Partilha O último jogo

Estão no mesmo barco por serem RPGs de grande qualidade (em todos os sentidos) da palavra. O Valhalla para mim não está nesse barco.

O Elden Ring não tem a qualidade cinemática do Witcher 3. O Witcher 3 mais depressa devia ser comparado aos Elder Scrolls,mas a ficar bem melhor na fotografia em termos de escrita da main quest/qualidade das side quests.Witcher 3 conjuga qualidade e quantidade.
 
Grande review @Jack-O-Lantern :clap:.
O Syndicate levou por tabela, depois do Unity ter saido no estado em que saiu.
Eu também gostei muito da quimica dos manos Frye.
Em certas coisas não só na gameplay em si como do carisma dos irmãos, fez-me lembrar a obra prima que foi o AC II.
E as "turras" entre eles, levou-me aos tempos áureos que também as tinha com a minha irmã :joker:.

Mas back on topic:

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Lá joguei o jogo do miau, e sinceramente foi uma supresa agradável.
Gostei bastante da "humanidade" de todas as personagens.
Uma história simples, com uma boa banda sonora com vibe bastante futurista.
Assentando numa premissa que secalhar já esteve mais longe de ser considerada como fantasiosa.
O final também foi muito porreiro, e sinceramente ao contrário do que muitos dizem não o achei triste.
O único defeito que tenho a apontar, é que o nosso gatinho foi um pouco mansinho.
Devia haver um attack button, para dar uma patada nalgum inimigo mais chato.
Mas fora isso, nada a apontar, um bom jogo curto e simples e com um nivel de exploração modesto, mas interessante.
Após uma conferência com o Dark ( gatinho da minha mana :D), a casa do Rubenzito dá-lhe: 8/10
 
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Elden Ring
PC (Steam)
9.5/10

Adorei este jogo. 140 horas depois termino o jogo com todos os cantos percorridos, todos os bosses vencidos e com a platina feita. O jogo é enorme, mas essa extensão não é fruto de encher chouriços, mas sim um trabalho elaborado da FromSoftware para produzir um mundo que nos puxa cada vez mais dentro, e que nos motiva a explorar.

Dominar todas as zonas do mapa é o tema do jogo: começamos (quase do) zero num mundo que é estupidamente mais forte que nós, e temos de estar constantemente a melhorar a nossa build. O jogo é extremamente generoso como o nosso tempo: checkpoints abundam que nos permitem voltar rapidamente ao sítio onde morremos, e zonas de exploração (catacumbas, etc) nunca parecem uma perda de tempo, porque ganhamos runes, armas e perks quando liquidamos inimigos, pequenos e grandes. Ao contrário de muitos open-worlds que nos obrigam a encontrar colecionáveis, no Elden Ring quase tudo que apanhamos tem um beneficio directo para o jogo.

Joguei o Elden Ring a 120 FPS com um mod do PC que me obrigou a desligar o online mode. Não acho que tenha perdido muito, a experiência singler player é fenomenal que baste. É absolutamente insano a quantidade de perks que podemos utilizar no jogo. O meu preferido foi o spirit ash, espiritos que podemos chamar para ajudar-nos nas batalhas. Cada espírito é diferente, o que traz uma nova dimensão às nossas estratégias. Os special skills das armas é outro perk fantástico que podemos alterar de acordo com a situação.

Não faço parte do hype train que considera este jogo a referência de futuros open-worlds, mas consigo apreciar o trabalho da FromSoftware em criar um jogo muito acima da pasmaceira que se tornaram muitos open-worlds comerciais.
 
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Wolfenstein: The New Order
8/10

Nunca tinha jogado nenhum Wolfenstein mas sabia que a história do jogo era sobre os Nazis terem ganho a Segunda Guerra Mundial e dominavam o mundo, mas sempre pensei que se passava no presente mas afinal não.

O jogo começa em 1946 onde o protagonista Blazkowicz numa missão sofre um acidente e fica vários anos num hospício a recuperar porque ficou com um traumatismo craniano, até que em 1960 recupera e pensa que a guerra terminou. E realmente terminou, mas o Nazis ganharam e dominam o mundo.
Gostei imenso da história do jogo e das personagens, fiquei mesmo preso e entusiasmado. Reparei que o jogo não teve grandes notas quando saiu mas não sei se teve grande sucesso, mas para um jogo de 2014 está aqui um jogo muito bem feito.
O jogo apesar de ter uma história bem interessante também tem a parte de gozar com os Nazis e andar ali no meio a matar tudo o que é Nazi deu um gozo tremendo.
 
