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Para onde caminha o GNU/Linux?

Discussão em 'Novidades GNU/Linux & *nix World' iniciada por esquiso, 26 de Maio de 2007. (Respostas: 229; Visualizações: 15252)

  1. esquiso

    esquiso Power Member

    Antes de começar com o tópico, vamos cortar o mal pela raiz: isto é uma adaptação de um tópico do HecKel no forum Programação da Techzone intitulado, obviamente, "Para onde caminha a programação". Pedi autorização ao user acima referido, e como ele não levantou problemas, avancei com a criação do dito.

    Ora bem, a pergunta que podem ver no título é suficientemente explicita. Para onde caminha o GNU/Linux?

    É cada vez mais frequente ver-se as ditas distros n00b-friendly. Distros que tem tudo out-of-the-box, que vem com todos os efeitos gráficos activados mesmo no Live CD/DVD, algumas com ambientes gráficos que pretendem até imitar windows, que querem evitar ao máximo o uso da consola. ou até mesmo esconder algumas das melhores funcionalidades do GNU/Linux.

    Começamos a ver cada vez mais documentação, uma user-base cada vez maior, mas se calhar um pouco dividida entre os seus enclaves (ou distros), até já se delira com os primeiros "virus para Linux", com o "Fim de Linux". Vemos cada vez mais pessoas a trabalhar nos kernels, a desenvolver apps, a trabalhar sobre as distros

    Vemos empresas como a Novell a fazer acordos com a Microsoft, acordos esses que são passiveis de ir contra a licensa GPL. Vemos distros a acabar e a começar com uma velocidade frenética. Por outro lado, as distros mais antigas continuam de pedra e cal, com a sua frevorosa massa associativa a crescer a bom ritmo.

    Vemos o Beryl/Compiz a competir com o Aero, vemos cada vez mais jogos, mais programas, mais hardware a ser suportado nativamente, vemos o dominio de Windows a ser ligeiramente diminuido de dia para dia.
    Vemos telemóveis com Linux, PDA's com Linux, cidades a mudarem os seus sistemas para Linux, vemos parlamentos a mudarem para Linux, computadores vendidos a nivel mundial a darem a opção Linux.

    E isto tudo, vai levar aonde? Como vai reagir o "mercado" das distros a este aumento excepcional? Vai haver uma especie de selecção natural? Quem vai conseguir prosperar no meio de tanta concorrencia?
    E as distros mais antigas, como vão ficar? Manter a sua filosofia, como fazem à uma decada, ou adaptarem-se aos novos tempos, numa tentativa de aumentar a sua fan-base?
    E a nível de software? E a nivel de hardware? Será que as houses vão acordar para o Linux?
     
  2. ruimoura

    ruimoura Power Member

    Houses de software só avançam para linux quando acharem que ganham alguma coisa com isso. Para Mac já tens praticamente tudo, e o número de utilizadores já começa a ser significativo. É tudo uma questão financeira. A Adobe só faria uma versão do photoshop para linux se acha-se que ia vender número suficiente de licenças que desse para ter bom lucro. Eles nos Mac têm um mercado brutal, porque é "moda" os designers usarem Macs como máquinas de trabalho.
    Foi só um exemplo, mas deu para perceber a minha ideia.

    A nível de hardware, a coisa está muito boa, já neste momento, e até já temos a Dell a configurar pc's de raíz com o ubuntu, onde tudo funciona já vindo da loja (é como se fosse um laptop que já vem com o windows instalado ou como os macs). Se mais marcas começarem a seguir os passos da Dell, o Linux dava um passo brutal. A ver vamos ...
     
  3. APLinhares

    APLinhares OpenSource Moderator
    Staff Member

    A vida económica está cada vez mais dificil, o Vista caro (lol) e as medidas contra a pirataria aumentam (o que é perfeitamente compreensível, quem quer "perder" dinheiro), o que leva cada vez mais a procurar soluções baratas, porque não gratuitas. E com a tag de gratuito muito vêm para o Gnu/Linux.

