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Report: PC, X360 Dominate Game Development

Discussão em 'Jogos - Discussão Geral' iniciada por Pure Anarchy, 13 de Agosto de 2008. (Respostas: 13; Visualizações: 1053)

  1. Pure Anarchy

    Pure Anarchy Moderador
    Staff Member

    Fonte

    Evitem discussões sobre qual das plataformas é melhor ou os típicos comentários sobre a pirataria e a morte do PC. É um estudo interessante e não um tema para incitar flames.
     
    Última edição: 13 de Agosto de 2008
  2. Shiriu

    Shiriu Power Member

    Quem diz que o PC está a morrer é simplesmente ignorante e mal sabe da grande explosão de crescimento que está a acontecer nos serviços digitais, subscrição, micro-transacções e o super crescimento do mercado asiático continental (que é maior do que o Japão e é completamente dominado pelo PC).
     
  3. super nada

    super nada Power Member

    PC gaming a morrer?
    PS3 consola do futuro?
     
  4. I_Eat_All

    I_Eat_All Plasma Beam!

    Developers americanas :nonono2:

    Portáteis em particular, 16%? é dos melhores sitios para começar com orçamentos baixos, e neste momento, dos maior mercados vigentes, enquanto as consolas caseiras desta geração não apanham (se apanharem) além de requererem menos recursos. Qual a duvida?

    Ainda temos muitas developers que olham para isso como fazer coisas menores... e claro, ao fazerem e com essa mentalidade... saem coisas menores! vê-se o diferencial de qualidade deles face aos japoneses nessas plataformas.

    Esta falta de posicionamento estratégico é o que impede muitas empresas de americanas de crescerem e serem relevantes todas as gerações de consolas como as Japonesas, é que para isso é preciso estar no momento certo à hora certa... Não seguir tendências já mais que estabelecidas cavalgando ondas "se eles fazem também fazemos, siga todos atrás do mesmo"... Ou pior ainda ignorarem-se e ir numa de clubismos elitistas que se contentam com mercados de nicho (mesmo que grandes, o mercado da blizzard é um enorme nicho... mas faziam mais que bem em expandirem além dele, e além dos PC's, por exemplo). Enfim.
     
  5. Shiriu

    Shiriu Power Member

    Pare quem está interessado, o breakdown dos jogos desenvolvidos por plataforma fica assim:

    70% são para PC

    31% são para X360
    28% são para Web (ou seja, praticamente para PC)
    25% são para PS3

    18% são para Wii
    16% são para DS/PSP
    15% são para PS2
     
  6. super nada

    super nada Power Member

    Em plataformas next-gen as software houses americanas e mesmo europeis ultrapassaram os japoneses.
     
  7. I_Eat_All

    I_Eat_All Plasma Beam!

    Relativo. Estão a ter resultados mais rápido e tens um mercado aparentemente guiado por FPS's nas duas HD... um género que os japoneses não fazem. Mas tirando FPS's third person e um ou outro titulo de maior relevo third party (Oblivion, CoD4, GTA4 e Bioshock, sendo que o Bioshock teve um exclusivity agreement pelo meio) quem está a guiar o mercado? Não é preciso serem títulos que já saíram sequer, mas os que prometem e têm maior antecipação.

    Third party para a PS3 foi sem duvida o Metal Gear Solid 4... Na X360 também tens empresas como a Capcom, IMO, a guiar a plataforma. GTA4 para mim é o que se destaca nos Americanos.

    De resto depois tens empresas Japonesas a investir imenso, tipo a Square-Enix, provavelmente o maior orçamento em consolas HD, e das que entrou com ele em produção há mais anos... mas ainda não lançou nenhum dos titulos do line-up para nenhuma HD, logo ainda não pode fazer recoup. Quem diz esses diz outros. Os Japoneses nas HD's estão a ter ciclos de desenvolvimento grandes... mas ainda representam grande parte dos maiores IP's da industria, logo os mais esperados, e os que guiam o mercado. Isso também requer outra gestão estratégica dos mesmos, que devo dizer que os Japoneses, tirando casos sonantes, tendem a ter.