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Death Stranding (PC - Gamepass) - 8.5/10

Depois de ter tido uma aversão enorme a este jogo, quando peguei nele aquando do seu lançamento, na Playstation, e ter desistido de continuar no 3o capitulo, por não me estar a identificar com a jogabilidade e o loop de tarefas, agora com a oferta deste título no GP para PC decidi dar-lhe uma nova oportunidade.

O primeiro impacto foi logo distinto do que me recordava, sobretudo pela excelência grafica e sonora (convém referir que também contribuiu para tal um upgrade de TV, headphones e DAC face à anterior experiência). A todos os niveis, o jogo tem uma performance irrepreensível com o DLSS a proporcionar um desempenho sem falhas ou quebras de framerate e garantindo uma qualidade gráfica em ultra definição que me deixou impressionado, tal o detalhe e pureza gráfica da imagem. Em termos de som, a surpresa foi enorme. No meu sistema, o som cristalino e localizado, pontuado por momentos de graves intensos, proporcinou uma experiência auditiva brilhante.

Estando garantida a boa experiência gráfica e sonora, estava mais predisposto em aceitar o loop de tarefas e mais determinado em apreender as mecânicas do jogo. E finalmente, mesmo ainda antes do malfadado 3o capitulo, o jogo fez-me click.

Este é um jogo difícil de caracterizar na medida em que se o despirmos da história e das mecânicas de jogo, pode parecer que durante toda a sua duração desenvolvemos um conjunto de tarefas de entregas repetitivas e entediantes. Contudo, o jogo é mais denso que isso, pois em conjunto com toda a envolvente de história e objetivos, tudo faz sentido, mesmo que vamos desvendando aos poucos o mistério e a as razões para o que fazemos, num plot globalmente desconcertante.


Felizmente decidi dar uma oportunidade e espaço para querer apreender o que o jogo estava a oferecer e tive uma excelente experiência. Graficamente deslumbrante, em termos sonoros, irrepreensível na envolvencia tridimensional e com uma jogabilidade evolutiva nas capacidades de locomoção e interacção de Sam Bridges, Death Stranding foi ocupando o meu tempo, sem dar por ele a passar. Com um mundo mais povoado pelas estruturas deixadas por outro jogadores, não deixou de ser necessário pensar e antecipar os percursos. Evoluir capacidades, equipamentos e estruturas para ultrapassar os desafios. E tudo foi fazendo sentido, num mundo integrado de interações com outros jogadores reais por via das estruturas ou encomendas deixadas por estes. Tudo muito fluído e consistente.

Gostei imenso da história e achei o seu conceito com originalidade. A própria estrutura do jogo, mesmo que podendo parecer repetitiva, tem logica e no final, consegue fazer jus ao ditado que celebra mais a viagem do que propriamente o destino do personagem.

Em boa altura voltei a dar-lhe oportunidade, pois mereceu e considero que a experiência de o ter terminado ao fim de mais de 30 horas, foi marcante por todo o percurso feito e história desvendada.

Um jogo que recomendo, mas com uma nota de mente aberta para algo diferente e mais denso do que aparenta a quem olha para o conjunto de tarefas a concluir.
 
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Shadow of Tomb Raider
7/10

Joguei este jogo por ter sido oferecido, apesar de ter sido um bom jogo nota-se que a fórmula desta trilogia apresenta algum desgaste. A nível de história não achei nada de espetacular. Em gameplay apesar de ser possível fazer bastantes upgrades à Lara e armas, não fazem mudar assim tanto a forma de jogar. As tumbas achei interessantes embora não tenha passado todas. Achei que as secções open world tinham demasiados colecionáveis, cheguei a dada altura não tive paciência para explorar mais. Em relação às missões secundárias passei algumas e achei que não acrescentou grande coisa ao jogo (era quase simplesmente fazer de moço de recados na maioria delas). Embora não obrigassem a passá-las, era um pouco necessário para fazer mais melhorias as armas/Lara. Preferia que o jogo não abusasse tanto em secções de plataformas e houvesse mais momentos de ação ou stealth e que fosse um pouco mais linear em certos momentos. Tenho de referir que em algumas secções de plataformas morria porque a deteção de colisão ao saltar nem sempre funcionava. Graficamente está excelente bem como a nível sonoro com exceção da sincronização de algumas falas. Penso que esta série está a precisar de um novo reboot, talvez tornar o jogo mais linear e não haver tanta distração com colecionáveis. Da trilogia este foi o que menos gostei: Rise of tomb raider > Tomb Raider > Shadow of the Tomb Raider
 