    Felizmente, como referido, as distribuições vêm melhor preparadas para o novo utilizador, cada vez mais automatismo. O que acho muito bem.
    Nesta cativação, é cada vez mais notório que beryl/compiz são um bom impulsionador, um dos pontos porque os utilizadores tentam estes sistemas. O crescente interesse leva a maior popularidade, a maior criatividade e com isso ganham todos os utilizadores.
    A meu ver, o projecto inicial do Aero foi o impulsionador do beryl/compiz, e a sua liberdade permitiu a espectacularidade que hoje vemos. (não esquecendo a estabilidade, a segurança ...)

    A maior divulgação, a melhor aceitação leva também os fabricantes a "abrir as pestanas" e a aceitar lentamente o universo gnu/linux (apesar de alguns ainda manterem pé-firme). Nao esqueçamos que aqui não são precisas licenças para explorar o código, como nas soluções microsoft.
    O mercado do jogos, como já referido muitas das vezes, apenas ataca nas soluções mais populares (compreensivel, pois é maior a probabilidade de lucrar), e plataformas que já estão habituadas. Talvez esta nunca seja uma plataforma para jogos.

    Mas para trabalho será sempre uma solução estável, versátil, sem manutenção, segura. E cada vez mais, todos os dias surgem novas soluções, novos tipos de software. Agora aqui, acontece algo que, ao meu ver, me revolta um pouco. Em vez de "unir" esforço (julgo que seria, para mim, esse o objectivo do opensource, além do codigo livre), ve-se soluções semelhantes aqui e acolá, e mais noutro lado. nao seria mais fácil conciliarem e criarem uma solução mais perfeita e unificada? Concordo com liberdade de código mas...

    SofwareHouses é 1 ponto complicado. Como sabemos, a esmagadora maioria das soluções para gnu/linux sao gratuitas, mas têm custos. Ninguém trabalha de borla ne? e há gastos e despesas para pagar, equipamento para manter. Talvez se o mercado continuar a evoluir exponencialmente, se torne 1 mercado alternativa para as mesmas.

    Relativamente às distros, as antigas serão sempre os pilares, e sempre a base para o crescente número de derivados, de escolhas, de personalizações. Mas a evolução poderá trazer novidades, qui ça....
     
    Última edição: 27 de Maio de 2007
  4. nothing

    nothing Power Member

    O Linux só não pega mais para uso caseiro por 2 motivos:
    - falta de publicidade;
    - fraco catálogo a nível de jogos, que é uma das principais razões pelas quais as pessoas compram um pc;

    Em vez de se apostar em campanhas que denigrem o Windows, deviam apostar mais em campanhas que realcem as qualidades do Linux e mostrem às pessoas que podem fazer quase tudo o que fazem no Windows em Linux. Mostrar coisas como Beryl, como o OpenOffice e mesmo o Wine por exemplo.
     
  5. El_UnO

    El_UnO 1st Folding then Sex

    Mas que belo tópico...faço só quote a esta parte porque é onde estão as perguntas mais relevantes, mas o teu post dava para um belo discurso :)

    Eu não concordo com esse prisma da selecção, pela simples razão que não estamos a falar de uma empresa que desenvolve "as suas coisas" rivalizando com outras. No mundo do software livre, se um ganha ganhamos todos, sendo que o dominante ganha mais um bocadinho :P

    Hoje, os SOs da Microsoft dominam o mercado dos desktops e não vejo nem a malta do Debian nem do Slackware (tomando os casos extremos :D ) importarem-se em "conquistar". Imagino a preocupação que devem ter se surgir alguma distro de linux mais popular, quando eles também vão ganhar com isso.

    Sim, vão manter cada um a sua filosofia. Há espaço para todas as filosofias e maneiras de abordar os problemas e nunca haverá um SO que satisfaça toda a gente. A Microsoft mantém essa ilusão, resta saber por quanto tempo mais...

    A nível de hardware, espero eu que as empresas comecem a dar mais suporte ao Linux ou ao menos não terem tanto medo de divulgar "trade secrets" ao darem as especificações a quem está disposto a desenvolver drivers. Mas o que seria mesmo, mas mesmo crítico seria as software houses fazerem software portável para Linux. Sejamos realistas: as pessoas querem um SO para correr aplicações. Enquanto chegarem ás lojas e as prateleiras estiverem cheias de software para windows, vão preferir o windows...