    E no que toca à next gen que já tem mais userbase na América, não dominam concerteza no que toca a jogos que guiam a plataforma, e deviam. Se alguma coisa devo dizer que é o fenómeno DS... Pode vender o que vender, mas ainda assim olhamos para ali e tem 16% de suporte das software houses americanas. Um dia a estratégia delimitada por eles pode acertar e tá bom, não mexe nem faz ajustes, mas o meu ponto é que é muito pouco versátil e um bocado em tunel. Já na geração passada, muitas apostaram na Xbox 1, e lá ficaram até ao fim da geração enquanto que a PS2 dominava e com sorte recebia adaptações rascas. (FPS's especialmente) É a isso que me refiro, eles são lentos demais a saltar em carruagens, quando as coisas não correm exactamente como delimitaram, e se saltam, como demoraram muito tempo, fazem menos impacto. Com excepções feitas a EA, Activision, THQ e afins, que vão a tudo o que mexe e desde os lançamentos (e só assim podem ser o que são, e chegaram onde chegaram)
     
    Última edição: 13 de Agosto de 2008
  8. Pure Anarchy

    Pure Anarchy Moderador
    Staff Member

    16% não quer dizer que haja poucos jogos, simplesmente que as equipas que produzem jogos para as portáteis são de dimensões bastante mais reduzidas, o que é evidente. Até vem no artigo a dizer isso.

    As empresas europeias e americanas são tão importantes para a indústria como as japonesas, na minha opinião ainda mais. Se formos a ver, as produtoras japonesas são bastante mais limitadas em variedade de géneros que as outras, e à excepção da Capcom, Sega e Nintendo, continuam a apostar no mesmo tipo de jogos que sempre têm feito - a Sega passou uma fase difícil mas ultimamente tem voltado a arriscar, a Konami limita-se a espremer os franchises -, mantendo os métodos tradicionais. Esta geração pouco se têm feito notar (a não ser as produtoras acima referidas), principalmente porque não estavam a contar com o sucesso da Wii nem com os fracos resultados da PS3, e por isso é que a maioria ainda continua num ímpasse. Não se trata dos longos ciclos de desenvolvimento dos seus jogos, mas sim das dificuldades que têm tido por não estarem habituadas a um mercado tão competitivo.

    Na realidade, as produtoras ocidentais têm sido as que mais investem e perseguem novas alternativas. Está certo que sempre que saiem jogos que têm imenso sucesso, vemos várias apostas no mesmo sentido, mas isso não invalida o facto de termos muito mais variedade e jogos ambiciosos vindos destas hoje em dia.

    Não percebo porque é que a Blizzard há-de "expandir" o seu mercado para as consolas, quando são das empresas mais lucrativas e de sucesso na indústria. Sempre foram dedicadas aos PCs como plataforma principal, lá por não se poderem considerar uma "produtora interna" e assim justificarem o investimento apenas numa plataforma (como os estúdios da Nintendo ou da SCE), não significa que tenham de investir em todas. Cada plataforma tem as suas principais produtoras, e é importante que isso se mantenha.

    Como já disse, o investimento das produtoras japonesas não se tem vindo a notar nesta geração, mas não se trata apenas de terem longos ciclos de desenvolvimento, mas sim de não estarem à espera da situação actual do mercado. Por alguma coisa temos produtoras como a Capcom e Square-Enix a apostarem muito mais em jogos multiplataforma neste momento, quando anteriormente se concentravam mais apenas numa única consola. A Capcom foi especialmente rápida a adaptar-se e realmente tem sido uma produtora excepcional durante esta geração, mas o mesmo não se pode dizer das outras.

    Volto a dizer que considero as produtoras ocidentais muito mais versáteis que as orientais, e muito mais dispostas a arriscar. A situação que descreves entre a Xbox e a PS2 é exactamente o contrário, o que geralmente víamos era ports para PC e Xbox da versão PS2, apesar da clara superioridade que estas tinham a nível técnico sobre a PS2. A influência das produtoras japonesas notou-se muito mais no mercado das consolas enquanto a Microsoft não apareceu, e foi a partir desta altura que vimos muitas produtoras ocidentais a investirem mais no mercado. Embora muitos critiquem a Microsoft, é evidente que ajudaram bastante a expandi-lo, tal como a Sony, Nintendo e Sega já fizeram, cada uma de forma diferente; ajudarem a diminuir o buraco que havia entre os PCs e as consolas, aliciando mais produtoras a investirem nas consolas. Digam o que disseram, esta geração é provavelmente a mais competitiva de sempre e só veio ajudar a indústria. Tanto as consolas como os PCs estão de boa saúde, e são plataformas igualmente viáveis, não estando dependentes do investimento de produtora x ou y para se manterem no mercado.
     