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Trek to Yomi (PC Game Pass)
7/10

O título do jogo quer dizer literalmente o "Caminho para o Inferno", o significado será óbvio para quem jogar este jogo. Os visuais do jogo funcionam como uma homenagem ao grande cineasta Akira Kurosawa. Ao contrário do Ghost of Tsushima que tem um filtro preto e branco que na altura achei um gimmick sem muita graça, aqui o jogo é simplesmente lindo com efeitos de luz e de imagem que fazem lembrar esses filmes de outrora. É na minha opinião a melhor parte do jogo.

Infelizmente, a história, o combate e os puzzles não estão a par dos visuais. Ao longo do jogo, vamos encontrando novos skills de combate baseado em combos que na minha opinião são difíceis de memorizar porque são parecidos uns com os outros, e depois acabamos por não precisar: acabei por aprender 2 ou 3 moves simples que me levaram até ao fim do jogo. A variedade é um problema no jogo - acaba por ser demasiado repetitivo e cheguei a um ponto em que queria simplesmente acabar o jogo, algo que não abona a favor de um jogo pequeno. Existe um puzzle ridiculamente fácil que aparece várias vezes no jogo.

Também não achei a história particularmente inspirada. O jogo não esconde a violência e é bastante negro, mas mais uma vez são os visuais que mais deslumbram. Devo dizer que fiquei algo desapontado com o jogo pois tinha as espectativas altas depois de ver o anuncio antes do lançamento.
 
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The Last of Us Part 1 - 9.5/10

Muita tinta correu sobre a existência deste projeto e certamente muita ainda irá correr. Será um problema assim tão grande haver uma melhor e mais moderna versão de um grande jogo? Não. Esta foi a terceira vez que revivi a jornada de Joel e Ellie do início ao fim e, apesar de não ter tido a surpresa que teve a primeira vez, por razões óbvias, foi a minha favorita. O impacto que a maior fidelidade visual, os novos modelos das personagens e as melhorias nas expressões faciais tiveram nos momentos marcantes é muito significativa. As personagens parecem humanas e conseguem transmitir uma maior carga emocional. Se combinarmos isto com uma jogabilidade refinada, uma componente sonora aprimorada e dezenas de opções de acessibilidade, The Last of Us Part 1 resulta na derradeira forma de experienciar um dos melhores jogos da última década. Um remake de The Last of Us talvez não tivesse na minha lista de prioridades, mas ainda bem que existe.

Eu não disse isto na review por causa de spoilers, mas a secção no último terço do jogo onde se controla a Ellie está agora muito melhor. Nada mudou em termos do que acontece, mas os novos visuais e a IA dos inimigos reforça ainda mais a sensação de solidão e acentua o perigo que ela enfrenta. No jogo original, esta secção funciona mais como um momento de história do que outra coisa, porque a sua vulnerabilidade nunca foi verdadeiramente refletida através da jogabilidade. Mas isso muda no remake por causa dos inimigos, principalmente em níveis de dificuldade mais altos.

Como nota final, mal terminei o Part 1 fui para o Part 2 e passar de um para o outro é uma experiência completamente fluida, sem resistência, tal a paridade em termos gerais. É quase como acabar de ver uma temporada de uma boa série e começar imediatamente a ver a temporada seguinte.
 
Assassin’s Creed Valhala XBox Series S - 8

Como já existem várias análises detalhadas deste jogo não me vou alongar.
AC Valhalla É um jogo interessante no início mas como o passar das horas e devido a ser demasiado extenso torna a sua fórmula repetitiva.
Tem um excesso notável de side missions algumas na minha opinião sem qualquer razão.
Os Assassin’s Creed precisam urgentemente de abandonar esta formula. Mais história e menos conteúdo vago.
 