    E o Linux veio mesmo para ficar e vai crescer ainda mais...veremos até onde :)
     
  6. kidloco

    kidloco Power Member

    :lol: Achas mesmo que a malta faz design no Mac porque é moda ? :joker:

    Se não me engano, o Freehand só apareceu para Windows na versão 7, e o Photoshop na versão 2.5. Já agora, o TrueType foi inventado pela Apple ;)

    Design quando entrou no mundo dos computadores, foi através do Mac. Não existia windows na altura e até surgir uma alternativa viável (win NT/2000) ainda demorou. Portanto, Design e Mac sempre viveram juntos (na era da informática)... não é moda nenhuma.
     
    Última edição: 27 de Maio de 2007
  7. APLinhares

    APLinhares OpenSource Moderator
    Staff Member

    Gd verdade, de facto. Lá está, Mac sempre foi conhecido com 1 plataforma estável e produtiva. Gnu/Linux só há mto pouco tempo se começou a mostrar... (e gratuito nao tem de ser perfeito, se percebem).
     
  8. esquiso

    esquiso Power Member

    @ nothing

    Campanhas do Linux a denegrir Windows? Ou não será mais ao contrario? ;)

    @El_Uno

    Obrigado :)

    O prisma de selecção pode não ser muito apetecivel, mas acontece. É frequente acabarem distros que simplesmente não prestam. Facilmente compravas isso a olhar para aqui.

    A MS consegue de facto agradar a muita gente, apenas porque essas pessoas não sabem que existem alternativas. Ou até sabem, mas tem uma ideia errada. Pobres coitados. :D

    --

    O crescimento do Linux nestes ultimos tempos tem sido espetacular. Pode-se dizer que graças a distros como Ubuntu, Fedora e OpenSUSE (principalmente Ubuntu, com o shipit) Linux tem conquistado mais e mais mercado no desktop. Lentamente, mas a um ritmo de crescimento sustentado.
     
  9. nothing

    nothing Power Member

    Sim, também. Mas o problema é que a nível de user base o Windows leva vantagem sobre Linux. A MS é esperta ao fazer essa campanha pois sabe que o target a que se dirige é bem capaz de, na sua maioria, acreditar seja por medo seja por desconfiança.
     
  10. DustRider

    DustRider Power Member

    A meu ver para o Linux vencer nos desktops têm que avançar mto mais, eu gosto da filosofia do open-source mas existem coisas no Linux que stressam um utilizador que quer uma boa alternativa ao Windows.., o firefox é hj um dos browsers mais populares e é com gosto que vejo as distros normais o incluirem, mas o mau é que não existem excelentes alternativas com o resto dos outros programas...

    O open-source tem pernas para andar, e se der bem as cartas vai conseguir conquistar um publico alvo especifico que quer algo simples, funcional, leve , e acima de tudo..gratuito

    Vou apontar aqui uma parte de coisas normais que vejo nos forums, os users querem melhor suporte a hardware "out of the box", querem ter boas alternativas a programas que usam, até uma coisa simples e de conveniência como ter suporte a botões extra do rato faziam a diferença! (como vi alguem a reportar). Por acaso lembram-se daquela parte do Vista em que carregando F2 para renomear um ficheiro ele automaticamente selecciona só a parte do texto para mudar e não a extenção? Pois no Ubuntu isso ja está implementado, coisas que facilitem a vida, é isso que precisamos.

    Eu gostava sinceramente de ver o Linux a vingar, mas tem que fazer as coisas diferentes e para melhor.
     
  11. Rallyus

    Rallyus Power Member

    Já agora aproveito para deixar aqui o ponto de vista de um noob em Linux.


    Para mim é muito bom que haja uma grande variedade de distros, liberdade de escolha é sempre muito bom! Ninguém me garante que se houvesse uma ou duas Distros enormemente dominantes, que não se chegaria ao ponto em que as coisas estão com o Windows...


