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ADSL Nova geração de DSL atinge 1 Gbps em cabos de cobre

Discussão em 'ISPs' iniciada por jota x300, 19 de Dezembro de 2013. (Respostas: 24; Visualizações: 2847)

  1. [O_o]

    [O_o] Power Member

    ??

    1º, quando falei de fibra falei apenas de FTTH. Não incluo aqui o HFC, até porque a única empresa com cobre em Portugal é a PT e não me parece apropriado comparar alhos (rede de cobre + FTTH da PT) com bugalhos (redes HFC da ZON e CBV). Em relação ao FTTH existem tantos mas tantos centros urbanos que não têm FTTH que enfim... HFC é outra coisa, na minha opinião.

    2º, por acaso é a PT que faz a investigação?? E desde quando é que explorar ao máximo um "recurso" (como é o cobre) é uma coisa má? Que eu saiba esse tipo de investigação não mexe com dinheiros públicos (pelo menos de forma directa), qual é o mal para ti??

    3º, o exemplo da Grécia e do VDSL só mostra que cá não existe porque a PT não tem interesse nisso e não por ser "muito mau" como vocês dizem. Volto a repetir (e eu também sofro disso), o cobre cá é muito mau porque quando existem infraestruturas para suportar, digamos, 100 clientes, e essa mesma infraestrutura suporta mais de 200, é normal que as coisas não funcionem bem! Mas isto é apenas culpa de duas coisas:

    - falta de investimento da PT no suporte à sua rede de cobre.
    - ganância da PT em ter cada vez mais clientes e não criar condições decentes e iguais para todos eles, no caso do ADSL.


    Tu, que não deves conhecer bem a realidade fora da tua cidade e não sofres dessas coisas, devias ter em atenção que nem daqui a 10 anos teremos FTTH residencial em todas as sedes de concelho do país, quanto mais em todas as localidades. E daqui a 10 anos ter 24Mb (ou pior) é irrisório e ridiculo. Aí, sem fibra e com cobre pobre, não teria sido preferível ter uma cobertura decente de cobre nesses casos?

    Vocês olham muito para o vosso umbigo e esquecem-se que existem N casos muito diferentes por Portugal.

    E, só para que fique claro, não acho Portugal atrasado nas telecomunicações, bem pelo contrário. Mas devias lembrar-te que, para muitas dessas empresas, Portugal é a faixa costeira e pouco mais...

    Só me faz confusão é condenarem a evolução tecnológica neste caso, mesmo que nunca seja posta em prática. Eu acho que é de louvar ainda tentarem ver qual será o limite fisico do cobre. Se não houvesse investigação onde é que andava a rede de HFC?? Entre outros casos...
     
    Última edição: 20 de Dezembro de 2013
  2. Wildstar

    Wildstar Power Member

    O teu problema é provavelmente que não tens conhecimentos de Física e Teoria da Informação.
    O problema do ADSL não é o débito, é a distância. As linhas telefónicas não têm blindagem, por isso a atenuação a altas frequências com a distância é fortíssima. Isto não pode ser contornado por tecnologia, é uma questão física. O ADSL2 já usa uma modulação que permite chegar muito perto do débito limite físico da linha, acima de cerca de 1km. VDSL/wtvDSL só conseguem aumentar os débitos para linhas muito curtas, e consiste essencialmente aproveitar frequências mais altas, até agora não usadas, mas estas frequências só "sobrevivem" na linha até poucas centenas de metros.

    Basicamente no momento em que consegue usar OFDM em todo o espectro disponível num meio de transmissão é fim da evolução, não é possível fisicamente transportar maior débito nesse meio. Isto aconteceu logo com o primeiro ADSL, para distâncias "médias" e "longas". Para HFC, aconteceu com o DVB-C2.

    O futuro de banda larga para zonas mais remotas é redes wireless.
     
    Última edição: 20 de Dezembro de 2013
  3. [O_o]

    [O_o] Power Member

    E eu sei disso, Wildstar.

    O que disse em primeira instância, apenas, foi que é louvável ainda haver investigação em torno do cobre. Não disse que isto iria substituir o ADSL ou qualquer coisa semelhante.
    É uma perda de tempo criticarem-me tanto apenas por este reparo que fiz.
     
  4. Wildstar

    Wildstar Power Member

    Isto não é grande investigação, é apenas definir mais um standard, que é a razão de ser da ITU. Daí que o busílis seja a coexistência com os utilizadores de VHF, que é uma questão puramente politica. Estão apenas a fazer o trabalho deles, se tem utilidade ou não isso não interessa.

    Não há "investigação em torno do cobre" porque os fabricantes de equipamento de telecomunicações acreditam nas leis da Física. A tua frase dá ideia que tu não.
     
    Última edição: 20 de Dezembro de 2013
  5. The Coin Operator

    The Coin Operator Power Member

    Claro que FTTH e HFC são comparáveis (e outros tecnologias), visto estas duas oferecerem latências semelhantes e débitos semelhantes. Para o utilizador final (seja empresa, seja utilizador residencial) o que interessa é o serviço em si, não as especificidades técnicas do mesmo.

    Em primeiro lugar, a PT até faz investigação (PT inovação), e caso não saibas ela até investiu no que estamos a falar, no desenvolvimento do mediaDSLAM... http://www.telecom.pt/InternetResou...dia/DestaquesHP/Destaques_2006/mediadslam.htm Mas depois não saiu do papel.

    A PT investe onde quiser, como quiser e quanto quiser. Obviamente a rede de cobre sendo partilhada, a PT não tem interesse em investir, o paradigma mudou por completo.


    Mais uma vez, um operador investe onde quiser, como quiser e quando quiser. Se existem povoações que não tem FTTH ou equivalente, é porque não há relação custo benefício na óptica do operador... Nesse tipo de casos, ou o estado subsidia (RNG por exemplo), ou ficas como estás, não há absolutamente nada de errado com isso.

    As estatísticas comprovam que Portugal tem uma infraestrutura de comunicações muitíssimo desenvolvida, e não são observações empíricas tuas que mudarão isso.

    Se não é atrasado nas comunicações? Claro que não, é isso que estava a tentar transmitir, mas pelo menos parece que já registaste.
    Relativamente a Portugal ser a faixa costeira e pouco mais, mais uma vez voltamos ao paradigma de retorno do investimento. Uma empresa, seja ela qual for, irá investir onde o retorno existir, e dentro disto, onde ele for maior. Se este for baixo ou inexistente, esse investimento não irá acontecer, percebeste? A PT não irá "fibrar" locais onde, na óptica deles, não haverá retorno. Ela não é uma Santa Casa, e está-se a marimbar se moras no fim do mundo e tens uma ADSL foleira a sincronizar a 1Mb/s ou menos. Para ela é indiferente.
    O que acontece é que nesse tipo de casos, o estado subsidia (mais uma vez, RNG), mas isso é outra história.

    Onde é que condenamos a investigação? As empresas investigam onde muito bem entenderem, e se elas entenderem que há retorno no investimento no xDSL, tudo bem. Mas é óbvio que a maioria não acredita que haverá muito retorno, pois existem outras tecnologias com um potencial de crescimento muito superior, o xDSL já está no limite há bastante tempo.

    Relativamente à tua referencia à investigação no HFC, não percebi. O HFC nada tem haver com xDSL, é uma tecnologia radicalmente diferente, e com um potencial de crescimento considerável (embora já esteja o limite já esteja à vista).