Assassin’s Creed Valhala XBox Series S - 8

Como já existem várias análises detalhadas deste jogo não me vou alongar.
AC Valhalla É um jogo interessante no início mas como o passar das horas e devido a ser demasiado extenso torna a sua fórmula repetitiva.
Tem um excesso notável de side missions algumas na minha opinião sem qualquer razão.
Os Assassin’s Creed precisam urgentemente de abandonar esta formula. Mais história e menos conteúdo vago.

Eu penso que não seja tanto uma questão de ser mais ou menos extenso.
É a falta de recompensa que existe, ao fazer essas sidemissions.
Na sua maioria é gear cosmético.

Por exemplo, agora estou a jogar o Ghost of Tsushima, e o contraste é gritante.
Não só temos personagens secundárias com um carisma brutal, como as side quests estão a valer a pena fazer.
Apesar de algumas também terem gear cosmético, a maioria dá recursos, novos armors, material que faz falta para os upgrades, etc.
Assim vale a pena.
 
Watch dogs 2 - 7

Fiquei com a sensação meh, joga-se mas também se não se jogar não se perde muito.

A história em comparação com a do primeiro é parva, não faz sentido nenhum, parece que tudo acontece só porque sim, aliás terminei o jogo ontem e já pouco me lembro. Em comparação com o primeiro que teve uma história muito boa.

Na jogabilidade è onde ele melhora um pouco, existe muitas formas de se abordar as missões, mas o hacking está tão op que basicamente fiz tudo só com o carrinho.

Comecei o jogo com pica de comprar o Legion mal acabasse... Acabei o jogo a preferir que o Legion saia no gamepass e logo jogo.
 
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Wolfentstein II: The New Colossus
8/10

Este Wolfenstein continua a bela história de Blazkowicz de matar Nazis e tentar acabar com a raça deles. Neste jogo existem várias mudanças no jogo em relação ao primeiro, desde o mapa, o objetivo da missão vê-se de maneira diferente, os upgrades para as armas e até os objetivos para desbloquear mais perks para a personagem e para as armas são de maneira diferente. Gostei de algumas mudanças, o que não gostei foi o facto do mapa não ser tão útil e por vezes ao clicar para baixo para aparecer o objetivo para onde ir não assinalava.
A nível de gameplay o jogo é idêntico, com algumas melhorias nas melee kills em que tinha algumas variações na morte dos inimigos.

A história do primeiro já era boa e um pouco mais séria, neste Wolfenstein II consegue ser mais hilariante e com mais gozo sobre os nazis e notei que neste aqui eles são muito mais ridicularizados. Além disto o jogo tem coisas um pouco ridículas para a altura, 1961, eles fazem coisas impensáveis, como por exemplo os humanos já habitarem Venus, é que nem é Marte, é mesmo em Venus.
O jogo foca-se um pouco no passado de Blazkowicz e há lá uma parte do jogo, mesmo a meio, que muda completamente a história e fiquei mesmo de boca aberta com essa cena.

Agora quero ver se jogo os outros para ver se a história tem continuação.
 
Eu penso que não seja tanto uma questão de ser mais ou menos extenso.
É a falta de recompensa que existe, ao fazer essas sidemissions.
Na sua maioria é gear cosmético.

Por exemplo, agora estou a jogar o Ghost of Tsushima, e o contraste é gritante.
Não só temos personagens secundárias com um carisma brutal, como as side quests estão a valer a pena fazer.
Apesar de algumas também terem gear cosmético, a maioria dá recursos, novos armors, material que faz falta para os upgrades, etc.
Assim vale a pena.
O jogo a partir das 40h começou a aborrecer me.
Em todas as localidades a fórmula era a mesma e apesar da história e personagens diferentes a base era sempre a mesma.
Ranvdi - Localidade- Missões/saltar daqui para ali. Possivelmente guerra no final
 
O jogo a partir das 40h começou a aborrecer me.
Em todas as localidades a fórmula era a mesma e apesar da história e personagens diferentes a base era sempre a mesma.
Ranvdi - Localidade- Missões/saltar daqui para ali. Possivelmente guerra no final

Sim, não foi o melhor AC nesse aspecto.
A ideia foi boa, não fazer uma história linear com pequenas sagas.
Mas o problema é que não houve nenhuma saga que tivesse ficado na memória.
Para mim, o melhor final do jogo é quando acabas de matar todos os da Order of the Ancients.
Esse para mim, é o final do jogo.
 