    Para Linux crescer, o principal é mesmo suporte a hardware! E aqui é que o Windows leva vantagem! Alguém que não percebe do assunto e que um dia instala uma distribuição de Linux no seu desktop ou portátil, vê-se muitas vezes "grego" para meter o seu hardware todo a funcionar, e quando vai a uma loja comprar hardware repara que as marcas só disponibilizam drivers para Windows... muito mau!

    A escolha de software em Linux está a meu ver muito boa! Só falta (lá está) mais compatibilidade com Hardware que cada vez mais faz parte do nosso dia a dia :

    -PDA's
    -Telemóveis
    -Camaras de Filmar, Fotográficas etc

    Isto a meu ver está muito atrás em LINUX, e nem toco nas tão afamadas placas 3G/HSDPA! Que raio falta para uma distro vir de raiz preparada para se ligar uma placa destas? Eu só não uso Linux a 100% porque não consigo meter estas placas a funcionar, e não há Tutorial que me valha! Há "paredes" instransponiveis actualmente que ferem em muito a usabilidade de Linux.
     
  12. Romani48

    Romani48 Power Member

    Gostei bastante do post.

    Agora a minha opinião:

    O caminho do GNU/Linux não está definido a meu ver.
    O seu futuro é feito daquilo que nós, utilizadores, e eles, os produtores, quiserem fazer. Se por um lado ninguem apostar na valorização do Linux, na sua expansão, na criação de basaes ainda mais definidas, certos padrões, como tentar uniformizar conceitos como as instalações, para tornar ainda mais (citando o que vem no teu texto) "n00b-fiendly", este será sempre o que é neste momento (não literalmente): a 1ª escolha para servidores, um sistema para os que procuram low-cost-for-office e os "geeks" (também não literalmente) que procuram descobrir um novo sistema, deixando de lado todos aqueles que pensam um computador como Windows, fazendo citações como eu já ouvi:
    :rolleyes:

    É certo que isto não é 100% certo, mas infelizmente na maioria dos casos é a verdade.



    Porém não é isso que estamos a assistir! Felizmente, os ditos "Criadores" de distros, estão a ter em conta outros mercados! Cada vez mais o Linux entra por nossa casa! Por exemplo é sem duvida uma optima solução para um Media Center!

    Outros paradigmas são o exemplo dos telemoveis e pocket PC, para os quais estão a ser desenvolvidos "Linux'ezes". E que mais poderiamos nós querer se não um produto gratuito e que faz exactamente o que nós queremos e nada mais do que isso!

    O facto é que há certas áreas em que este não pode (ainda) combater!
    Jogos por exemplo (se calhar o unico?), onde mesmo Mac ainda não tem uma palavra (forte, não estando assim a dizer que não tem palavra) a dizer. Neste "mercado" a hegemonia pertence ao Windows.

    A unica forma de isto ser ultrapassado é que o Windows também seja ultrapassado, que o Linux se expanda acima dos valores que o Windows detinha, assim as produtoras de jogo passariam a apostar em Linux, e decerto que estas não se importariam, pois não teriam de gastar dinheiro em licensas para obter todos as ferramentas que necessitam para criar jogos para Windows.

    Se calhar é este o ponto em que o Linux perde a oportunidade de chegar a ainda um maior numero de "familias"..


    Outra coisa que o Linux tem é que tem muitas identidades (distros/Ambientes gráficos), isto é bom, porque cada um pode escolher o que quer da forma que quer, para o fim que quer.
    Mas isto é não é bom?
    É, mas porém faz que se perda mais uma oportunidade de expandir se! Porquê? Vejamos aqui no forum... Quantas e quantas threads não são abertas perguntando - que distro usar, que ambiente é o melhor?

    A verdade é que é muita escolha para tão pouca informação (obtida pela maioria). Ou seja, para aqueles que conhecem o Linux, que sabem como se rege, as suas origens e finalidades, sabe o que escolher (é quase como ir comprar fruta, ou pão! Têm muitos, mas qual deles eu quero?

    Talvez devesse haver um conjunto de informações pré definidas para determinados grupos, tirando assim logo as primeiras dúvidas.

    Por tanto havia de se fazer mais publicidade, Linux ainda tem muitas possibilidades para serem descobertas, falta é uma forma de dar a conhecer a mais pessoas.