    Última edição: 14 de Agosto de 2008
  9. I_Eat_All

    I_Eat_All Plasma Beam!

    Não, mas reflete de alguma forma o foco e importancia que as developers americanas lhes dão... que é ridiculamente baixo.

    Vais a um top de melhores jogos DS, e no top 10 vês um jogo americano, o primeiro Tony hawk da vicarious visions (em cel shading) se é que não foi expulso no último ano com tanto jogo bom a sair.

    Basta olhar para o panorama de lançamentos deles... Tirando um ou outro é ridiculo. Especialmente por parte das pequenas developers. Facto é que a consola podia vender 200 milhões e eles não mudavam de rumo, ou se mudavam iam tarde.
    Não vejo assim uma diferença tão grande entre Americanos e Japoneses, mas se formos por aí... as developers de FPS's tão sempre a fazer FPS's (bom e neste momento a industria Americana toda), os que faziam o morrowmind estão a fazer jogos semelhantes (Oblivion), os que faziam o Kotor estão a fazer (Mass Effect)... etc.

    E claro se olhamos para a Konami como a empresa que todos os anos faz um DDR e um PES, e a EA? (E a activision pondo DDR frente a um Guitar Hero)

    Não vejo uma maior limitação se queres que diga, vejo é exploração de generos/estilos diferentes.
    Então porque é que consecutivamente se dão ao luxo de ignorar as plataformas que mais vendem? ;)

    Que eles investem sei eu, e se calhar até fiz um erro simples de paralelismo na comparação... Falham em não ser como a EA, Activision e THQ. São empresas que andam na delas e a sua estratégia corporativa passa por aí. A DS ou a Wii terem sucesso, ou a PS2 há uns anos? não as afecta se não as suportarem, e assim continuam. Isso é falta de visão. E se alguma coisa, razão pela qual os Japoneses guiaram a PS2.

    Mas porque é que disse como os Japoneses e não como a EA, Activision e THQ... porque não considero que sejam empresas que guiem o mercado, ou pelo menos não guiavam há uns tempos (EA tá a ficar com uma ideias originais, Activision com o Guitar Hero foi pioneira, e THQ também tem umas luzes), mas na PS2... lançavam os jogos anuais delas e pouco mais. Capitalizavam nos mercados, mas não os guiavam.
    A Blizzard não representa os PC's, logo ao contrario da SCE e Nintendo não tem obrigações algumas perante a plataforma (dito isto a SCE ocasionalmente lança alguns jogos no PC, MMORPG's), e se alguma coisa, a blizzard perdeu a tradição das consolas (lembras-te dos Lost Vikings?) Nunca deviam ter perdido, é esse o meu ponto quando falei deles em especifico.

    A manterem-na podiam estar a ganhar dinheiro desse mercado hoje. Está certo que a developer de PC mais lucrativa... mas podiam lucrar ainda mais. Eles têm tentado... erros colossais como o Starcraft Ghost (erro, por não ter saido) e parece que agora com a fusão vão entrar... Mas o erro não é esse... é terem saído. O mercado das consolas nunca deu ares de abrandar.
     
  10. Pure Anarchy

    Pure Anarchy Moderador
    Staff Member

    Mas tens de ver que nem todas as produtoras pretendem investir nas portáteis. É certo que podem lucrar com isso, mas ainda assim cada uma tem os seus objectivos, e se isso não passa por investir em portáteis é uma decisão deles.

    Eu nem referi jogos em específico, mas se formos a ver, as produtoras japonesas continuam a apostar nos mesmos géneros de sempre (generalização claro, temos o caso da Capcom que tem investido imenso em novos IPs). Shooters, jogos de estratégia, desporto (neste aspecto a Konami ainda investe, mas deve ser das poucas), corridas (temos a PD, de resto nem vê-los) simulações, aventura (refiro-me a aventuras tradicionais), entre outros, praticamente não se vê. Continuam a fazer o que sempre fizeram, não se expandiram para outros géneros. Até a nível de JRPGs, que é provavelmente o género mais popular, pouca inovação se vê, e quando isso acontece, muitas vezes é vista de lado. Isso também se aplica a algumas produtoras ocidentais claro, mas vemos grandes apostas em jogos como Spore, LBP ou Portal, para além de realmente haver evolução nos géneros existentes. Já a nível das produtoras japonesas, as poucas apostas que há acabam por não ser devidamente suportadas, como é o caso do Okami e Katamari Damacy.

