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Partilha MSFS 2020 - Volta ao mundo em caracol

Discussão em 'Jogos - Discussão Geral' iniciada por alexb, 2 de Outubro de 2020. (Respostas: 43; Visualizações: 2149)

  1. Walderstorn

    Walderstorn Power Member

    Nah, ele ia passar mais tempo a tirar fotos que a pilotar, embora hoje em dia isso já n seja um grande problema.

    "Senhoras e senhores passageiros, por motivos de força maior teremos que fazer um ligeiro desvio de 100km para eu tirar umas chapas. Podem acompanhar-me via Instagram. Obrigado"
    :p
     
  2. alexb

    alexb Power Member

    Etapa 11
    Touggourt, Argélia (DAUK) - Sfax, Tunísia (DTTX)
    Distância : 470 km
    Tempo de voo: 1:40
    Combustível: 15 galões

    Parece que hoje é de vez. Tenho o avião abastecido, plano de voo preparado e vontade a 100%. Hoje voltarei a ver o mar.
    A tirada é grande mas estou decidido a lá chegar.

    Esta foi tirada imediatamente após a descolagem. Ainda nem tinha recolhido as rodas.

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    Apesar de já estarmos nas "margens" norte do Saara, este não desarma e as dunas de areia persistem.

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    Visto que a leg de hoje é razoavelmente grande e por estas alturas, já chega de fotografias do deserto, aproveitei para esticar as asas ao caracol. Decidi efectuar uma série de testes para recolher informação que mais tarde me será muito útil.
    Queria ver até que altitude conseguia levar o avião e depois anotar consumos, regimes de motor e velocidades de forma a perceber melhor os seus limites.

    Aqui, à passagem dos 10.000 pés (mais ou menos 3 km).
    Esta é a altidude limite para se voar em aviões não pressurizados como o meu sem máscara de oxigénio.
    Lá em baixo, aqueles pontos são campos redondos de cultivo. Pela quantidade se percebe que por estas bandas a água já não é tão escassa.

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    A partir dos 12.000 pés, a subida foi muito lenta.
    Infelizmente, a cerca de 17.000 pés (pouco mais de 5 km) encontrava-se uma camada de nuvens.
    A esta altitude a temperatura exterior era cerca de -7 gráus e sendo as nuvens formadas por água, se as atravessa-se iria garantidamente formar-se uma camada de gelo sobre o meu avião.

    Só por curiosidade, o gelo é o pior inimigo dos aviões, especialmente os ligeiros, sendo uma das principais causa de quedas dos mesmos. Além de os tornar muito mais pesados, torna as superfícies das asas irregulares interrompendo o fluxo de ar. Isso retira-lhes as propriedades aerodinâmicas e tornam-se literalmente uns calhaus impossíveis de voar.
    Muitos aviões, têm mecanismos de aquecimento ao longo as asas que faz com que não se forme gelo.
    O meu Mooney, infelizmente não tem estes mecânismos, por isso atravessar as nuvens, poderia ter resultados desastrosos.
    Resolvi estabilizar aos 16.500 pés. Eu reparei que ainda tinha motor para subir mais um pouco, mas já estou seguramente perto do limite.

    Nem de propósito, cheguei a esta altitude ao mesmo tempo que cheguei à costa.

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    Está na hora de efectuar uns testes e tirar notas. Estes motores têm regimes de eficiência em que é necessário respeitar, não só para se optimizar a performance, mas acima de tudo perservar os mesmos. Na pala do sol, no cockpit temos uma tabela com estes regimes.

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    Não vou entrar em tecnicismos, mas resumindo encontrei um regime que me pareceu excelente, onde consegui uma velocidade no solo de 207 nós (normalmente a altitudes inferiores ando nos 180/190 nós) com um consumo de 9 galões por hora (lá em baixo ando nos 12 galões por hora). Logo, dá para perceber que para grandes travessias, voar alto é a solução, desde que o tempo o permita.

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    Findados estes testes, foi só ligar o autopilot e usufruir das vistas que eram excelentes.

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    Estas montanhas pareciam literalmente cicatrizes da terra. As imagens não fazem justiça à beleza das mesmas.

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    E como se não bastasse, por vezes o sol espreitava, criando momentos absolutamente fantásticos.

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    No fim desta cadeia montanhosa, o meu destino. A cidade de Sfax, nas margens do Mediterrâneo já com o aeroporto à vista.

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    A rota de aproximação à pista, cumprindo as orientações do controlador, passava sobre o mar.

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    E por fim, a final.

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    Toca, a desligar e visitar a cidade....e quem sabe conhecer alguma professora de história. ;)

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    Última edição: 17 de Outubro de 2020 às 17:52
  3. alexb

    alexb Power Member

    Etapa 12 - EUROPA
    Sfax, Tunísia (DTTX) - Lampedusa, Itália (LICD)
    Distância : 190 km
    Tempo de voo: 0:50
    Combustível: 7 galões

    Hoje vou abandonar África e tinha planeado uma estadia em Malta, em jeito de homenagem. Por maus motivos, esta ilha teve uma história importante na aviação. Foi palco de uma das mais épicas batalhas aéreas da segunda guerra mundial, onde os Alemães e Italianos tentaram vergar a ilha, impondo um cerco aéreo. As batalhas aéreas com os Spitfires e Hurricanes Inglesas que defendiam a ilha, ainda hoje são alvo de histórias e lendas.