    Eu por exemplo gostava que viessem á minha escola debater sobre o caso, mas também não posso esperar muito daquele escola por tanto :P

    Enfim fiquem bem
     
  13. ruimoura

    ruimoura Power Member

    Uma moda é uma moda. É como a moda dos ipods. Tu num pc podes fazer tudo o que fazes num Mac, e ainda muito mais. É uma moda. Sei muito bem o que estou a dizer. Um estúdio cheio de macs ou um estúdio cheio de pc's, os pc's ficam muito mais baratos, e faz-se o mesmo trabalho, porque tens o mesmo software para as duas plataformas. Então, porquê escolher os Macs? Porque é moda. É um mito. Designer que é designer tem que ter um Mac. É como ter um ipod. Dá estilo. Nada mais ... Repito, sei muito bem o que estou a dizer.

    E não me venham com essa treta das datas e não sei que mais, que eu bem sei quem anda cá primeiro ou não ...

    As pessoas querem plataformas estáveis para trabalhar ... Então porque é que raio a Adobe não lança os seus produtos para Linux? Mais estável é impossível ... No entanto, o único produto da Adobe portado para linux é o acrobat reader (e o flash player, vá ...).

    E porque é que eles não lançam uma versão para Linux? Porque, regra geral, o pessoal do linux tem na **** da cabeça que tem tudo que ser código aberto e tudo gratuito. Ora, isso não casa com lucro. E a Adobe só vai lançar protudos pagos para linux se souber que vai tirar lucro.

    Estou a falar da Adobe, mas serve para tudo o resto. Simplesmente são os produtos que uso mais. Na univ temos um estúdio apinhado de imacs, cheios de software pirata, para o pessoal trabalhar. Não tinha sido mais barato comprar uns pc's, que ficavam em metade do preço, e já tinham dinheiro para as licenças de software? É o que digo ... mac é uma moda, é para dar estilo ...
     
    Última edição: 27 de Maio de 2007
  14. esquiso

    esquiso Power Member

    A variedade é boa, o facto de haver "despedicio" de recursos atravez da existensia de muitas distros, a meu ver, é má.

    A culpa de não haver drivers é das empresas parvas e dos lobis instaurados. Sim, lobis :)
    Os users não podem fazer drivers partindo praticamente do 0, só com reverse engineer; ou pelo menos, constantemente

    Em relação ao software out-of-the box, gostava de saber o que é que Windows detecta out-of-the box? Discos IDE? Que giro, Linux também. GPU's? Sim, com resoluções de 15" num monitor de 19". Para isso, tenho os vesa, que ainda fazem 1100 x qualquer coisa. Wireless? Pouco coisa, ou nenhuma, da experiencia que tenho. Ubuntu 7.04 detectou-me o wireless assim do nada.
    Resumindo, queixam-se do out-of-the-box do Linux, mas em Windows, tb andam a instalar drivers e drivers com reboots e reboots.
    E reparem na diferença. Muita gente não quer meio suporte out-of-the-box em Linux, quer completo!

    @ ruimoura

    Nem o flash. Podiam fazer um portzito para 64 bits, mas qual que? Uma pessoa tem que andar às voltas com nsplugginwrapper e o diabo a 4. Malditos.
     
    Última edição: 27 de Maio de 2007
  15. kidloco

    kidloco Power Member

    Não, não é moda. E não vou bater nesta tecla para não desviar o tópico.

    E já agora, os pcs não são metade do preço de um mac... vê se te informas melhor sff.
     
  16. ruimoura

    ruimoura Power Member

    Peço desculpa pelo offtopic:

    Um bom pc, com um bom monitor, actual, fica-te por cerca de 900€. Um imac, com o mesmo tamanho de monitor (20') custa 1500€.
    São 600€ de diferença. Dá para pagar uma licença de photoshop. É fazer as contas. Tudo bem que os Mac vêm com algum software, mas o software que vem não dá para trabalhar, e é disso que estamos a falar. Mas é melhor ter um imac, e depois ter o photoshop pirata ... São opções. São modas. Mac é um estilo. É uma moda. Se não entendes é porque não estás mesmo a ver minimamente do que estás a falar ...