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Timykin (PC - Gamepass) - 9/10

Por vezes existem jogos que nos surpreendem por surgirem de modo inesperado na nossa lista de títulos a descobrir, sem ter qualquer conhecimento prévio da sua existência e não existir qualquer expetativa sobre o que esperar.

Este foi, para mim, o caso de Timykin, um jogo que me estava a passar ao lado até pelo desinteresse que tive quando vi alguns streams de gameplay. Contudo, tendo pegado nele sem qualquer expetativa, tive uma excelente experiência e foi com muita satisfação um titulo terminado ao final de 8 horas que rapidamente subiu na minha tabela de jogos favoritos do ano.

Na sua essência, este é um jogo de plataformas em 3D que nos coloca na pele de um pequeno aventureiro minúsculo que tem de conseguir ultrapassar uma série de obstáculos em várias divisões de uma casa, de tamanho normal e onde tudo é um enorme desafio devido à diferença de tamanhos entre o personagem e as áreas de jogo. Para este desafio, Timykin tem a ajuda de pequenos "pinkmins" (chamo-os assim dada a semelhança) com poderes diferenciados entre si, seja a capacidade de fazer explodir coisas, construir escadas, gerar eletricidade, etc

Eu achei o jogo muito divertido, com uma jogabilidade muito sólida e com desafios muito bem integrados. Em termos de performance, está irrepreensível nuns fluídos 4k 120fps sem qualquer quebra e uma excelente qualidade de imagem cartoon com cores muito vibrantes.

O jogo é muito marcado pelos muitos colecionáveis em cada uma das divisões, mas que dão gosto apanhar, ate pelas potencialidades de fazer upgrade à capacidade de aumentar o voo e assim alcançar áreas mais altas que dão mais verticalidade ao jogo. Cada divisão da casa tem também desafios específicos a alcançar e a exploração é obrigatória neste jogo.

Talvez seja pela agradável surpresa e divertimento que este jogo me proporcionou, mas considero uma "prenda" do Gamepass que me apanhou completamente desprevenido, pela positiva.

Muito recomendado a quem goste de platformers.
 
Hitman Trilogy (PC Game Pass)
9+/10

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Adorei este jogo! É simplesmente um dos melhores jogos de stealth que já joguei. Aqui protagonizamos um assassino em que em cada missão temos 2 ou mais alvos a abater. Chegar perto do nosso alvo não é um problema, mas faze-lo de uma forma crua e à bruta resulta em sermos rapidamente caçados pelos seguranças antes de pudermos encontrar a saída. O jogo portanto requer que sejamos discretos, de preferencia não deixarmos qualquer rasto.

O jogo fornece-nos a partida muitas formas genéricas de abater os alvos. Mas o melhor do Hitman é que cada missão tem formas especificas de matar os alvos seguindo certos enredos que podemos escolher. Não quero lançar spoilers, mas o humor negro e a imaginação é prevalente no jogo inteiro.

A outra coisa fabulosa do jogo são os gráficos e os cenários dos vários lugares do mundo, o que ajuda na imersão. Num jogo de stealth, a imersão acrescenta uma outra dimensão ao jogo. Recomendo perderem algumas horas a dominarem os dois tutoriais do jogo (a do barco e a da base aérea) que explicam tudo o que é necessário para progredir no jogo. Altamente recomendado.
 
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Bom, este foi sem dúvida um dos jogos mais estranhos que joguei.
Personagens antopromórficas, galinhas detectives...
Andava pelo catálogo do plus, vi o trailer deste jogo e pensei.
"Epá, fiquei curioso, isto até pode ser interessante".

E não é que o jogo tem um excelente enredo, voice acting, banda sonora, e muito bom humor ?
Basicamente é um point and click, como algumas cenas de mais acção e adrenalina.
Não vou entrar muito em pormenores sobre a história.
Basicamente somos um policia, que já está mais a pensar na reforma, e na altura dos eventos do jogo, até estava suspenso de funções.Tudo começa quando somos contactados por uma empregada que nos pede para investigar umas mensagens ameaçadoras à sua patroa.

