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Juíza em Espanha considera P2P legal

Discussão em 'Dúvidas e Suporte—Internet, Redes, Segurança' iniciada por paraver, 1 de Novembro de 2006. (Respostas: 64; Visualizações: 5793)

  1. paraver

    paraver Power Member

    Una juez dice en una sentencia que las descargas de música con p2p son legales si no tienen ánimo de lucro

    Notícia completa em 20 Minutos
     
  2. viskonde

    viskonde I quit My Job for Folding

    Se a Juiza Diz.... porquê discordar?

    Espanha powa
     
  3. FedoraCore6

    FedoraCore6 Power Member

    Também é a minha opiniao, se nao houvesse net eu também não compraria nenhum dos produtos que saco, logo não estou a causar nenhum prejuizo as empresas que consumo, eu bem tento ter tudo freeware e open source mas é quase impossivel :002:
     
  4. rfsapiens

    rfsapiens I fold therefore I AM

    Boas,

    Até que enfim alguem com um pouco de bom senso neste mundo louco onde esses srs das editoras só sabem brincar aos computadores e processar meio mundo :)
    Bem decidido sim sr.Alguem tem de ensinar a essas editoras uma lição e quem melhor do que os tribunais? E não venham com a historia dos artistas porque esses são sempre prejudicados......
    Espero que o mundo aprenda com esta decisão :)

    Cumps,

    Rfsapiens.
     
  5. HecKel

    HecKel The WORM

    Acho muito giro isso tudo....

    Não me vou armar em moralista, eu uso clientes P2P e também gosto de sacar uns filmitos e músicas, no entanto no que trata a legislação até concordo com ela, na prática o que eu estou a fazer é a aproveitar algo que me foi disponibilizado! Fazendo uma analogia ridicula (mas que serve para argumentar :p), se chegarem junto a mim e me oferecerem um carro (que por acaso foi roubado) e eu aceitar e mais tarde for apanhado sou culpado e a justiça nem dúvida disso.

    O mal vem de quem disponibiliza as coisas incialmente, quem as aproveita tem de ter consciência que está a violar a lei, felizmente isto ainda não é nenhuma anarquia..., mas já começa a parecer :P

    abraços, HecKel
     
  6. crossroads

    crossroads Power Member

    Lol! Não sei se serve bem para argumentar porque no teu caso houve alguém que foi roubado e que ficou sem o carro, sendo um bem que não se pode substituir. No caso de filmes/música/software o caso é diferente porque se tratam de cópias e não dos originais.
    Analogia mais justa, e na mesma ridícula, seria se alguém tivesse visto um carro, o tivesse replicado na garagem e to tivesse dado...
     
  7. miguas

    miguas Power Member

    Eu também não ganho dinheiro em ir a tribunal, por isso acho que a juiza em questão não devia receber ordenado...

    :wow:
     
  8. Figuinhas

    Figuinhas Power Member

    ??????????????????????????
     
  9. miguas

    miguas Power Member

    Foi uma forma ironica de dizer que como a juíza não vive da música não compreende que possa haver outros que que vivem dela e não estão dispostos a ceder o seu trabalho de graça. Um músico não vive só dos concertos que dá. Os direitos de autor que vêm dos discos e do airplay tb contam. Se os discos não vendem não há forma de inferir sobre esses valores e o músico não recebe...

    :wow:
     
  10. Figuinhas

    Figuinhas Power Member

    Informa-te


    Um músico vive dos espectáculos, venda 10 ou venda 200.000 discos, o lucro dele é praticamente o mesmo. Tenho no laptop vários exemplos de contractos de artistas bastante conhecidos, e não são nada, mas mesmo nada vantajosos.... para os músicos, claro. E músicos em inicio de carreira ainda mais sofrem.

    Quanto ao airplay, isso deveria ser da responsabilidade apenas das rádios. Não tens conhecimento das jogatanas que as editoras fazem para ter as coisas a tocar/passar na rádio/televisão? Tens o exemplo da Ant3na, olha para o director actual, e ouve a música que toca na rádio... ou as profundas mudanças que a rádio sofreu desde que o director actual entrou em funções. Música no Coração, ring a bell? Até tinham um link na página inicial... mudou para a melhor? Para algumas pessoas, mudou... andar a impingir música portuguesa da treta para promover... o quê? Os músicos?

    Queres continuar a defender os músicos? Ou as editoras?


    Músico que é músico faz música por amor e gosto, não é para ganhar dinheiro. A melhor gratificação que um verdadeiro músico possa ter é o reconhecimento e satisfação do seu público, cara a cara, não é andar a passar na tv ou seja lá onde for, criticos e criticas de meia-tigela na revista "x"... eh pa, não me alongo.
     
    Última edição: 3 de Novembro de 2006
  11. Triston

    Triston Aku Soku Zan SM

    Olhem la o off topic para eu nao ter de fechar isto
     
  12. miguas

    miguas Power Member

    Será assim tanto off-topic triston?
    No fundo a questão para a legalidade ou não do P2P é a discussão sobre se quem fez uma determinada obra deve ou não receber por ela..