    Ps: não estou com isto a querer dizer que os macs são máquinas más. Muito pelo contrário. Só tenho a dizer maravilhas deles, mas que há o mito dos Macs disso não tenho a menor dúvida, porque já vi isso acontecer várias vezes.
     
    Última edição: 27 de Maio de 2007
  17. grafo

    grafo Folding Member

    ele queria dizer que agora como vai sair um novo mac os outros tão a preço de agua: 900 euros se nao me engano.
    eis o que penso sobre o tópico:
    Se o linux quer sobreviver é preciso ser mais fundamentalista relativamente a filosofia com o qual foi criado, não se pode deixar estático às mudanças que tem vindo a sofrer. Acho que o seu futuro passa por ser totalmente opensource (o sistema operativo, drivers, e isso, não obrigatoriamente os outros programas), o que o levaria a ser um sistema actual e estável.
    No entanto, este passo não é, na minha opinião, o mais importante a tomar. O linux sem standards - eu sei que já existem, mas quase que nem chegam a ser usados - nunca vai poder combater o windows ou o macOS, pois estes sao feitos dentro de uma empresa, por um grupo restrito de pessoas. Daqui a uns bons anos acho que o linux deve acabar por se unificar (embora este procedimento possa ser considerado contra a sua ideologia) e, aí sim, é provável que faça frente aos OSs comerciais e que as empresas de software comecem a dar alguma atenção ao linux.
     
    Última edição: 27 de Maio de 2007
  18. uterrorista

    uterrorista Suspenso

    Concordo perfeitamente!!! Por exemplo, conheço um jovem que ainda está no 12º ano e está numa àrea virada para o Web-Design e já tem o seu Mac. Eu pergunto-me porquê? Eu aposto que ele nem deve perceber muito de PCs.
     
  19. kidloco

    kidloco Power Member

    Claro que não percebo... estou a falar só por falar. Aliás, sou Designer de profissão mas ao que parece, não sei do que estou a falar. Incrível como consegues dizer que design+mac é moda, quando ambos já coexistem há 20 anos. É que se ainda não percebeste, o design (digital, ou seja, como o ocnheces hoje em dia) cresceu com o mac.
     
  20. andré ferrari

    andré ferrari Colaborador
    Staff Member

    Não podia deixar de fazer este quote antes de avançar para o tópico. É sem dúvido dos mitos mais alimentados de sempre. É falso. O windows não detecta out-of-the-box. Simplesmente muitos computadores novos vem com pré-instalações (ou partições "per se") que fazem tudo funcionar com next -> next -> next. Agora eu lanço o desafio, peguem num cd do windows (exemplo XP) e coloquem num portátil à vossa escolha ou num computador de mesa (a.k.a desktop) e com os mais variados componentes digam-me o que é que é detectado out-of-the-box. Ah pois, bem me parecia. Tudo bem, que para instalar os drivers estes são facilmente encontrados na página do fabricante (maioritariamente) mas isso não impede a obrigação de os instalar e reboots excessivos.

    Na minha modesta opinião as distros a sobreviver serão as que contam com maior comunidade, maior documentação e as pagas. Quanto à filosofia acredito piamente que esta não mudará, lembro-me agora do exemplo de Debian, certamente não mudou até agora, não vai mudar.
    A nível de software e suporte hardware temos assistido a um aumento bastante significativo nesse aspecto. Onde isso se fará notar mais, seria no mercado laptop/ notebook. Uma excelente medida seria empresas de renome como a Dell seguirem o seu exemplo. "Lá vem mais um falar da Dell etc etc". Mas é verdade, a Dell teve "the gutts" para fazer algo que outras não tiveram até agora. E porquê? A questão dos lobis. Felizmente aqui não levou a sua avante, e vamos poder contar (espero eu) com mais distribuições Linux pré-instaladas em várias máquinas. E se assim acontecer com mais marcas, perde-se o mito, "ah o windows detecta tudo out-of-the-box, porque aqui sim, teremos "fully" suporte.

    ;) Linux go ahead!!
     

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