    Quais são as plataformas que mais vendem que são ignoradas? Referes-te à Wii e DS? As produtoras continuam a investir na Wii, simplesmente para a maioria não é uma plataforma que tenha tanto interesse devido às limitações técnicas pois a maior parte dos recursos estão concentrados nas versões PC/X360/PS3, e uma versão Wii de jeito obriga a terem equipas específicas para tratarem dessa versão, a não ser que queiram levar com um port da PS2 como tantas fazem. Não digo que seja justo, simplesmente é o que se tem verificado, e eles lá tem as suas razões para isso.

    Relativamente à DS, isso foi um erro generalizado, as produtoras japonesas também não a suportaram decentemente no início, principalmente por terem sido surpreendidas pelo sucesso da mesma. Mas como já disse, não apostarem em determinada plataforma não indica necessariamente que seja por "burrice", muitas vezes são decisões que se prendem com outros factores que podemos ou não ter conhecimento. Se as decisões são correctas ou não, não me cabe a mim avaliar, simplesmente não considero que isso as torne inferiores. As produtoras japonesas também pouco investem nos PCs, e não é por isso que deixam de ter qualidade.

    Tal como disse, em termos de IPs, acabam por ser as produtoras ocidentais a guiarem o mercado no geral, ainda que a diferença não seja enorme. Apesar de franchises como RE, FF, Mario, Zelda, GT, DMC, MGS e afins continuarem a ter a mesma importância de sempre, são em menor número e não se podem considerar "superiores" aos IPs das produtoras ocidentais, como é o caso de Half-Life, Halo, GTA, Starcraft, Fallout, Diablo, Sims, Gears of War, entre outros, quer em termos de influência, quer em termos de sucesso comercial. Simplesmente essa distinção que referes não se verifica, não há uma clara liderança, temos várias produtoras que guiam o mercado de formas diferentes com os seus jogos, não havendo nenhuma produtora que possa ditar o sucesso ou fracasso de uma determinada plataforma. No geral, as produtoras ocidentais têm maior domínio do mercado, apenas isso.

    Claro, foi isso que disse, mas não representarem os PCs não significa que tenham de investir noutras plataformas. Se assim fosse, não haveria nenhuma produtora a apostar exclusivamente nos PCs, pois não é uma plataforma que tenha uma "entidade real" a representá-la (podemos considerar a Microsoft e as fabricantes de hardware como as principais apoiantes).
     
    Última edição: 14 de Agosto de 2008
  11. I_Eat_All

    I_Eat_All Plasma Beam!

    Eu apenas digo... Nesta altura não apostar nas portáteis é um erro crasso... é certo que a decisão é delas, mas quando olhamos e quem suporta as portáteis é uma minoria... acho que há um problema de pensamento por parte deles.

    E olhando para os resultados, parece que em muitos casos vêm com maus olhos fazerem jogos para elas.
    Nada disso está propriamente errado, mas como tu salientas... há nuances fortes. Os RPG's japoneses... pessoalmente inovam bastante em cenários (sempre memoráveis) e direcção artistica, bem como os sistemas de gameplay... Não inovam nada é em história, daí os clichés todos e sentimento de deja vu. Mas a meu ver os W-RPG's caiem noutros erros, nomeadamente o de serem tão abertos que se perdem, e genéricos ao optarem por coisas como "random generators" para os mapas.

    Mas isto dava pano para mangas.
    Neste caso sim, mas na geração passada, para muitas destas developers diria PS2.

    E não concordo contigo face a ter menos interesse, tal como não concordaria com a PS2, sob essa premissa na geração passada as developers japonesas teriam dado muito mais suporte às outras duas, e no caso da DS e PSP à PSP... ou ainda no caso das consolas actuais e PC... ao PC. Concordo que é essa a tendencia americana no entanto, meterem a parte tecnica à frente disso tudo... Mas é precisamente por isso que digo que muitas vezes falham estar na vanguarda nos maiores mercados.

    Eu sinceramente acho que os Americanos trataram a PS2 de forma miserável, face ao tratamento que os Japoneses lhe deram, e acho que sucedeu o mesmo para a DS. É uma trend, mas acho que eles é que perdem... para algumas developers era um sitio para crescerem dos diabos.
    Certo, mas ainda agora quando apostam, maior parte das vezes é com intenções e resultados anedóticos, face ao que os japoneses por ali andam a fazer.

