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Análise ASRock H55M PRO

Discussão em 'Análises, Artigos e Guias' iniciada por JPgod, 24 de Fevereiro de 2010. (Respostas: 6; Visualizações: 9693)

  1. JPgod

    JPgod Moderador
    Staff Member

    Autores: João Godinho (JPgod)
    Produto: ASROCK H55M PRO
    Data : 24-02-2009



    ZWAME Análise

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    Descrição

    A ASROCK nasceu como divisão de produtos de baixo custo da ASUS (daí a semelhança nos nomes). Infelizmente a sua era inicial ficou marcada pela baixa qualidade das motherboards.

    Entretanto, a empresa separou-se da ASUS e começamos a ver uma subida considerável na qualidade dos seus produtos e já apresentam boards em praticamente todos os segmentos, desde o de entrada até o high-end, embora ainda não tenha motherboards "ultimate" (ao estilo das ASUS ROG, e eVGA Classified). A qualidade subiu bastante, tendo boards com boa qualidade de construção, bem equipadas em termos de componentes onboard e boas capacidades de overclock.

    A uns meses, testei uma Asrock 790GX AM3 e fiquei muito satisfeito. Os meus colegas m @ster e nemesis11 receberam outros artigos, como uma board P55 e o HTPC ION e ficaram igualmente satisfeitos, demonstrando serem produtos de excelente qualidade.

    Nesta review em particular, vamos trazer um modelo com o novo chipset H55, em formato micro-ATX, tornando assim uma solução interessante para media centers e pequenos computadores. Vamos ver se esta board consegue tirar partido da nova geração de processadores Clarkdale.

    Irei testar apenas o i5 661 e i3 530, por falta de tempo não poderei testar o i5 750.

    Especificações Comuns

    Links

    Site Oficial H55M PRO
    A Gama Asrock H55

    Fotografias

    as fotografias estão em thumbnail, cliquem para tamanho grande (1280).

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    Última edição pelo moderador: 10 de Janeiro de 2011
  2. JPgod

    JPgod Moderador
    Staff Member

    BIOS

    Informação e fotos da BIOS desta board
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    SOFTWARE

    Agora passamos para o software incluído

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    Asrock IES, utilitário de "powersaving", e que alem disso monitoriza a frequencia e voltagem do CPU, bem como o consumo actual, o gasto total do CPU e o nº de fases activas (2 ou 4). Para utilizarem, devem ter a opção "vdrop" activa na BIOS.

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    Asrock instant boot, que supostamente acelera o arranque do sistema, mas não notei diferenças. Isso já arranca muito rápido com o uso de um SSD.

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    Asrock OC tuner. o utilitário de overclock e monitorização já conhecido da asrock. Bastante completo e funcional, embora o seu uso requer atenção, porque facilmente as alterações crasham o sistema. É interessante para testes rápidos, bem como monitorização de voltagens, rotações e temperaturas, sendo que o overclock a sério deve ser feito pela BIOS.

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    O OC DNA serve para gerir os profiles da BIOS. Tanto pode-se servir para fazer backup no disco rígido, como poder partilhar opções de overclock com outros utilizadores, o que é interessante.
     
  3. JPgod

    JPgod Moderador
    Staff Member

    1ª Parte

    Nesta primeira parte, vamos testar a motherboard com o Core i5 661 e o Core i3 530 em defaut. Vamos comparar com o i5 661 testado na Gigabyte P55, embora com grafica dedicada, daí que alguns testes que envolvem GPU não vai entrar.

    Test Bed

    CPU-Z

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    Aqui temos o CPU-Z quer do core i3, quer do core i5 nesta motherboard, com as frequências utilizadas nos testes e timmings das memórias.

    Testes

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    Neste benchmark de teste do software de rendering "cinema 4D", O i5 661 bate o i3 530 por uma larga margem. Em P55 teve a mesma performance.

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    Estes testes já incidem na gráfica, onde o i5 661 bate novamente o i3 530, tambem devido a frequencia do GPU adicional. Já em P55, a HD 5750 limpa o chão ao GPU integrado.

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    Edição mais recente do benchmark do Cinema 4D, desta vez em 64 bits, e com resultados semelhantes ao cinebench 2003.

