > Atualiza a "árvore" do Portage.
  • emerge --update --world > Atualiza todos os pacotes instalados pelo usuário.
  • emerge --update --world --pretend > Mostra quais pacotes serão atualizados.
  • emerge pacote > Instala ou atualiza os pacotes relacionados ao pacote.
Urpmi
É uma ferramenta de gestão de pacotes do Mandriva para instalar, remover, actualizar pacotes de medias locais ou remotas (net). Ele trabalha em torno do RPM, com o alvo que o usuário não deve ter que sofrer o inferno do frequentemente-encontrado problema de dependências. Trabalha com fontes oficiais de Mandriva ou fontes não-oficiais.
  • urpmi <pacote> > Instalar pacote
  • urpme <pacote> > Desinstalar pacote com dependências
  • urpmq <pacote> > Procurar no repositório
  • urpmf <ficheiro> > Encontrar pacotes para <ficheiro>
  • urpmi.update -a > Actualizar lista de pacotes
  • urpmi --auto-select > Actualizar sistema
YUM
O Yellow Dog Updater, modificado (YUM) é uma ferramenta de gestão de pacotes (em linha de comando) OpenSource, sendo RPM-compatível. Yum é uma reescrita cheia de ferramentas do predecessor, Yellowdog Updater (YUP), e foi tornado primeiramente a fim atualizar e controlar os sistemas Redhat de Linux do chapéu usados no departamento do duque universidade da física. Desde então, foi adotado por Fedora Núcleo, por CentOS, e por muito outro distribuições RPM-baseadas de Linux, including o YUM, onde substituiu a utilidade original de YUP. O Redhat, através do up2date, pode também empregar repositórios do yum ao executar updates do software. O YUM, modificado está disponível sob a versão 2 da licença do GNU GPL ou acima.
  • yum > mostra ajuda
  • yum check-update > Actualiza dados do repositório e actualiza se necessário.
  • yum update > Procura por actualizações e aplica-as interactivamente.
  • yum -y update > Procura por actualizações e mostra-as com
  • yum update <pacote> > Procura por actualizações e actualiza apenas o <pacote>
  • yum info > Similar a rpm -qai
  • yum info <pacote> > Informação sobre pacote especifico
  • yum list > Lista todos os pacotes
  • yum list <pacote> > Lista todo(s) o(s) pacote(s) selecionado(s)
  • yum list installed > Lista todos os pacotes instalados
  • yum list available > Lista todos os pacotes não instalados
  • yum list update > Lista todos os pacotes que necessitam actualização
  • yum list extras > Lista todos os pacotes que não estão disponíveis de nenhum repositório definido (ficheiro /etc/yum.conf )
  • yum clean > Remove pacotes rpms da cache do YUM e outros desnecessários
  • yum install <pacote> > Instalar o pacote
  • yum remove <pacote> > Remover o pacote
  • yum provides <ficheiro> > Procurar qual o pacote que disponibiliza <ficheiro>
  • yum search <string> > Procura por pacotes que contêm a string no nome ou cabeçalho
Poderá ser sempre encontrada mais info :
  • man <comando>
 
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Segurança em Ambiente Gnu/Linux

É frequente perguntarem que antivirus e firewall podem instalar para proteger o sistema. Mas esta pergunta é feita erradamente, vicios dum outro Sistema Operativo....

Gnu/Linux dispensa o uso de Antivírus, Anti-Spyware e qualquer tipo de malware. Usando uma filosofia de execução de ficheiros diferente, é imune desde já a vírus quando comparativamente com o MS Windows, quando mais nao seja porque não corre ficheiros executáveis .exe.
Mas no entanto, podem usar um antivirus, se precisarem analisar ficheiros para enviar pra outro sistema operativo. Podem recorrer a alguns (gratuitos) que passo a anunciar
- Clam AntiVirus
- [URL="http://www.free-av.com/en/download/download_servers.php"]Antivir*
[/URL] - AVG*
- Avast!*
* apenas para uso não comercial

já agora, podem-me explicar porque é o Linux 'imune' vírus?
tomou vacinas quando era pequeno?
Mundano disse:
Há várias razões...
Mas antes de mais, quero desmistificar uma ideia.. Normalmente diz-se que é porque tem menos utilizadores, mas digo-te desde já que a segurança dos sistemas depende de questões técnicas e não de questões da treta como essa. O Linux tem uma base de utilizadores e uma quantidade de servidores espalhados pelo mundo para que fosse "normal" existirem vírus para ele. Poderiam não existir tantos como para Windows, mas o normal seria existirem muitos na mesma.

Um exemplo perfeito de que isso não passa de um argumento da treta é o mercado dos servidores WEB, o apache é o líder do mercado desde 1996 e desde 98~99 que tem andado sempre pelos 60 a 70% do mercado, sendo que o IIS da Microsoft anda pelos 20 a 30%.. No entanto o apache tem uma historia de segurança e fiabilidade impressionante, já para o IIS os worms e vírus ao longo dos anos foram mais que muitos, quem não se lembra do "Code Red" por exemplo?

Ou seja, o produto que tem a maior cota de mercado, é o menos atacado, simplesmente porque tecnicamente é mais seguro...

Quanto as razões concretas para não haver vírus para Linux há várias.