    Figuinhas:

    Estou informado e ando no meio ;)

    O principal vem como é obvio dos concertos, mas há toda uma máquina que tem de ser alimentada para haver os tais concertos. Essa máquina quer queiras quer não, ainda tem de ser a editora e duvido muito que isso alguma vez mude.
    Que as editoras ganham a mais relativamente ao que sobra para os músicos? Não tenho qualquer dúvida.
    Agora há que pagar e organizar diversas coisas tais como
    -divulgação e publicidade
    -Estudio
    -Exposição em espaços de venda como as Fnacs ou mesmo os supermercados

    Sem toda esta máquina não consegues mover pessoas que chegue para espaços da dimensão de um pavilhão atlântico ou um estádio, pois não tens qualquer expressão... Ou seja, apesar de o principal do dinheiro ganho por uma banda ou artista vir dos concertos é necessário haver uma máquina que crie o espaço para que o artista possa tocar ao vivo.

    E vive do ar, não é?

    :wow:
     
  13. timber

    timber Zwame Advisor

    Essa do amor e gosto é genial ...

    Toda a gente tem luz em casa? Estão felizes? Fantástico o poder da electricidade não é? Grande satisfação para mim e para os meus colegas. Todo o nosso amor e gosto pela ciência valeu a pena. Já agora alguém me empresta uma lata de atum? Pro jantar...
     
  14. FELiYCORA

    FELiYCORA 1st Folding then Sex

    queres melhor publicidade que o P2P?
     
  15. miguas

    miguas Power Member

    O p2p não é uma publicidade assim tão eficiente pois não permite qualquer tipo de análise.. já os serviços de compra de mp3 tipo ITunes já o permitem por exemplo. Isso pode ser a diferença entre uma banda dar um concerto em Portugal ou não. Fazer tournées na Europa ou não e por ai em diante. Isto porque com as vendas é possivel estimar o potencial de uma determinada banda relativamente a possiveis concertos num país.

    Divulgação é por exemplo o MySpace ou os em vias de extinção programas de autor com playlists livres na rádio.. A criação das playlists estereotipadas esta nitidamente a matar o aparecimento de novas bandas, visto que não lhes é dado espaço para aparecerem.

    :wow:
     
  16. Jintro

    Jintro O Colaborador

    Exemplo entre muitos: Artic Monkeys.

     
  17. timber

    timber Zwame Advisor

    Pela minha observação do mercado também não me parece que as editoras estejam interessadas em realmente promover a música no sentido de manter um ciclo normal de novas bandas e talentos

    A maioria da porcaria que para aí anda são artistas ou bandas suportados (quando não são inventados) por dada editora para basicamente vender. Se só der para um album ou dois não faz mal depois arranja-se outros 4 ou 5 otários com boa cara a cantar basicamente a mesma gaita. Como os gajos são burros que nem uma porta e não tem talento também não podem ser muito esquisitos ou exigentes e são fáceis de substituir.

    Duvido que estes tonis deste estilo de música no contrato inicial não tenham vendido à editora ou entidade que os fabrica tudo o que vai desde CDs, concertos, merchandising....

    Os artistas normais com talento são uma chatice de aturar em comparação com estes do estilo descartável. Tem aquelas manias criativas de originalidade que pode resultar que o próximo albúm não venda tão bem como o anterior.
     
    Última edição: 3 de Novembro de 2006
  18. Jintro

    Jintro O Colaborador

    Exactamente Timber.
    Pelo que oiço e compro, grande parte das bandas/artistas que oiço são editados por pequenas Labels de vão de escada. E como é que funcionam essas editoras? Todos sabemos, net, net e mais net. As próprias majors estão a investir na criação de pequenas editoras "independentes" para lançar as cenas menos "mainstream".
    Estamos a presenciar um regresso às origens da divulgação musical com o DIY e o boca a boca. Antes trocavam-se mix-tapes, hoje trocam-se mp3.
     
  19. miguas

    miguas Power Member

    É um exemplo, mas não será uma excepção à regra? O nome não me é totalmente estranho, mas ainda assim não faço a minima de quem são nem conheço a música deles...

    Posso de qualquer forma mencionar por exemplo os Linda Martini que tb cresceram graças à divulgação no MySpace, mas não deixam para mim de ser excepções... E há mais casos, normalmente com mais qualidade que os que crescem pelas vias "normais", mas para mim infelizmente não passam disso mesmo.. excepções :( E ainda assim tenho serias dúvidas que vivam unica e exclusivamente da música como muitos daqueles que crescem pelas vias normais... (ok o mercado português é um péssimo exemplo porque não tem dimensão que chegue)

    :wow:
     
  20. [BoB]Marley

    [BoB]Marley To fold or to FOLD?

    talvez um dos problemas que as editoras têm em relação ao P2P é mesmo a publicidade que é feita indirectamente através da partilha... visto que se podemos sacar um álbum, podemos a partir daí ver se esse mesmo álbum é bom ou não e possivelmente vir a comprá-lo. assim, houve realmente uma publicidade positiva que leva a comprar música boa...
    o problema é que nos dias que correm está-se a ser cada vez mais difícil encontrar musica de qualidade, e como já disseram o que se vê mais é musica de trampa com cantores descartáveis, com o objectivo de fazer só dinheiro. logicamente que com a propagação do P2P vai estragar os planos de fazer milhões a essas editoras.
     

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