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    No benchmark interno deste software de compressão, novamente o i3 a ser mais lento, mas curiosamente em P55, o i5 obteve maior performance, talvez devido a perda de alguma largura de banda para o GPU.

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    Tal com o winrar, o 7-zip também é um software de compressão, com um benchmark mais completo. Ao contrario do winrar, em 1 thread, o i5 661 obteve a mesma performance em ambos os chipsets.

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    No que toca a descompressão, resultados semelhantes ao winrar.

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    No wprime, que calcula dos quadrado dos primeiros 32 milhões de inteiros, novamente o i5 661 com mesma performance nos dois sistemas e o i3 a ficar bem atrás.

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    O crystalmark corre uma série de benchmarks de CPU, memória, disco e OpenGL (no caso a testar a performance da gráfica). Destacar as memórias, onde o i3 fez menos que o i5, devido à menor velocidade do link QPI e o i5 661 na board Gigabyte H55 ser mais rápido.

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    Estes testes incidem sobre a gráfica. O uso de uma gráfica dedicada teve um peso enorme no OGL e D2D, mas curiosamente em GDI a performance foi pior. Este teste costuma obter resultados estranhos.

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    Neste benchmark, a largura de banda de memórias influenciou novamente a performance, com o i5 661 a ser um pouco penalizado na board H55 com GPU activo.

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    Teste de encoding de vídeo 720p com o coded X.264, empate técnico em H55 e P55 do i5 661.

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    Teste de encriptação do Sandra 2010, onde temos o i5 661 a pulverizar o core i3 530, que tem as instruções AES-NI desactivadas. Enfim é pena que a Intel corte features interessantes em gamas baixas. A menor frequencia e a ausência do turbo mode já é o suficiente para diferenciar i3 de i5.

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    Nesta suite de benchmarks de conceituados programas de design gráfico e 3D, em modo 64 bits e a 1280x1024, o uso de uma gráfica dedicada é obrigatório. Mesmo assim o i5 661 porta-se melhor, também devido aos 900 mhz do GPU.

    Jogos

    A começar pelo Crysis Warhead, a 1440x900 (resolução mais mainstream dos dias de hoje), com o preset "Entry/Low", em DX 9.0 e DX 10.0


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    Em DirectX 9.0 até que o core i5 661 ficou próximo do limiar que é considerado "jogável". Talvez se este GPU tivese 16 shaders a uns 1000 mhz já corria este jogo a uma média de 30 a 35 fps. Já o i3 530 ficou bem mais lento.

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    Já em directx 10, a performance foi muito mais baixa.

    Passando para o Far Cry 2, com as seguinte configuração:
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    Se ignorar o drop com o core i3 530, a performance foi curiosamente muito semelhante. A média é demasiado baixa para jogar e em directx 10 é um desastre, pelo que nem vale a pena por ca os gráficos (média de 6-7 fps!)

    PcMark e 3Dmark Vantage

    As duas suítes de testes da futuremark
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    Nestes 2 perfils, o i5 661 em H55 foi mais rápido que em P55. Já em comunicações as instruções AES-NI foram importantissimas, daí o core i5 662 pulverizar o i3 530.

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    No perfil "gamming", o i5 661 em P55 foi melhor, mas em music foi o contrário! Mais um teste com resultados bizzaros.

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    Em TV/Movies, o i5 661 em P55 volta a perder, mas praticamente igualou em Memories a performance em H55.

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    No 3Dmark vantage no preset "Entry", quer a performane GPU e CPU do i5 661 foi superior ao i3 530.

    Everest Cache e Memory Benchmark

    Tabela - Core i5 661 @ Gigabyte P55
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    Tabela - Core i5 661 @ Asrock H55
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    Tabela - Core i3 530 @ Asrock H55
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    Resumo dos dados acima em gráficos:
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    Em memória a gráfica integrada fez o i5 661 perder 200 a 300 MB/s face ao CPU em P55 com gráfica dedicada. Do resto o i3 530 é mais lento nas memórias devido a menor velocidade do bus QPI (2933 vs 3200). Nas caches, foi naturalmente devido a menor frequencia do core e "uncore" (2133 vs 2400), que afecha a cache L3.

    Consumo

    Testes de consumo, utilizando um medidor de consumos instalado entre a fonte e a tomada, medindo assim o consumo total do sistema. O método está descrito abaixo.