    Simplesmente não tens o mesmo nivel de ambição e devias.
    Muitos dos que dizes para mim soam e são associados a PC... São relevantes claro, mas nesse mercado nem eu tenho a mínima duvida que quem o conduz são os Americanos. O mesmo para a Xbox. Mas falham em muitos outros parametros. Concentram-se muito em determinadas plataformas.
    Certo. Mas eu nem vou por aí. Mesmo que houvesse uma "entidade real", fosse muito boa e o PC tivesse na mó de cima... Eles tinham sempre vantagem em se expandirem, uma das formas mais fáceis é essa.
     
    Última edição: 14 de Agosto de 2008
  12. Shiriu

    Shiriu Power Member

    Os developers pequenos vão para onde lhes trará dinheiro com menos riscos. A razão porque as portáteis estão dominadas por jogos japoneses é porque o Japão é dominado pelas portáteis, logo os developers japoneses em muito dependem da DS e PSP. Mas na Europa, Estados Unidos e na Ásia continental, a plataforma com menos riscos é o PC, logo é onde os developers pequenos e developers indies vão.

    Isto não é nenhuma rocket science.

    A Blizzard fez mais de 500$ milhões em puro profit em 2007, mais do que qualquer companhia (excepto a Nintendo, e talvez Activision), e são os únicos developers ocidentais que alguma vez conseguiram penetrar o mercado asiático continental. E o mais impressionante de tudo, é que eles ainda mantêm o estatuto lendário de apenas lançarem obras geniais. Porque é que eles deveriam fazer jogos para as consolas, quando poderiam fazer mais para o PC? Especialmente quando a Blizzard tem a Battle.net com futuras subscrições e ads, Patrocínios em competições jogos profissionais, e sei lá o que eles inventam mais.

    A verdade é que nem todos os developers precisam de suportar várias plataformas. E também é verdade que a Blizzard é neste momento tão grande que até 'roubou' o nome à Vivendi após a fusão com a Activision. Activision esta, que tinha como principal motivo para a fusão, ter uma maior penetração no mercado PC.
    Blizzard, por acaso, até tem uma obrigação imposta por si própria, que é fazer os seus jogos o melhor possível. Logo, o mais provável é os seus jogos aproveitarem das vantagens do PC, aquelas que as consolas não conseguem imitar excelentemente.

    É tão fácil apontar o dedo e culpar os developers de não suportarem todas a plataformas, mas existem carradas de razões de eles não o fazerem.

    Os JRPGs estão muito atrasados em termos de mecânicas de gameplay comparado com os WRPGs. Em termos de cenários e direcção artistica, também estão atrasados. 100% dos JRPGs usam artisticamente modelos animés, e quanto aos cenários não me parece mais variado que os WRPGs.

    Quanto ao open-ended, isso é a grande vantagem dos WRPGs, já que os japoneses aparentemente não querem aproveitar as grandes vantagens dos videojogos. fazendo um RPG aberto melhora a imersão e relação emocional entre o jogador e o character, já que o próprio jogador faz as suas escolhas e o game-world pode ser afectado por causa disso.

    Nem me lembro de alguma vez ter jogado um RPG com "random generator" para os mapas.
     
    Última edição: 14 de Agosto de 2008
  13. I_Eat_All

    I_Eat_All Plasma Beam!

    E os estados unidos? :p vendem-se mais DS's que qualquer outra consola... Salvo erro houveram meses em que vendeu mais que o pelotão next gen todo... E onde está a rocket science deles?

    Japão é dominado por portáteis e não só, também começam a fazer branching para telemóveis, que do que toca aos americanos também é um mercado pouco explorado a julgar pelo que a ID software sacou dele quando entrou, mas nem vou por aí porque tenho menos conhecimento da situação.
    No entanto estão há anos a tentar voltar entrar nas consolas, não é do género "mudar de direcção" (ninguém disse isso)... Mas entrar. E acho que eventualmente o vão fazer, mas podiam nem ter saído.

    Fizeram esse lucro todo? boa, podiam ter feito mais, deve ser esse o raciocínio ;)

    Mas esses são os que se safam melhor e têm o estatuto deles estabelecido, foi dado como um exemplo, não como os que precisam de suportar tais plataformas. Mas há muitos que deviam/precisavam e não o fazem.
    Não estou a apontar o dedo a uma ou outra, estou a olhar para estatísticas e verificar que precisam de apostar muito mais em determinados quadrantes e a dar a minha opinião sobre o fenómeno, que IMO, não é de hoje. Agora podes concordar ou discordar... Mas mesmo que discordes das razões... os números revelam ali algo de muito errado no método deles, para mim pelo menos.