1º O Linux está feito com base no principio do mínimo privilégio, ou seja, cada utilizador só deve ter os privilégios indispensáveis. Já o Windows está desenhado para ser idealmente usado em modo Administrador, que é como a esmagadora maioria dos users o usa.
Ora, logo ai há uma diferença fundamental, um vírus que infecte uma maquina Windows pode alojar-se e mudar o que quiser, em Linux poderia apenas afectar uma área restrita, a área do utilizador em causa. Logo ai, o Vírus para Linux teria muito mais dificuldades em propagar-se e mesmo que danificasse algumas porções daquela area de utilizador, o sistema em si, ficaria incolume.

2º O Windows usa uma filosofia monolítica. Ou seja, tudo e integrado no núcleo do sistema, incluindo o Internet Explorer por exemplo. O Linux usa uma arquitectura de camadas. No centro está o Kernel e lá só funciona o que realmente tem que lá estar, depois há camadas sucessivas onde funcionam os programas do utilizador sendo que cada camada tem menos acesso a funções vitais do que a anterior. Assim, uma simples visita a um site com o IE pode acabar num sistema totalmente comprometido. Com o Linux, mesmo que o Firefox esteja cheio de buracos a verdade é que o codigo que ele possa executar não tem previlegios especiais nenhuns.

3º E há a questão de as várias distribuições Linux serem compatíveis ao nível das API's, mas não ao nível das ABI's... Ou seja, um programa é compatível entre as várias distros ao nível do código fonte. Mas depois de ser compilado para uma distro em concreto, é pouco provável que esses binários corram em outra distro. Isto torna a proliferação de um vírus muito complicada...

Depois há outras razões menores, como o facto de os leitores de mail disponiveis em Linux, não permitirem a execução directa dos anexos dos emails como acontecia no windows, etc... etc... etc....

Tudo junto faz com que embora na teoria possam existir vírus para Linux, a verdade é que por agora não existem.



Relativamente a firewall, existe já no kernel (núcleo) do sistema o iptables, que analisa todo o tráfego da rede. No entanto é possivel instalar um gui (interface), como Firestarter ,Guarddog , ou ainda mais básico lokkit, para controlar.
Para os mais interessados, por ex, Linux iptables HOWTO, Simple Firewall Configuration Using NetFilter/iptables.
 
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Mais algumas Questões



Ambiente X?
Quando se usa um computador em modo gráfico (diferente do modo texto), geralmente se vêem os programas representados por janelas na Área de Trabalho. Para que isto ocorra, é preciso que exista um programa que chamamos de Gestores de Janelas.
Os sistemas Unix ou similares podem ter vários programas para gerenciar janelas. Na verdade, isso é porque os processos (execuções dos programas) são muito independentes uns dos outros.

Há dois tipos principais de Gestores de Janelas. Os que fornecem um Ambiente de trabalho completo, com gestor de arquivos e diversos recursos adicionais, conhecidos por Desktop Environments, de entre os quais se destacam:
Há também os gestores de janelas menos expansivos, mas que cumprem bem o papel de gerir janelas (e geralmente, cumprem outros papéis também), conhecidos como WindowManager aka WM. Os maiores destaques nesta categoria são:
in pt.wikipedia.org



Como instalar programas em sistemas GNU/Linux?


Grande parte das distribuições trazem maneiras simples de adicionar novos programas, como por ex, um icone "Adicionar/Remover Programas", onde basta apenas procuar a aplicação, seleccionar e é instalada automaticamente. No entanto, pode fazer-se este passo manualmente.

Como instalar programas quando:
  • o ficheiro é .deb (sistemas debian-based):
    Código:
    $ sudo dpkg -i nomedoficheiro.deb
  • o ficheiro é .rpm:

    Código:
    $ sudo rpm -ivh file.rpm
    ou então, podes converter o .rpm em .deb (programa alien necessário):

    Código:
    $ sudo alien nomedoficheiro.rpm
  • o ficheiro é .sh:

    Código:
    $ sudo sh ./nomedoficheiro.sh
  • o ficheiro é .run:



    Código:
    $ sudo chmod u+x nomedofile.run
    sudo sh ./nomedofile.run
  • o ficheiro é .bin:

    Código:
    $ sudo ./nomedofile.bin
  • Compilação: quando apenas nos é dada uma pasta ou arquivo, contendo apenas ficheiros que nos parecem tudo, menos um programa:

    Descomprimir o arquivo com base no tópico sobre esse mesmo assunto destas FAQ
    Entrar na pasta com os conteúdos descompactados pela consola, com o comando:

    Código:
    $ cd nomedapasta
    Efectuar a compilação do programa com os seguintes comandos (um de cada vez):



    Código:
    $ ./configure
    $ make
    $ sudo make install
    Nota: Um erro em qualquer um destes passos resultará numa compilação falhada.
  • Método simples de instalar programas em sistema debian-based (necessita de conecção à net):

    Código:
    $ sudo apt-get install nomedoprograma
  • Método simples de instalar programas em sistema rpm-based (necessita de conecção à net):

    Código:
    $ sudo rpm -i nomedoprograma
in: http://www.portugal-a-programar.org/...p?topic=4288.0

As instalações / alterações ao sistema devem ser sempre feitas com permissões de root.
Código:
 su
ou modo temporário root
Código:
sudo comando

 
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