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    Os consumos são excelentes. Especialmente o Core i3 530 devido ao menor TDP.

     
    Última edição: 17 de Março de 2010
  4. JPgod

    JPgod Moderador
    Staff Member

    2ª Parte

    Nesta 2ª parte, vamos fazer uns testes do core i3 530 em overclock, não tão exaustivo como na primeira parte para não alongar muito a review, bem como os testes de consumo.

    Settings

    CPU-Z

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    CPU-Z com o CPU em overclock a 4004 mhz, cerca de 1070 mhz a mais que de origem. Ainda chegou a trabalhar a 4400 mhz, mas ficou instável. O que notei que o GPU influencia o overclock e a board poderá não ajudar para mais. O GPU manteve-se a 733 mhz. Com tal overclock nem sequer a 800 mhz conseguia tirar dele. Com o CPU a defaut, levei o GPU a 1000 mhz com voltagens em AUTO!

    Testes

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    Um disparo enorme, especialmente em multi thread.

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    Um resultado estranho em 4 threads. Repeti várias vezes o teste e obtinha sempre aquele resultado.

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    Mais um bom resultado a ultrapassar facilmente o i5 661 em defaut.

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    Em SHA 256 bate na boa o i5 661, mas em AES256 não há hipótese!

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    Interessante a melhoria na performance também do score do GPU, apesar de se manter a 733 mhz. Mas não esquecer do QPI melhor e frequencia das memórias.

    Everest Cache e Memory Benchmark

    Tabela
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    Resumo dos dados acima em gráficos:
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    Uma grande melhoria no geral, especialmente nas memórias, beneficiando do bus QPI a 8000 MT/s

    Consumos

    Testes de consumo em overclock, utilizando um medidor de consumos instalado entre a fonte e a tomada, medindo assim o consumo total do sistema. O método está descrito abaixo.


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    Com overclock, o consumo já sobe bastante, ultrapassando a marca dos 100w em full load nos 2 cores. Mesmo assim é um bom resultado.

     
    Última edição: 25 de Fevereiro de 2010
  5. JPgod

    JPgod Moderador
    Staff Member

    Conclusões

    Destaco pela Positiva:


    Destaco pela Negativa:
    Conclusão

    A Asrock prova novamente que quer limpar a imagem de fabricante de qualidade duvidosa e apresenta aqui mais uma motherboard de óptima qualidade. Apesar de ser uma motherboard voltada para segmento de entrada, não descuidou na qualidade, com PCB preto, uso de condensadores de alumínio sólidos, ferrite chokes e aliado a uma boa escolha de cores. Só ficou faltando mesmo dissipador no circuito de alimentação, mas mesmo assim o calor gerado com estes Clarkdale é longe de ser preocupante. Com Core i5 e i7 quad-core talvez seja mais problemático, mas para estes cpus há melhores soluções, até porque estes não tem vídeo onboard, logo as características de vídeo ficam sem efeito.

    A capacidade de overclock, não sendo brilhante, é mais do que suficiente para quem apenas pretende fazer um pequeno overclock na ordem dos 25-40%. A contribuir para isso tem a BIOS recheada de opções de overclock e outras características interessantes, como fazer update directo, guardar até 3 configurações do CMOS e profiles de auto overclock pré-configurados.

    A Asrock ainda tem uma motherboard "H55M", mas é mais simples, por exemplo nem todos os condensadores são sólidos (só do circuito do CPU) e apenas apresenta 2 slots de memória, limitando a quantidade de memória a 8 GB. (e kits de 8 GB são caros!)

    Com isso, esta board leva o selo de recomendado no que toca a preço/qualidade!

    Classificação

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    Excellent Value for Money

    Agradecimentos

    A ZWAME agradece à ASROCK pela disponibilidade do material para teste.

    Copyright © Zwame, Lda 2010. Reprodução proibida sem autorização prévia.

     
    Última edição: 26 de Fevereiro de 2010
  6. custandre

    custandre Power Member

    Já estava a espera deste teste algum tempo para ver os consumos. Vou finalmente avançar com a compra.
    Obrigado pelos testes.
     
  7. JPgod

    JPgod Moderador
    Staff Member