    100% dos JRPG's? então e não há meia duzia semi-realista?

    Mecanicas de RPG discordo, vejo muito mais variedade nos JRPG's. E em cenários também discordo, por norma acho muito mais memoráveis os dos JRPG's, não é que seja regra e tudo o que é JRPG é melhor e tudo o que é WRPG é pior (há excepções) mas...
    Depende de gostos, open ended é uma coisa, o que eu disse é outra. Tens jogos que se perdem no facto de serem sandboxes. Conheço imensas pessoas que se fartaram de jogar Oblivion... e cagaram de alto para a mainquest.

    Tu dizes "ah, mas isso é ser um jogo aberto" (nota que evito dizer "open ended" para não entrarmos em confusões) e eu digo "para mim é um jogo sem rumo". Por muito giro que seja em conceito. (e há pessoas que fazem o mesmo com coisas como GTA) Mas se se está a contar uma história... qual a vantagem? Agora se me disseres KOTOR é outra história. Mas os americanos tendem a pôr a "liberdade de escolhas" à frente do resto... E afinal de contas, isto é à vontade da developer, faz sentido haver jogos story-driven com uma linha condutora sem variancias quando estás a contar uma história.
    Oblivion.

    PS: mas vamos discutir RPG's? :p
     
    Última edição: 14 de Agosto de 2008
  14. Shiriu

    Shiriu Power Member

    Sem dúvida que a DS vende muito software, mas estamos a falar de uma plataforma em que o retorno por cópia é minimo quando comparado com as outras, já para não falar de ter que ser comprado a licença e o devkit, e ainda aprender um código diferente e necessário para o development. O PC não tem essas complicações, e é por isso que existe muitos indies no PC a fazerem grandes jogos como o Audiosurf (feito por um só gajo). A outra grande vantagem do PC é a distribuição digital, que abate grande parte do problema logistico da distribuição dos jogos, como também tem um maior retorno por cópia vendida.

    Jogos telemóveis também são uma boa escolha para fazer jogos com poucos riscos, e acho que no futuro iremos ver uma espécie de fusão entre consolas portáteis e telemóveis (ou pelo menos, mais jogos lançados multiplataforma).

    A Blizzard não está a tentar voltar às consolas. Estou a perceber o que estás a dizer, mas o meu raciocinio é: para quê a Blizzard fazer um jogos para consolas, quando podiam fazer um para PC onde podiam aproveitar a Battle.net com subscrições, in-game ads, e suportar competições profissionais?
    Uma cousa é certa, a Blizzard apenas lançaria um jogo para as consolas se esse jogo conseguisse ser traduzido bem quando portado do PC para as consolas, e acho que assim está bem. Eles sendo fanáticos por qualidade nunca deixariam a versão PC ser mudada em prol das consolas.

    Mas quanto aos outros developers, se eles têm dinheiro suficiente e acham que rende lançar para todas as plataformas, então bem pra eles. Mas a realidade não é sempre assim, é dificil e custoso fazer um port para a PS3, e provavelmente muitos jogos nunca ganhariam retorno e então vemos vários jogos serem só X360/PC, e cousas como estas.

    Mecânicas de RPG?! Meu, existe muita gente que nem consideram JRPGs como RPGs verdadeiros. Os RPGs ocidentais, esses sim, têm excelentes sistemas de role-play, escolhas/consequências, interacção com NPCs, costumização, etc... onde se tenta que o jogador seja mesmo a sua personagem, e não apenas jogá-la.

    Serem sandbox não interessa, porque o um RPG em forma sandbox pode ser excelente. O Oblivion é simplesmente abominável. Um grande RPG sandbox é Morrowind ou Fallout 1 e 2(que tem vários aspectos sandbox).

    Uma história linear é para jogos que tenham histórias pouco extensas ou leves, não para RPGs. A integração da história no gameplay ajuda em muito a imersão e "força" o role-play do jogador, como também permite uma maior atenção aos detalhes e profundidade do mundo e das personagens.

    Planescape: Torment é considerado o jogo com a melhor história de sempre do mundo dos videojogos, e é um verdadeiro WRPG. Fallout 1&2 são mais 2 que têm das melhores histórias de sempre. Neverwinter Nights 2: Mask of the Betrayer teve a melhor história de 2007.
     

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