E a partir daqui, começa um enredo muito bem construido, com algumas reviravoltas, e sempre com aquele ambiente e referências noires, muito bem retratadas.
Visualmente ao inicio tornou-se um pouco estranho vermos figuras humanas, com cabeças de vários animais, mas rapidamente nos habituamos.
A gameplay consiste em irmos investigando locais, reunindo pistas, falando com as diferentes personagens, apanhando alguns collectibles. Temos também a oportunidade ir sabendo mais sobre a história da cidade de Clawville.
E até estes pequenos detalhes estão muito bem conseguidos.

O ponto alto do jogo são os interrogatórios policiais, e aqui de certa forma lembrei-me muito de LA Noire.
Temos um rating conforme a nossa prestação nos interrogatórios.
E cada personagem é diferente, temos várias perguntas para escolher e conforme a personalidade de cada personagem podem ou não ser as perguntas adequadas.
E isso é que vai determinar um interrogatório de 5 estrelas ou não.

Mas no fim, o enredo leva-nos sempre para a direcção certa, mesmo que alguns interrogatórios não tenham corrido tão bem.
Ou seja, não corremos o risco de acusar a pessoa errada pelo crime, de falharmos algum pormenor importante.
De haver a diferença entre acusar o verdadeiro culpado ou um inocente.

Foi aqui que o jogo falhou, faltou algum desafio, a possibilidade de finais diferentes, bons ou maus consoante o resultado dos interrogatórios.

Mas ainda assim, é supreendente como o enredo está muito bem escrito, fazendo-nos prender e ansiar pelo que acontece a seguir.
O excelente voice acting e banda sonora também ajudam.
Este, era outro daqueles jogos que me passava ao lado, e talvez esteja a aqui a grande vantagem dos serviços de subscrição, descobrir pérolas destas, noutras circunstâncias nunca jogariamos.
A casa do Rubenzito dá-lhe: 9/10.
 
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Last of Us - Part I (PS5) - 9/10

Last of Us é, para mim, um jogo especial. Ao longo dos anos, desde o seu lançamento em 2013, na PlayStation 3, fui passando o jogo algumas vezes, sendo um "ritual" obrigatório, sempre que o jogo ia tendo alguma melhoria visível (novos graus de dificuldade; lançamento da remasterização para a PS4; etc). É um jogo que conheço bastante bem e foi sem grande dúvida que quis estar presente no lançamento da versão PS5, mesmo com toda a polémica em torno do preço de lançamento.

Não me vou alongar muito no jogo em si, que basicamente é uma aventura emotiva e intensa, de sobrevivência de Joel e Ellie. A história é conhecida. O desfecho também e a sequela veio mais tarde ainda dar um enquadramento mais interessante a tudo o que se vivenciou na Parte 1. Nesta versão, nada muda. O DLC Left Behind, também aqui incluindo, ajuda a ter ainda mais enquadramento da história de Ellie e sem dúvida é um add-on que acrescenta conteúdo ao jogo e que vale bem a pena passar também.

Nesta análise centro-me nas melhorias específicas desta versão e sem dúvida, são tantos pequenos pormenores gráficos adicionados que é difícil destacar apenas um ou outro upgrade.

Basicamente, esta é a versão definitiva (na atualidade, tendo em conta que ainda irá sair a versão para PC) que tem uma apresentação gráfica verdadeitamente fantástica. O jogo está graficamente transformado, não de uma maneira radical, mas antes com um conjunto de subtilezas que o torna bastante mais realista. Seja nas animações faciais, na riqueza dos ambientes, no som tridimensional, na subtileza do uso do dualsense como componente imersiva, este é um jogo que ganhou uma nova vida e sem dúvida, apesar de conhecer bastante bem o jogo, vi pormenores que nunca tinha captado anteriormente, tal a riqueza e densidade das melhorias gráficas. Quando se acaba o jogo base, é possível desbloquear com conjunto de acessórios para Ellie e Joel, onde destaco as camisolas temáticas de jogos conhecidos publicados pela Sony e que são um pormenor bastante engraçado, já que estes novos acessórios ficam integrados nas personagens e dão assim um novo aspeto estético aos personagens.

Em suma, esta é uma versão que recomendo vivamente, pois está com uma enorme qualidade e para que aprecie Last of Us, é a melhor maneira de voltar a passar uma excelente aventura, agora, bastante mais realista e graficamente vívida

Recomendadíssimo
 
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