    A minha estadia em Sfax foi uma desilusão. Isto é uma cidade com belas praias e o tempo estava óptimo. Por todo o lado, era só bikinis e corpos bronzeados, mas a única recordação que trouxe foram uns screenshots.
    Valeu-me um contracto para transportar uns passageiros para Malta com passagem em Lampedusa.
    A partida, foi só isso. Uma partida sem nada de especial.

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    No ar percebe-se bem a dimensão desta cidade.

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    Não faço ideia que legenda hei de dar a isto, mas mereceu uma fotografia.

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    Até Lampedusa, o voo foi monótono. Algumas nuvens e é isto.

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    Pouco antes da chegada a Lampedusa aconteceu-me um contratempo. Eu vou-vos dar duas versões e vocês escolhem a que mais gostarem para o relato:

    Versão 1:
    Um bando de aves migratórias atravessou-se no caminho, embatendo no avião. O choque foi tremendo e cheguei a temer o pior. Felizmente o susto foi só mesmo um susto e o avião não aparentava danos. Resolvi encurtar a etapa para Lampedusa apenas, afim de efectuar uma vistoria de verificação.

    Versão 2:
    A minha filha mais nova deu-me uma noite anterior terrível e por isso, hoje sofri um brutal ataque de sono. Por respeito às regras desta volta, aguentei até aterrar e fui dormir.

    Finalmente, Lampeduza à vista.
    Esta é uma pequena ilha Italiana junto a África, famasa pelas belas praias e água cheia de vida marinha.

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    Apesar de muito bom, em alguns locais este MSFS ainda precisa de ajustes. O terreno 3D desta ilha não é propriamente excelente.

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    Aproximação final à pista.

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    Hora de dormir....ups, de fazer reparações.

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    Última edição: 18 de Outubro de 2020 às 22:01
  4. alexb

    alexb Power Member

    Etapa 13
    Lampedusa, Itália (LICD) - Malta (LMML) - Catânia, Italia (LICC) - Sigonella Mil, Catânia, Italia (LICZ)
    Distância : 400 km
    Tempo de voo: 2:20
    Combustível: 17 galões

    Depois de um dia inteiro de volta do avião, chegou-se à conclusão que este estava mais que apto a retomar caminho.
    Decidido a não perder tempo e também para minimizar as perdas com os contractos de transporte que tinha de cumprir, arranquei bem cedinho. O plano é fazer uma escala na ilha de Malta e partir de seguida para Sicília.

    Este vou trouxe uma estreia nesta minha volta ao mundo. O primeiro voo com companhia de outro avião.
    O contemplado foi o Comandante Trindade com outro Mooney igualzinho ao meu, só que mais feio.:D
    O Comandate Trindade e eu já voamos juntos à muitos anos. Temos literalmente milhares de horas juntos, principalmente em simuladores de combate.
    Assim sendo, voar em formação, não nos acarreta nenhuma dificuldade.
    Infelizmente, com esta novidade, esqueci-me das fotografias da praxe da descolagem. Só me lembrei da máquina de fotografar, já ia-mos altito.

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    Pouco depois, vieram as nuvens e sendo o voo sobre o mar, decidimos subir e faze-lo acima das mesmas.

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    Já junto a Malta, e uma vez efectuada a descida, a primeira vista da ilha foi majestosa.

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    Visto que o aeroporto se encontra na ponta oposta da ilha, resolvemos fazer um voo rasante pela costa sul da ilha.

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    Com os seus 27 quilômetros de comprimento, foram meia dúzia de minutos até à aproximação à pista já em Valeta, a capital da ilha.

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    Praticamente a poisar.

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    A estadia em Malta foi de apenas alguns minutos. Largar os passageiros, embarcar outros e siga. O Trindade ainda me tentou convencer a passar lá o dia mas com clientes passageiros, estava fora de questão.
    Aqui, a última vista da ilha, já sem companhia.

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    Já no ar e com nuvens, a receita foi a mesma. Subir e voar alto.
    A surpresa, foi avistar o vulcão Etna no Horizonte acima das nuvens.

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    Para compensar o dia anterior, este dia estava destinado a correr bem e sobre Sicília, as nuvens abriram. Nem de encomenda.

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    Nunca tinha ido a Sicília e para além de ser a Terra da Máfia, pouco sabia sobre a ilha. Fiquei surpreendido com o seu tamanho.
    Tem quase um terço da área de Portugal e nela habitam 5 milhões de pessoas. O voo até ao meu primeiro destino ainda demorou um bocado. No entanto, estava um dia espectacular e foi um prazer. Aqui ficam umas imagens.

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    Já junto ao meu primeiro destino, a cidade de Catânia no sopé do Etna.

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    A segunda escala do dia.[​IMG]


    A estadia foi de apenas alguns minutos. Largar dois passageiros e levar o último, um capitão para o aeroporto militar aqui da zona. Estas escalas são chatas e demoram algum tempo, mas visto que estou a voar usando o FSeconomy, asseguram-me pelo menos o dinheiro para o combustível e taxas dos aeroportos.

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    O último destino, é um aeroporto militar da mesma cidade a 8 milhas de distância. O voo não demorou 5 minutos.
    Aproximação à pista.

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    Apesar de longa, acabou por ser uma etapa muito prazerosa, tanto pela companhia do comandante Trindade na primeira leg, como pelas magníficas vistas que Sicília me proporcionou. Acabei por ficar amigo do meu último cliente, o Capitão Giovanni e ficou prometida uma mini volta a esta ilha.
     
    Última edição: 18 de Outubro de 2020 às 23:54